Bem Vindo ao Blog do Pêga!

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O propósito do Blog do Pêga é desenvolver e promover a raça, encorajando a sociedade entre os criadores e admiradores por meio de circulação de informações úteis.

Existe muita literatura sobre cavalos, mas poucos escrevem sobre jumentos e muares. Este é um espaço para postar artigos, informações e fotos sobre esses fantásticos animais. Estamos sempre a procura de novo material, ajude a transformar este blog na maior enciclopédia de jumentos e muares da história! Caso alguém queira colaborar com histórias, artigos, fotos, informações, etc ... entre em contato conosco: fazendasnoca@uol.com.br

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Raças de Jumentos – Parte 2

Mais algumas raças de jumentos para vocês conhecerem…
  • Catalão

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Suas raizes foram traçadas até a Somália, mas o Jumento Catalão (ruc català) foi adotado como simbolo do povo catalão (talvez em desafio ao touro espanhol). Seus números cairam muito no fim do século 20, de uma forma assustadora, mas programas de melhoramento de raça salvaram eles da extinção.   
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O jumento catalão é uma subespécie dos jumentos que deram origem aos jumentos do oriente médio e da Europa. Ele é parente dos jumentos de Mallorca e dos jumentos Zamorà-Lleonès. A raça é muito antiga, Caio Plínio Segundo (Gaius Plinius Secundus), conhecido também como Plínio, o Velho, um naturalista romano mencionou que haviam jumentos na planície de Vic (capital da comarca de Osona, provincia de Barcelona, Catalonia, Espanha).

No passado os jumentos eram muito importantes nas fazendas, mas devido a grande queda no seu uso e no seu número, o jumento catalão está em extinção.  Onde antes havia cerca de   50.000, hoje existem apenas cerca de 500, destes, mais de 100 estão fora da Catalonia.

Após ganhar vários concursos e shows o jumento catalão é chamado de “o melhor jumento do mundo”, especialmente para puxar carroças e como animal para tropa. Suas caracteristicas contribuiram muito para melhorar outras raças de jumentos no mundo inteiro.

Caracteristicas:
Altura:  1,65 m dos pés a cabeça. from feet to head.
Peso: uma jumento adulto pode pesar até 500 kg.
Pelagem: no verão curto, pelôs pretos cobrindo todo o corpo até chegar a boca, branco ao redor dos olhos e na barriga. No inverno a pelagem é mais comprida e acastanhada, cobrindo todo o corpo.
Orelhas: retas e pontudas

  • Zamorano-Leonesa

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Outro jumento espanhol, o Zamorano-Leonesa, que pertence ao  tronco europeu (Equus africanus asinus), foi criado para ser robusto para viagens e negócios, e mais tarde usado para criar grandes mulas de serviço. Como tem acontecido com muitas raças de jumentos seu número diminuiu bastante por causa da falta de necessidade, e agora eles só podem ser encontrados nas provincias de Zamora e Leon. Ele se parece muito com jumentos de outras raças como o Poitú Francés, e é parente do jumento Catalão e do Encartaciones.


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Se caracteriza por seu tamanho e corpulencia (mede 1,60 metros), em tamanho só pode ser comparado a raça  andaluza-cordobesa, chega  a pesar 350kg; o perfil é reto e seus olhos são bem marcados. Sua pelagem é de um castanho escuro, mas a barriga e a área ao redor dos olhos são claras, no entanto como a pelagem é volumosa, e cresce como uma lã, muitas vezes esses traços ficam escondidos. Igualmente a outras raças espanholas do tronco europeu suas orelhas são cobertas de pêlos compridos, e criadores costumam tosquia-las.


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Eles são dóceis e muito resistentes a mudanças climáticas, comocorresponde a uma raça originária na região Leonesa. Hoje, só existem cerca de mil animais da raça, mas já foram vitais para a economia de boa parte da penísula ibérica, utilizados para trabalhos agrícolas ou transporte. Eles estavam espalhados originalmente entre a Cordillera Cantábrica e os rios Cea e Orbigo, para logo se espalharem pelas duas Castillas. Atualmente se encontram localizados principalmente nas provincias espanholas de Zamora (Aliste e Sayago) e León. Não existem planos oficiais de conservação, mas essa é a única raça nativa espanhola que dispões de sua própria enciclopédia.

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O jumento Zamorano Leonés teve seu momento de glória no século XIX e começo do século XX, quando o cruzamento com éguas resultou em muares magníficos dos quais dependia  o trabalho e o transporte no territorio de Castilla e León. Se considera que a área onde se formou a raça com as caracteristicas atuais é a região a oeste da provincia de Zamora: desde Sanabria até Sayago. Esta região se caracteriza por un clima típicamente continental, com verões calorosos e secos e invernos frios.
 
A partir do século XVIII e a medida que na Espanha aumenta a superficie cultivada e se ampliam os intercambios comerciais entre diferentes regiões, os muares adiquiriram grande importância como animal de tração e transporte, o que aumentou bastante o seu valor.  Foram nessas zonas próximas com mais condições agrícolas e econômicas onde se generalizou, nesta época o uso desta raça para cruzar com equinos para suprir o mercado de muares, mas caiu rapidamente com o surgimento da rede ferroviária e dos veículos à motor.
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A partir do desuso dos muares, os jumentos desapareceram destas áreas ficando restringida as áreas de criação tradicionais (Aliste e Alba, a parte oeste da terra de Pan e  o norte de Sayago), que hoje possuem os melhores animais.
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O uso atual da raça nas áreas mencionadas, é geralmente na lida dos vinhedos, para sementear e colher batatas, para transportes de curta distância e na lida de gado ovino. Ainda são utilizados pela população agrária mais velha, pessoas que possuem uma cultura ainda forte nesse sentido, mas serão eventualmente substituidos por outros que queiram conservar e fomentar a raça. Além do seu uso, hoje se valoriza cada vez mais sua importância cultural e recreativa, existindo projetos que utilizam esta raça para a realização de projetos turísticos e educativos. Seu carater nobre e tranquilo o está convertendo em um animal doméstico por escolha, participando inclusive de projetos de terapia assistida com animais.

Em de 1940 foi criado o livro genealógico nas províncias de Zamora e León com o propósito de apoiar a raça, mas na década de 60 este decaíu até desaparecer. Nesse momento a raça entrou em grave crise, conservando-se exclusivamente na área de origem e também em alguns núcleos do exército e do ministério da agricultura. Em 1980 foi catalogada pelo Ministerio da Agricultura como de “Proteção Oficial” e em 1987 passou a ser considerado “em perigo de extinção”, categoria na qual se mantém até hoje.

Em 1995 nasceu a Asociación de Ganado Selecto de Raza Zamorano Leonesa (ASZAL), com o apoio da Junta de Castilla y León e a Diputación de Zamora, com o objetivo de velar por sua pureza, seleção e fomento. Também nesse ano os proprietários de exemplares desta raça começaram a receber ajuda comunitária  para a conservação da raça em perigo de extinção.

Desde então a administração regional e a associação  tem levado a cabo um programa de valorização morfológica e identificação individual dos exemplares. Em 1998 a Junta de Castilla y León criou um novo livro genealógico da raça Zamorano Leonesa para facilitar a conservação e a melhoria da raça.

O maior problema que a raça enfrenta é o mesmo que afeta o meio rural espanhol, a elevada idade média de seus proprietários. Hà um reduzido número de nascimentos por causa da idade elevada das jumentas, assim como problemas reprodutivos e sanitários. 
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