Bem Vindo ao Blog do Pêga!

Bem Vindo ao Blog do Pêga!

O propósito do Blog do Pêga é desenvolver e promover a raça, encorajando a sociedade entre os criadores e admiradores por meio de circulação de informações úteis.

Existe muita literatura sobre cavalos, mas poucos escrevem sobre jumentos e muares. Este é um espaço para postar artigos, informações e fotos sobre esses fantásticos animais. Estamos sempre a procura de novo material, ajude a transformar este blog na maior enciclopédia de jumentos e muares da história! Caso alguém queira colaborar com histórias, artigos, fotos, informações, etc ... entre em contato conosco: fazendasnoca@uol.com.br

sábado, 8 de janeiro de 2011

Barbeiro para Jumentos

 

Homem apara juba de jumento em local que oferece cortes de cabelo para animais em estrada de Karachi (Paquistão)

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Demonstrando o Treinamento de Redeas

 

Encontrei no Youtube uma série de videos sobre as diferentes etapas do treinamento de rédeas, espero que gostem… 

  • Equipamentos

 

  • Escolhendo um Animal

 

  • Redondel

 

 

  • Iniciando na Pista

 

  • Iniciando o Recuo

 

  • Iniciando o Circulo

 

  • Reunindo o Animal

 

  • Roll Back

 

  • Spin

  • Troca de Mão

 

  • Manobras na Pista

 

  • Movendo a Paleta

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Como Rejuvenescer Seu Criatório e Não Sair da Moda !

 

Um dos fenômenos de comportamento mais visíveis na evolução de uma raça é o que se convencionou chamar de: “Linhagem/Criatório da Moda”.

Ora, os bons criatórios avançam em seus projetos zootécnicos, escolhem reprodutores, e matrizes, convencionando produzir um determinado tipo de cavalo Mangalarga Marchador (respeitando sempre o Padrão Racial).

Vou aqui enunciar uma hipótese que, para mim, a cada dia vem se confirmando na prática:
- as linhagens e criatórios não perdem sua capacidade de promover qualidade zootécnica (pois isto está muito enraizado e não sofre grandes desvios).  O que se perde é a juventude e a visibilidade do responsável pela criação da linhagem.

Portanto, há que se indicar jovens entusiasmados, comunicativos, presentes em exposições, leilões e eventos, para que se oxigene a percepção sobre a qualidade gerada na fazenda.

Um exemplo atual, e que confirma esta regra, é o da Fazenda Engenho de Serra, localizada em São Vicente de Minas (MG), origem que foi considerada extinta, e onde hoje 3 jovens rapazes resgatam antigas bases e sementes para ressurgir das (quase) cinzas, um dos berços mais antigos e castos do cavalo Mangalarga Marchador.

Percebam, pois, o quão importante é estar apto a receber visitas, externar opiniões, cambiar informações.

A “moda” é sempre passageira, não se sustenta por muitos anos e independe da qualidade zootécnica do plantel.  Ela é diretamente proporcional à exposição que seus animais e proprietários dedicam à raça em um certo intervalo de tempo.


Logo, é fenômeno ímpar que requer um perfeito entendimento das movimentações, sob pena de ‘quebrar’ uma justa e válida iniciativa, jogando por terra anos e anos de criação e paixão pelo Mangalarga Marchador.

Rejuvenescimento via filhos, netos, genros, noras e, também ótimos animais, esta é uma eficiente fórmula do sucesso !!!

Fonte: Cocheira Nobre, Ricardo L. Casiuch

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O QUE SÃO OS MUARES...

 

Eles são uma das excentricidades da Natureza, um híbrido verdadeiro, um cruzamento entre um eqüino e um asinino.  E devido ao fato destes híbridos herdarem de seus pais cargas genéticas com diferentes números de cromossomos, elas são estéreis.

 

No cruzamento mais comum em nosso meio, a mula/burro se apresenta com as seguintes características: cabeça e pernas do jumento; diagrama corpóreo da égua; narinas afiladas, canelas secas e cascos relativamente
pequenos; crinas curtas e para cima, podendo eventualmente apresentá-las longas e caídas como os eqüinos; peso variando entre 250 kg a 400 kg e altura entre 1,30m e 1,50m.

 

A outra forma de obtenção do híbrido, entre um garanhão e uma jumenta, é menos freqüente e de maior dificuldade de concepção.


O cruzamento mais popular, atualmente empregado no Brasil, é o que se faz entre jumentos da Raça Pêga e éguas Raça Campolina.  Os primeiros têm origem em jumentos espenhóis trazidos para Minas Gerais por missões católicas, sendo os núcleos mais famosos de criação os que se localizam na região de Lagoa Dourada(MG).  São excelentes marchadores, com altura acima de 1,23m e de grande resistência para o trabalho e transporte.

 

As segundas são descendentes do potro MONARCA, filho de MEDÉIA, animal de sangue andaluz que o fazendeiro Cassiano Campolina utilizou em éguas nativas de Minas Gerais no final do Século XIX , para formar a raça nacional que leva o seu nome. Apresentam-se com altura acima de 1,45m na cernelha, forte ligação dorso-lombar, grande distância entre as pontas das ancas, predominância da pelagem baia e excelente andamento marchador.

 

A recente onde de interesse pelo cruzamento híbrido entre Jumentos Pêga e éguas marchadoras obedece à elevação dos custos de manutenção e operação de máquinas agrícolas (tratores, picapes, implementos motorizados).  Hoje já não se admite uma distribuição farta e onerosa de Jeeps entre funcionários de empresas agropecuárias.  Uma boa parcela está sendo suprida com mulas e burros produzidos na própria fazenda.  Breve veremos a expansão de novas áreas de criação destes animais, que certamente incorporarão éguas Puro Sangue Inglês, após campanhas nas pistas de corridas, e que são arrematadas por valores ainda não absurdos em diversos leilões de Tattersall. 

 

Já se tem como certa a noção que estes híbridos consomem para viver ao redor de 25% das necessidades calóricas de um cavalo, e menos água.   Sob trabalho pesado, controlam seu suor mantendo estável sua temperatura interna, tendo sua capacidade de arrasto de até 50% do peso de seu próprio corpo, enquanto os eqüinos não ultrapassam 30% neste mesma relação.

 

Do ponto de vista veterinário, mulas/burros fazem a monotonia da vida prática destas profissionais, pois não requerem qualquer atenção significativa, além dos cuidados normais na propriedade (controle de vermes, carrapatos, higiene de estábulos, etc.).

 

A dureza de seus cascos é comparável ao marfim e para trabalhos em terrenos planos não necessitam serem ferrados.  Ao enfrentarem trilhas montanhosas, comportam-se como cabras, subindo passo a passo sem esgotarem seus dotes físicos e progredindo por horas a fio sem descanso.  Sua longevidade permite-lhes trabalhar por mais de 35 anos, não sendo surpresa alguns casos de muares estenderem suas vidas por até 47 anos.  São praticamente imunes a aguamentos, e apresentam reações de inteligência superiores aos seus primos, os cavalos.  Um exemplo flagrante disto é o espírito aguçado de sobrevivência que se nota nestes animais.  Quando estão nos limites de resistência, simplesmente param ou deitam ao solo para descansarem, ao contrário dos eqüinos que andam até morrerem.


Fonte: Crônicas da Raça Mangalarga Marchador, Ricardo L. Casiuch

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Mula na Independência do Brasil

grito-do-ipiranga

Você pode se perguntar o que uma mula tem a ver com a Independência do Brasil, trata-se da presença de uma mula baia, montada por D. Pedro I no famoso "Grito do Ipiranga", brado de independencia feito em 1822 por D. Pedro I,  primeiro Imperador do Brasil,  às margens do Ipiranga, em São Paulo,  o que marcou o nascimento do Brasil como um país independente.

Tal relato consta do livro " 1822 - Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro  ajudaram D. Pedro a criar  o Brasil- um país que tinha tudo para dar errado"-  do autor Laurentino Gomes-  Editora Nova Fronteira Participações S. A.

Tal fato está narrado às pags.29/30 da obra citada:

" A montaria usada por D. Pedro nem de longe lembrava o fogoso alazão que, meio século mais tarde, o pintor Pedro Américo colocaria no quadro " Independencia ou Morte", também chamado de " O Grito do Ipiranga", a mais conhecida cena do acontecimento. O Coronel Marcondes se refere ao animal como " uma besta gateada".  Outra Testemunha, o padre mineiro Belchior Pinheiro de Oliveira, cita " uma bela besta baia".  Em outras palavras , uma mula sem nenhum charme, porém forte e confiável. Era esta a forma correta e segura de subir a Serra do Mar naquela época de caminhos íngremes, enlameados e esburacados.

Foi portanto, como um simples tropeiro, coberto pela lama e a poeira do caminho, às voltas com as dificuldades naturais do corpo  e de seu tempo, que D. Pedro proclamou a independencia do Brasil. A cena real é bucólica e prosaica, mais brasileira e menos épica do que a retratada no quadro de Pedro Américo. E ainda assim importantíssima. Ela marca o início da história do Brasil  como nação independente.

Texto enviado por: Luiz Fernando Caldas Villela de Andrade, Muladeiro, São José dos Campos/SP

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tétano

 

O tétano é uma doença causada por toxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani, caracterizada por rigidez muscular (tetania), podendo levar à morte por parada respiratória ou convulsões.


Patofisiologia

O Clostridium tetani é encontrado no ambiente (solo ou fezes) em todo o mundo. A infecção ocorre mais comumente por ferimentos, mas qualquer situação de anaerobiose contaminada pode levar ao desenvolvimento do tétano.


Quando a bactéria é inoculada em ambiente anaeróbico, os esporos germinam em sua forma vegetativa, que produz 3 exotoxinas, consideradas os principais componentes patogênicos. Tais toxinas são a tetanolisina, a tetanospasmina e a toxina não espasmogênica. A tetanolisina aumenta localmente a necrose dos tecidos, intensificando assim a esporulação e a propagação da infecção. A tetanospasmina é uma lipoproteína que se propaga por via hemática para o sistema nervoso central. A toxina não espasmogênica provavelmente causa estímulo excessivo do sistema nervoso simpático.

Sistemas Afetados

  • Neuromuscular.
  • Podem ser afetados outros sistemas em caso de complicações, tais como respiratório em pneumonias aspirativas ou escaras de decúbito.

Incidência/Prevalência

  • Cosmopolita.
  • Como espécie, os eqüinos tendem a ser mais sensíveis ao tétano.
  • Os eqüinos geralmente vivem em ambientes não inócuos com alto grau de contaminação por fezes, o que pode aumentar a incidência dessa enfermidade.

Sinais Clínicos

  • Andar rígido.
  • Rigidez muscular generalizada, principalmente nos músculos de sustentação, o que leva a uma postura típica de “cavalete”.
  • Opistótomos.
  • Trismo (“mandíbula travada”).
  • Prolapso de terceira pálpebra.
  • Hiperestesia (sinais de espasmos musculares podem ser exacerbados por ruído, luz ou estímulo táctil súbito).
  • Febre e sudorese intensa.
  • Disfagia, sialorréia e pneumonias aspirativas.
  • Hipóxia por comprometimento dos músculos respiratórios, podendo evoluir para paradas respiratórias.

Fatores de Risco

  • Ferimentos ou locais de aplicação de injeções que possam criar condição de anaerobiose.
  • Ambientes altamente contaminados por fezes.
  • Animais não protegidos por vacinação.

Diagnóstico Diferencial

Outras causas de tetania e/ou convulsões são:

  • Distúrbios metabólicos, tais como hipocalcemia (lactação ou transporte), hipomagnesemia e hipercalemia (HYPP).
  • Rabdomiólise.
  • Raiva.
  • Toxicoses, tais como por estriquinina ou organoclorados.

Outras causas de andadura rígida ou claudicação são:

  • Laminite.
  • Problemas músculo-esqueléticos, tais como abscessos nos cascos, osteoartroses, tendinites, bursites, miosites etc.

Cuidados com os Animais Doentes

  • Instalar o animal em baia escura e tranqüila, com cama macia.
  • Tampar as orelhas com algodão.
  • Uso de apoio externo caso o paciente não permaneça em pé.
  • Evitar estímulos súbitos ao paciente.
  • Manter o animal hidratado.

Alimentação

  • Facilitar o acesso à comida e água.
  • Se o animal não estiver se alimentando ou apresentar disfagia, a alimentação pode requerer intubação nasogástrica (com cautela, pois pode provocar mais espasmo muscular, sendo, portanto, de utilidade limitada) ou nutrição parenteral.

Instruções para os Clientes

Oriente os clientes de que a administração adequada de vacinação diminui bastante o risco da doença. Sugira também que quando observarem ferimentos, talvez seja prudente procurar orientação sobre tratamento profilático contra tétano e cuidados dos ferimentos.

Cirurgias

Se for identificado o local da infecção, recomenda-se o debridamento da área, pois a C. tetani se multiplica em condições anaeróbicas. Pode-se também cogitar do uso de infusão com penicilina G. Essas medidas diminuem a propagação da infecção local.

Medicamentos

Droga(s) de Escolha

  • Penicilina G - 20.000 - 50.000 UI/kg potássio ou sódio penicilina G IV 3-4 vezes ao dia ou penicilina procaína IM, duas vezes ao dia.
  • Sedação para auxiliar no relaxamento muscular.
  • Antitoxina tetânica utilizada para se ligar à toxina antes da mesma atingir o SNC. Pode ser de uso tópico no local da infecção ou administrada por via parenteral. As dosagens recomendadas variam bastante (100-1.000 UI/kg).
  • O toxóide tetânico pode ser administrado como “reforço” se o histórico mostrar falha de vacinações anteriores contra tétano.

Prevenção

  • Vacinação através de 2 aplicações (dose e reforço) com 4 semanas de intervalo, seguida de vacinação anual de reforço.
  • Evitar ambientes com potencial de risco.
  • Limitar ao máximo a contaminação fecal.
  • Limpar ferimentos e administrar toxóide tetânico se o animal não tiver sido vacinado nos últimos 6 meses.
  • Em ferimentos infeccionados, realizar drenagem mantendo-os abertos.

Prognóstico
O prognóstico depende da gravidade dos sinais clínicos e da velocidade da evolução da doença. O rápido aparecimento de sinais clínicos geralmente denota prognóstico mais cauteloso, assim como a posição de decúbito dorsal prolongado. De acordo com os dados existentes, as taxas de mortalidade variam de 50 a 75%

Fonte: Merial

domingo, 2 de janeiro de 2011

UM SER HUMILDE...

 

Criadores de cavalos, ao longo da história da humanidade, cercaram-se de poder, dominação e atos de guerra.  Apreciaram a beleza plástica, a fogosidade e a velocidade, que são características inerentes aos eqüinos.

Se estas características são tão atraentes à nossa vaidade, por que se criam asininos e muares?

“ - Porque representam a paz e a humildade”, diria um religioso, “pois Cristo ao entrar em Jerusalém, no Domingo de Ramos, estava montado num burrico, desafiando as estruturas do poder romano com seus magníficos garanhões”.

Este é o espírito deste picaresco animal, dócil para crianças e nervoso quando submetido às condições ingratas e injuriosas.  Não seria este o retrato fiel de uma entidade viva, completamente adaptada ao meio ambiente?

“ - Você deve possuir um certo grau de maturidade para melhor apreciar os muares.  Quando era ainda um garoto em nossa fazenda do interior de Minas, acreditava que eram animais de baixa classe, ignorantes.  Hoje, reconheço neles qualidades que os cavalos nem sonhariam em possuir, e tem sido maravilhoso verificar sua crescente popularidade nestes tempos de crise”, proseou-me há algum tempo um velho fazendeiro de São João D’El Rey, que hoje deveria estar ocupado nos palácios de Brasília.

Fonte: Crônicas da Raça Mangalarga Marchador, Ricardo L. Casiuch

4º Encontro de Muladeiros do Oeste Goiano

Muladeiros, o 4º Encontro de Muladeiros do Oeste Goiano já tem data definida!

Data: 27 de Janeiro de 2011

Local: Iporá – GO

Informacoes: 64 9962 1288

Para mairõres informaçoes:

Waldijan Terencio
64 9962 1288

João Benedito
64 99960649

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um Pouco de História


Em 1976 uma prova de resistência foi o ponto de partida para marcar a nova era da popularidade alcançada pelas mulas na América do Norte. Denominada "A Grande Corrida Americana", compreendia um percurso de 5.150 km, desde o Condado de Herkimer, Estado de Nova York até Sacramento, Califórnia. Mais de 100 competidores concorriam por um prêmio de US$50 mil, a serem divididos entre os 10 finalistas, sendo US$25 mil para o vencedor. Os cavaleiros inscritos poderiam levar uma montaria de reserva, e muitos assim o fizeram.

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Foto: Lord Fauntleroy, Virl Norton e Lady Eloise na Great American Horse Race de 1976


Entre eles estava Virl Norton, um traquejado vaqueiro de 60 anos vindo de San José, Califórnia. Ele montava Lord Fauntleroy (Leroy para os íntimos), um burro filho de jumento mamute americano com égua Puro sangue Inglesa. Sua segunda montaria era uma mula, Lady Eloise, proveniente de mesmo cruzamento. Ambos tinham 16 palmos de altura (1,62m).

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Foto: Virl Norton


Na partida aqueles que montavam em cavalos estavam confiantes da vitória. "Eles não podiam imaginar a derrota, mas ao chegarmos em Illinois (terço inicial da prova), estavam já convencidos de que minhas mulas ofereciam uma ameaça real de perigo. Daí em diante foi só tomar a dianteira e liderar os próximos 3.000 km ", dizia Norton. A caravana de 500 pessoas serpenteava entre as trilhas do Meio-Oste, e já Virl Norton despontava em direção a Sacramento.


Noventa e oito dias após a partida, com uma média diária de 52 km; percorridos por dia, Norton chegava a linha final com uma substancial margem de 20 km sobre o segundo colocado, um esgotado cavalo Árabe.
Embora todos o cumprimentassem na entrega dos prêmios, alguns competidores que montavam cavalos argumentavam que poderiam ter vencido, caso a prova fosse ainda mais longa. Ao que Norton replicou de imediato "Vamos apostar mais US$10 mil, depositando-os em um banco de Nova York. Quem chegar lá primeiro os recebe, já com os juros incluídos. Dêem-me somente dois dias para comprar alguns mantimentos e poderemos partir. Quem de vocês se habilita?". Ninguém se apresentou.


O primeiro criador de renome nos Estados Unidos foi nada menos que George Washington. Há duzentos e poucos anos atrás ele recebera de presente do Rei da Espanha um terno de jumento andaluzes, bem como um jumento e algumas fêmeas francesas do Marquês de La Fayette, presentes da corte de Versailles. Estes machos cruzados com éguas de tração (sangues ingleses, alemães, e bretões) produziram resistentes mulas para carruagens e arados, servindo por décadas em plantações de sua família. Para difundir ainda mais seus animais, George Washington fez publicar em um jornal da Filadélfia um anúncio de seus jumentos estrangeiros, fornecendo cotas de cobertura anuais para éguas e jumentas de outros fazendeiros. Coincidia com a Independência americana o início da época de ouro das mulas.


No século XIX e meados de nosso século, os muares moveram a Agricultura americana. Em 1920 estimava-se em 6 milhões o número destes animais por todo o país, com sua grande maioria no Sul agrícola, onde tocavam todo tipo de trabalho pesado. Mas não somente aí eles se destacavam. NO transporte pelas pradarias e deserto do Oeste Americano, carruagens com 14,18 e até 20 mulas levavam cargas de 10 toneladas para as novas terras do Far-West.
Daí para serem incorporados no Serviço Militar foi um simples passo, pois já na Guerra Civil entre Norte e Sul tinham reconhecido seu valor. Certa vez, quando informaram ao Presidente Abraham Lincoln que os Confederados tinham capturado um general e 40 mulas, ele afirmou: "Sinto muito ter perdido as mulas(...)".


Na 1a Guerra Mundial mais de 5.000 muares foram mortos, e na 2a Guerra as mulas desempenham importantes ações nas montanhas da Itália, Grécia e Burma (Sudeste Asiático). Somente com o advento do helicóptero é que decaiu sua ação, embora até hoje os exércitos da Alemanha, Itália, Suíça e Grécia as utilizem para missões de patrulhamento em montes escarpados.
Em 1948, a revista Life publicou um artigo sobre Ferdinand "Ferd"Owen, considerado o "Rei das Mulas Americanas", pois na época ele vendeu em poucos dias mais de 20.000 muares ao Governo do México, fazendo-os atravessar a fronteira do Texas, no Rio Grande, sob sol escaldante. No ano de 1946, mais de 100.000 mulas foram comercializadas por ele.

 

Texto enviado por: Luiz Fernando C. Villela de Andrade - Muladeiro, residente em São José dos Campos, São Paulo e com fazenda em Engenheiro Passos, Resende.

Fonte: Crônicas da Raça Mangalarga Marchador, Ricardo L. Casiuch

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tradição Cristã

Todo mundo precisa de um descanso, então Feliz Natal e um Próspero ano novo para todos, vejo vocês depois do Ano Novo… Mas antes, deixo vocês com uma antiga tradição cristã…

 

A tradição cristã diz que originalmente os jumentos não tinham marcas nas costas, e que foi só após a entrada de Cristo em Jerusalém no lombo de um jumento que este recebeu a cruz escura em suas costas. Era amplamente acreditado que os pêlos da cruz curavam uma série de doenças, e eram usados com frequência como um talismã ao redor do pescoço para se proteger contra a tosse convulsiva, dor de dente, convulsões, e para aliviar dores de dente em bebês. Montar um jumento era também considerado eficaz, especialmente se a pessoa montasse ao contrario, ficando de frente para o rabo do jumento.

 

Uma cura para a tosse convulsiva afirma que o paciente deve ser passado por baixo do jumento e por cima das costas dele três ou nove vezes. Também havia o truque de dar alguns fios de cabelo do doente para o jumento comer para transferir a doença para o animal. O jumento também era usado para ajudar a curar os males de outros animais. Deixando um jumento preto correr com as éguas no campo, por exemplo, era uma maneira de prevenir que as éguas abortassem.

natal2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

História de Tropeiro 5

 

Eli Rodrigues Cota: Tropeiro

 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Guia Horse

Guia_Horse_2011

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Bom dia amigos criadores de jumentos e mulas... tudo bem?

Em janeiro, a editora que mensalmente publica a Revista Horse - única revista de cavalos com circulação nacional, lançará o Guia Horse 2011.

Trata-se do mais completo catálogo equestre que circulará, com 30 mil exemplares, em bancas de todo o território nacional, além da carteira de assinantes da Horse, hoje  com quase 3 mil nomes.

Sem dúvida, uma ótima oportunidade para mostrar produtos e  serviços para quem já é do meio ou procura referências no segmento equestre, já que teremos também maior permanencia em bancas: 180 dias.

Teremos, entre outras coisas, os maiores criadores de cada raça, veterinários, clínicas, hospitais, selarias, treinadores e tudo mais, além de um conteúdo editorial com prestação de serviços e reportagens especiais para quem vive do cavalo...

Gostaria que considerasse uma proposta para seus criatórios em nosso Guia.

Para quem já fez anúncio na Horse - em qualquer uma das três edições especiais que já produzimos, eu posso usar a propaganda para montar alguma coisa pra aprovação.

Quem nunca anunciou, pode me enviar foto, logo e texto que também monto algum modelo de arte.

Entre em contato comigo através deste e-mail ou dos meus telefones que seguem abaixo.

Trata-se de uma oportunidade ótima para estar presente durante todo ano de 2011 neste que é o único Guia do segmento.

Fechamento: 20/12/2010

Agradeço a atenção e aguardo retorno.

Att...

 

Daniel Assis de Alcântara
47_g_letter22daniel@revistahorse.com.br
27_g_cell3315 9155 1503
17_g_phone4415 3261 5443
07_g_house55www.revistahorse.com.br - "O mundo dos cavalos em suas mãos"

Trabalhando na Guia

 

Consiste em fazê-lo andar em círculos, para ambos os lados seguro por uma guia comprida de 5 a 6 metros atendendo ao comando do domador.

Trabalhando o animal inicialmente a Passo alguns minutos, logo depois passamos para o Trote e por fim para o Galope.

Trabalhos diários de 20 min de cada lado para o desbaste do animal (reduzir a energia acumulada pela estabulação) que ajudará no estado geral do mesmo.


A EMBOCADURA


O bridão se mostra muito eficiente. É de se destacar que a espessura do bocal deve ser de 12 mm. A partir do 2º dia, estando o animal já contido, passa-se lhe colocar a embocadura, sendo que, pela primeira vez, sem rédeas e sem nenhuma atividade, simplesmente para ele ficar mascando e ir se habituando à mesma. Nas etapas subseqüentes se fará, então, o uso das rédeas .


Pode utilizar os mais variados recursos para que a colocação da embocadura nos jumentos e muares seja menos traumática, como por exemplo passar água com açúcar, mel ou algo parecido para que o animal fique mascando o freio.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Livros sobre Jumentos e Muares 5

 

  • Looking After a Donkey

por Dorothy Morris

Looking After a Donkey (Donkeys)

O livro é útil a todos os criadores, pois possui conselhos sobre como tirar o melhor proveito do seu jumento, e como cuidar melhor dele. Fácil de entender, com dicas sobre alimentação, cuidados, abrigo, etc. Faz você perceber que mesmo que já trabalhe com cavalos ou pôneis hà muitos anos, cuidar de um jumento não é a mesma coisa, eles possuem necessidades diferentes.

 

  • Donkey (Animal)

por Jill Bough

Donkey (Animal)

Este livro fala da história desse magnifico animal, desde as civilizações antigas até hoje.

 

  • Horse and Donkey Worms and Worming

por Dr A. Nyland

Horse and Donkey Worms and Worming

 

  • Know Your Donkeys

por Jack Byard

O livro fala sobre as diferentes raças de jumentos desde as mais conhecidas até as que estão em risco de extinção. 

 

  • A Passion for Donkeys

por Elisabeth D. Svendsen

A Passion for Donkeys

Fala sobre os hábitos, o bem-estar, a criação, cuidados, treinamento, etc. A autora é dona de um santuario de jumentos em Devon, e fala sobre os 4,000 jumentos que disfrutaram a paz do santuário e das suas viagens mundo afora, em particular seus esforços para ajudar os jumentos nos países de terceiro mundo.    

  • The Professional Handbook of the Donkey (Donkeys)

por Elisabeth D. Svendsen

The Professional Handbook of the Donkey (Donkeys)The Professional Handbook of the Donkey

História de Tropeiro 4

 

Antenor de Sá Pereira: Tropeiro

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Banho de Cordas

 

O intuito é que o jumento ou muar perca todo o tipo de cócegas, relacionada principalmente ao material de manejo para laço. Inicialmente recomenda-se que use cordas longas para que o domador não se machuque com eventuais reações do animal. O primeiro passo é esfregar a corda por todo o corpo do animal, depois passar em todos os membros, tracionando pouco a pouco com o cuidado de não causar reações e não haver possibilidade de assar ou ferir o animal.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Fonte da Juventude

Será que o leite de jumenta é a famosa fonte da juventude, a poção milagrosa do rejuvenescimento?

 

Por ter um baixo nível de gordura, e uma porção de vitaminas, proteina e componentes nutricionais, o leite da jumenta pode ser muito benéfico, especialmente para prolongar a vida.

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De acordo com o noticiário health24.com, a mulher mais velha do mundo, que morreu recentemente, tinha um ‘ingrediente’ secreto que a ajudou a viver tão bem e por tanto tempo. Maria Esther de Capovilla do Ecuador morreu com 116 anos e aparentemente deve a sua longevidade ao leite de jumenta. Mesmo que não tenha sido provado cientificamente ainda, parece que o consumo regular de leite de jumenta e derivados pode prover uma vida saudável e longa. 

 

Nutricionistas descrevem o leite de jumenta como tendo um baixo teor de gordura, um nível muito menor que o de vaca. É o leite mais parecido com o leite humano, portanto é o mais rico em vitaminas proteinas e muitos outros minerais e componentes nutricionais.

 
De acordo com Olivier Denys da única fazenda de leite de jumenta da Bélgica, a Asinerie du Pays des Collines no Château des Mottes, "leite de jumento é muito bom para sua saúde, para digestão e para o intestino, mas nós nunca tinhamos ouvido falar que aumentava a espectativa de vida."


Pode ser que o alto nível componentes nutricionais encontrados no leite de jumenta faz com que seja tão saudável que tenha propriedades que prologam a vida. Os nutricionistas informam que o leite de jumenta é 60 vezes mais rico em vitamina C  do que o leite de vaca, também sendo sobrecarregado com vitaminas A, D e E, cálcio e fósforo.


Um relatório publicado por Elisabetta Salimei da Universitá degli Studi del Molise, Italia na revista Animal Research descobriu que esse tipo de leite também é abundante em proteinas.


Um outro artigo elogiando as virtudes do leite de jumenta de November 1999 publicado no Indian Journal of Medical Sciences, relata que de acordo com um estudo feito por cientistas indianos, leite de jumenta pode ser a chave para tratar AIDS e Tuberculose, pois contém imunoglobulinas. Imunoglobulinas são proteinas que fazem o sistema imunológico mais forte e nos ajudam a lutar contra uma variedade de doenças. O relatório tem o título "AIDS cure from donkey's milk? 'Immuno-stimulants in milk could provide cure for cancer, TB also.'" (A cura da AIDS vem do leite de jumenta? Imuno-estimulantes no leite pode levar a cura do cancer, e tuberculose também)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Que vença a marcha!!!

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As associações e criadores das diversas raças de equideos marchadores, durante décadas, vem selecionando seus exemplares embasados em estudos e muita dedição, visando promover a evolução das raças. A mudança do biotipo dos animais e o grande salto na qualidade do andamento das tropas - na maioria das raças - nos dá um diagnóstico da nobreza do processo evolutivo de nossos cavalos e muares, como marchadores zootecnicamente evoluídos, e melhor enquadrados no tipo sela.


As exposições, copas, feiras e agora as to frequentes "festas do cavalo" são eventos que objetivam fomentar a equideocultura nacional, e acima de tudo enaltecer as qualidades das diversas raças, além de nortear os criadores e permitir a troca de experiências entre os diferentes criatórios.


Com a crescente evolução das criações, e o profissionalismo empregado na seleção, treinamento, alimentação, saúde e tecnicas de reprodução, as tropas a cada dia que passa estão melhores e mais competitivas. Assim, no universo das competições, sejam oficiais ou não, a concorrência  está cada vez mais acirrada e que não perdoa erros. De tal forma, até aquele indivduo que tem um ou dois animais quer brigar de igual para igual, ou pelo menos "ter o seu lugar ao sol". Resumindo, a luta pela vitória, que indicará o melhor animal em determinado evento ou categoria. De tal forma, diante do nível e quantidade de animais apresentados em uma competição a interferência do apresentador se torna fator decisivo.


Logicamente, quando o árbitro entra em uma pista  com o objetivo de selecionar os melhores marchadores, mas não podemos esquecer que além da influência do apresentador, o animal é um ser vivo, e como tal sente dor, indisposição, etc. Mas nos atentando especificamente ao apresentador, figura indispensvel que treina e leva seus animais à pista, devemos tratar de alguns pontos importantes. É muito comum, nas competições, encontrarmos bons animais, de muito potencial, sendo mal apresentados e com isso sendo prejudicados nas classificações dos concursos, e outros, que talvez não tenham as mesmas qualidades, sendo favorecidos por uma bela apresentação. Portanto, esse assunto é bastante complicado, e quem fica responsável por tudo é o árbitro. Acima de tudo, o árbitro deve encarar uma competição como um concurso (como o próprio nome já diz) onde o "candidato" deve terminar o concurso e ter preenchido de forma mais eficiente os quesitos de avaliação do jurado. Contudo, o árbitro não pode esquecer que além de um vencedor do concurso, ele está afirmando que naquela ocasião aquele indivíduo foi o melhor, e quando falamos de raça isso  é muito sério, pois podemos estar formando opnião e quem sabe dando as diretrizes dos cruzamentos e tipos de animais desejáveis. Agora vejam a situação do árbitro!!!


O que deve ficar claro é que em julgamentos de marcha o árbitro separa mentalmente os grupos de animais em "cabeceira", "meio" e "fundo", e assim, conduz toda metodologia de julgamento. Portanto, teoricamente, estão aptos a se sagrarem campeões os animais que estão no grupo da "cabeceira", principalmente se todos estiverem muito próximos quanto  à qualidade. É aí que entra a figura do apresentador, o qual deve saber extrair de seu animal suas qualidades, saber mostrar e guardar seu animal na hora certa, tendo a consciência de que quem decide a classificação é o árbitro, e não o público, portanto sua atenção deve estar toda dentro da pista. Mas no caso de um bom animal estar mal equitado, esse infelizmente é prejudicado pois por mais que ele tenha potencial o árbitro no pode ser injusto com os demais, que estando no mesmo grupo (cabeceira) tem qualidades para tal, mas estão expressando melhor suas qualidades devido a uma boa apresentação.


É muito comum encontrarmos animais mal apresentados, mas com potencial, e quando da montada do árbitro esse animal nos dá uma surpresa boa, assim como, aquele animal muito bem apresentado mas que quando montado pelo árbitro nos dá uma surpresa desagradável.  Da mesma forma como é muito comum nos depararmos com um animal ótimo e daqui a alguns dias ele estar bem pior, ou ainda melhor. Isso também é muito importante, pois por exemplo: uma pessoa compra um animal campeão, que era alimentado, ferrado, treinado, etc de um jeito, e ao comprálo ele muda de ambiente, de alimentação, de ferrador, de treinamento, etc, aí fica a pergunta: quantos dos cavalos comercializados que você conhece permaneceu do mesmo jeito de que foi visto campeão ou antes de ser vendido??? Tal acontecimento deve ser tratado com muita cautela, pois sabemos das diferenças entre os animais e entre o nível de equitação de cada um de nós, assim, considero mais justa a avaliação dos animais no momento, ponderando suas qualidades e senes, e esquecendo de outras ocasiões ou competições. O mais importante é que se sagrem campeões animais exímios marchadores, que tenham gesto e diagramação naturais e que se apresentarem bem no momento e sem artificialidades, sendo que o árbitro, certamente têm condições de averiguar tais situações, e saber o grau de interferência do apresentador ou de artificialismos.


Concluindo, a apresentação é muito importante numa prova de marcha, e se tratando de animais muito parelhos pode ser decisiva, mas é fundamental que sejam respeitados fielmente todos os quesitos da avaliação de um concurso que são o Gesto de Marcha (Gesto e Diagrama), a comodidade, a regularidade, o estilo, o rendimento, para que ganhe a marcha e não exclusivamente a qualidade da apresentação, se não, marcharemos na contramão, favoreceremos um exímio cavaleiro montado em um cavalo trotão ao invés de premiarmos um exímio marchador montado por uma criança ou um cavaleiro inexperiente.

Texto Original: Bruno de Souza Lima, Zootecnista / Arbitro da ABCCMM

História de Domador 1

 

Agenor Rodriques Gomes: Domador de muares

 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Curiosidade

 

A primeira referência histórica ao jumento/muar (Vers. 24, Cap. 36 do livro Gênesis), remonta à prisca era de Labão 1800 anos antes de Cristo.