Bem Vindo ao Blog do Pêga!

Bem Vindo ao Blog do Pêga!

O propósito do Blog do Pêga é desenvolver e promover a raça, encorajando a sociedade entre os criadores e admiradores por meio de circulação de informações úteis.

Existe muita literatura sobre cavalos, mas poucos escrevem sobre jumentos e muares. Este é um espaço para postar artigos, informações e fotos sobre esses fantásticos animais. Estamos sempre a procura de novo material, ajude a transformar este blog na maior enciclopédia de jumentos e muares da história! Caso alguém queira colaborar com histórias, artigos, fotos, informações, etc ... entre em contato conosco: fazendasnoca@uol.com.br
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de dezembro de 2014

Cólica ou diarreia? Veja como diferenciar

 

Diarreia e cólica são doenças distintas que podem acometer os equinos, em situações e circunstâncias bem diferentes. Um cavalo pode ter cólica sem diarreia, diarreia sem cólica ou ter cólica e diarreia ao mesmo tempo. A diferença está na causa.

Dor abdominal é o termo que define a cólica, embora não determine a causa nem a localização ou a fonte da dor.

A diarreia, por sua vez, é definida como a passagem de fezes com alto teor de água.

Existem muitos tipos diferentes de cólicas, assim como há várias causas, incluindo úlceras gastrointestinais, disbiose (distúrbio no equilíbrio da flora intestinal), timpanismo (distensão com gás de uma parte do intestino), obstrução/impactação, torção ou deslocação do intestino; hérnias, presença de corpos estranhos, parasitas, toxinas, medicamentos, infecções (por vírus, bacterianas, ou fúngicas), espasmos intestinais, entre outros.

Da mesma forma, há muitas causas possíveis para a diarreia, como úlceras, disbiose, inflamações intestinais, parasitismo, toxinas, infecções (bacterianas, por vírus ou fúngicas), efeitos secundários de alguns medicamentos (como antibióticos e anti-inflamatórios, cancro etc.

Verifica-se, então, que duas síndromes distintas, cólica e diarreia, podem ocorrer ao mesmo tempo, tendo ou não, a mesma causa.

Muitas vezes, tanto a cólica como a diarreia, têm resolução espontânea e não necessitam de tratamento, enquanto outros requerem tratamento médico e/ou cirúrgico para salvar o animal. Outros casos podem tornar-se crônicos e afetar, seriamente, a saúde do cavalo, podendo mesmo resultar na morte.

A prevenção é sempre a melhor atitude. Cuidados com a alimentação, principalmente. É preciso oferecer ao cavalo feno e ração de boa qualidade, assim como não se deve descuidar da qualidade da água e das condições do pasto. A vacinação e controle parasitário são, também, de igual importância. É fundamental que não se descuide dos dentes, mantendo-os em bom estado, com exames frequentes.

O uso indiscriminado de medicamentos pode ser prejudicial à saúde dos equinos, e deve ser restrito ao necessário.

Exercícios de andamento são recomendáveis para estimular os movimentos do intestino, como prevenção e alívio da dor abdominal. Um profissional da veterinária deverá ser consultado, em casos de cólica e diarreia, porque saberá conduzir melhor o tratamento adequado a cada situação.

Fonte: Equisport Online

Adaptação: Escola do Cavalo

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Saiba como diagnosticar a gripe em equinos

 

A gripe equina, conhecida, também, por gripe ou tosse cavalar, é uma doença que tem como agente etiológico diferentes variações do vírus Influenza A, que afetam não apenas os equinos, mas também, outras espécies de equídeos, como os muares e asininos, e é responsável por comprometer todo o seu sistema respiratório.

Os animais com menos de 5 anos de idade e aqueles retirados do campo para a cocheira são os mais suscetíveis. O contágio ocorre mais comumente de forma direta, por aerossóis, entre animais infectados e sadios. Entretanto, pode ocorrer, também, a contaminação de forma indireta, através da água, alimentos contaminados com secreções nasais, urina e fezes dos animais doentes.

As manifestações clínicas mais comuns são: febre; perda de apetite; apatia; corrimento nasal seroso, que pode evoluir para mucopurulento; tosse; lacrimejamento; inflamação da garganta e diarreia fétida. Observa-se, também, edema nas partes baixas. A gripe pode evoluir para estados mais graves, como a pneumonia, caso os animais não sejam devidamente tratados.

Dentro de uma a duas semanas, os cavalos podem recuperar-se, nos casos mais simples. Eles ficam incapacitados para o trabalho, o que gera grandes prejuízos. Todavia, são raros os casos de morte resultantes dessa doença. Acontecem, normalmente, devido às complicações secundárias.

A primeira providência em relação ao restabelecimento do animal deve ser o repouso absoluto. Ele deve permanecer livre das correntes de ar, em local com boa cama, alimentação adequada, nutritiva e de fácil mastigação, além de receber água limpa, em abundância. Se necessário, o médico veterinário pode recomendar a utilização de fármacos à base de sulfanilamida e antibióticos associados.

A vacinação anual é o melhor meio de prevenção da gripe equina. Após sua aplicação, o efeito desejado só acontece num prazo de 30 dias.

Quanto mais rápido se isolar e iniciar o tratamento do animal infectado, mais rápida será sua recuperação. Por isso, é importante que todos os animais recebam acompanhamento periódico, com a supervisão de um profissional veterinário.

O isolamento dos animais doentes é de extrema importância, pois esta enfermidade é altamente contagiosa, e se alastra muito velozmente dentro de um grupo de animais, principalmente se estabulados, em regime intensivo.

Fontes: Vallee

Adaptação: Escola do Cavalo

domingo, 3 de agosto de 2014

Primeiros socorros em equinos

Primeiros socorros em equinos. O veterinário Leonardo Feitosa fala dos principais cuidados e erros comuns no atendimento

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vacina contra “ferida da moda” em cavalos

 

A Pitiose é uma doença que atingem humanos e animais, principalmente cavalos, conhecida popularmente como “Ferida da moda” ou “Ferida braba”.

É provocada por um fungo encontrado principalmente em locais alagadiços, ambiente propício ao desenvolvimento da doença característica de climas tropicais e subtropicais. Registros da doença no mundo apontam o Pantanal brasileiro como o lócus de maior incidência da enfermidade em todo o planeta, podendo atingir até dez por cento da tropa equina. As características físicas pantaneiras são ideais a proliferação do fungo, mas seus prejuízos são significativos na agropecuária em todo o país.

As medicações antifúngicas utilizadas no tratamento da doença são ineficazes no combate ao agente etiológico Pythium insidiosum, responsável pela Pitiose, que provoca na maioria dos casos mortes e invalidez dos animais.

Em pesquisa, a Embrapa Pantanal em parceria com a UFSM, desenvolveu uma medicação, conhecida popularmente como “vacina”, chamada Pitium Vac, de custo estimado de desenvolvimento da droga de, aproximadamente, cem mil reais.

De acordo com pesquisadores, o tratamento desenvolvido é menos oneroso aos produtores, com economia, comparando a outros tratamentos, de até quinhentos reais.

Não existe ainda exportação do produto, mas países que possuem um número de casos significativos da doença, como Colômbia, Argentina, Guatemala, Haiti, Estados Unidos, Nova Zelândia, Tailândia, Índia, dentre outros, poderão receber a vacina.

Fonte: Empraba Pantanal

Adaptação: Escola do Cavalo

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Encefalite equina, como tratar

 

image

A encefalite equina é causada por um vírus (Alphavírus) que se aloja principalmente no sistema nervoso central do animal, provocando-lhe transtornos diversos. Popularmente a enfermidade é conhecida como “falsa raiva”, “doença de Aujesky” e “peste-de-cegar”, responsável por índice de mortalidade próximo de sessenta por cento.

É transmitida por picada de mosquitos, morcegos hematófagos e carrapatos, sendo as principais regiões endêmicas da doença a América do Sul e do Norte. Pode ocorrer também em humanos, responsável por sintomas que vão desde uma síndrome semelhante à influenza a uma encefalite fulminante.

Nos animais doentes o vírus se encontra no sangue, vísceras e medula óssea, podendo ser transmitido a outros através das fossas nasais e pelas vias digestivas.

A encefalite equina é provocada por vírus imunologicamente distintos, diagnosticados como: tipo Leste; tipo Oeste; tipo Venezuelano. Eles se diferenciam também na gravidade e sintomas provocados nos animais, sendo que no Brasil é encontrado apenas o Leste Americano.

Os sintomas descritos por cientistas brasileiros que estudaram a enfermidade são: perturbações na locomoção, com falta de coordenação motora, caminhar irregular e em círculo; febre; hipersensibilidade ao ruído e tato; períodos de excitação com aparente cegueira; sonolência; apatia; quedas frequentes; visão comprometida; emagrecimento rápido; pálpebras caídas; apoio da cabeça em obstáculos.

A duração da doença está entre dois a sete dias. No momento mais crítico da infestação, o animal acomoda-se em decúbito lateral completo e debate desordenadamente os membros, perfurando o solo numa profundidade de 20 a 30 cm, em forma de segmento de círculo.

O tratamento é eficaz apenas no início da enfermidade, com a aplicação do soro antiencefalomielítico, devendo também isolar-se o equino em um local calmo, escuro e higiênico.

A profilaxia resume-se em combater os vetores (mosquitos, morcegos e carrapatos), desinfetar os alojamentos e vacinar os animais.

Fonte: Saúde Animal

Adaptação: Revista Veterinária

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Saiba como diagnosticar e tratar as endometrites em equinos

 

As endometrites são processos inflamatórios agudos, crônicos ou degenerativos do endométrio, podendo estes estar ou não associados a agentes infecciosos. Estas endometrites podem ser divididas em: a) causadas por doenças sexualmente transmissíveis; b) persistentes induzidas pela cobertura; c) crônicas; e d) crônica degenerativa.

O diagnóstico clínico pode ser feito por exame externo, com a presença de secreção muco purulenta.

A palpação retal pode auxiliar, mostrando o quadro uterino, que deverá apresentar-se sem tônus e com volume maior. O exame ultra-sonográfico mostra principalmente o acúmulo de líquido no interior do útero, sendo de grande ajuda no dignóstico. A avaliação cervical através do vaginoscópio pode mostrar um colo uterino aberto e relaxado, com forte hiperemia; podendo ter também acúmulo de líquido no fundo do saco vaginal.

O diagnóstico definitivo é através de swab e biópsia uterina.

Existem alguns fatores predisponentes que podem ajudar na ocorrência desta patologia, como por exemplo: idade, conformação perineal, condição corporal e utilização do cio do potro. Podem também ocorrer falhas nas barreiras físicas de defesa uterina (lábios vulvares, prega vestíbulo-vaginal e cérvix ); falhas nos mecanismos imunológicos ( S.I. humoral e celular ) e também podem ocorrer problemas na contratilidade miometrial sendo esta baixa ou nenhuma. A ocorrência destes fatores, associados ou não, podem desencadear uma endometrite.

O sêmen tem grande influência neste processo, pois no momento da cobertura, este carrega consigo várias bactérias e debrís celulares, causando assim uma reação inflamatória fisiológica. As éguas podem ser classificadas quanto ao seu tempo de resposta a este processo inflamatório em resistentes, se eliminarem a inflamação em até 72 h, ou susceptíveis, se a inflamação uterina persistir.

O principal agente etiológico, ou seja, encontrado em mais de 50% dos casos é o Streptococcus zooepidermicus, podendo também ser encontrados E.coli,Peseudomonas aeruginosa e Klebsiela peneumonie.

O tratamento pode ser realizado de 1h até 4 dias após a cobertura, sendo realizado através de lavagens uterinas com solução fisiológica, infusão de antibiótico (ampicilina/penicilina), utilização de ocitocina (ajudar na contratilidade uterina) e também pode-se utilizar plasma com leucócitos, associado à terapia com antibiótico.

A prevenção desta patologia pode ser realizada através de um bom manejo na hora da cobertura, realizando minuciosa limpeza da genitália externa da égua e do garanhão. Outro método utilizado é a redução do número de coberturas.

O uso de diluentes de sêmen, contendo antibióticos também ajuda a diminuir a contaminação uterina. Em éguas que possuem má conformação vulvar, é indicado o fechamento parcial da mesma, impedindo assim, a entrada de ar e outras sujidades. Através da realização destes procedimentos podem-se reduzir em grande quantidade possíveis contaminações, inflamações e consequentes endometrites.

Fonte: Ouro Fino

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Tendinite em equinos: O que fazer?


Para que os equinos retornem o quanto antes, às suas atividades anteriormente desempenhadas, faz-se necessário que a tendinite seja tratada dentro de um tempo muito breve. Nos últimos anos, muitos são os estudos acerca desse tratamento.

Discute-se bastante, porém as dúvidas se concentram em quanto tempo o paciente deve ficar em repouso, qual tratamento ideal, quando e como iniciar o exercício. Infelizmente, não há uma receita mágica, já que as particularidades individuais devem ser consideradas.

Vários procedimentos são largamente divulgados, na tentativa de diminuir a ação inflamatória na fase aguda. O gelo, em várias  seções diárias, não superando 30 minutos cada, é uma indicação nos primeiros dias. Antiinflamatórios não esteroidais ,dimetilsulfóxido (DMSO), glicosaminoglicanospolissulfatados são amplamente utilizados via sistêmica e local com resultados positivos.(THOMASSIAN,2005).

Clinicamente, a maior preocupação é quanto ao processo reparativo , no que diz respeito ao retorno da função  e preservação da característica fibroelástica do tendão (ALVES,1994).

Infiltrações, viaintralesional têm sido utilizados, nos últimos anos, entre elas: corticoesteróides, hialuronato de sódio, fumarato de beta-aminoproprionitrila e mais recentemente as células tronco.

Além disso, técnicas cirúrgicas como a do“Splitting”, Desmotomia do Ligamento Carpiano Inferior  ou Superior e Desmotomia Anular Palmar são citadas.

A incidência de aderências intertendíneas e a reparação não satisfatória da lesão, concomitante com o início inadequado e adiantado do exercício, aumentam a recidiva das tendinites.

O exame ultrassonográfico deve ser realizado não só no momento da instalação da lesão tendínea, bem como em intervalos regulares para acompanhar a reparação e seu remodelamento.

Há que se ter o cuidado especial ao avaliar esta estrutura, principalmente em animais de pólo que possuem recidiva de tendinite de uma temporada para outra.

Muitos proprietários, por questões culturais, ainda não seguem esses protocolos e tendem ao uso indiscriminado de revulsivos, sem o acompanhamento ultrassonográfico e muito menos no intuito de diminuir a inflamação pós procedimento, soltando os animais a campo, deixando-os por meses.

Porém tais animais tendem a restringir o movimento nas primeiras semanas, sendo que as aderências muitas vezes se tornam inevitáveis. Além disso, o alinhamento das fibras , na maioria dos casos, não é satisfatório.
O exercício assistido, pós tendinite, deve existir, após a diminuição da inflamação da fase aguda, no intuito de alinhar as fibras e remodelar o tendíneo. Por isso o exame ultrassonográfico é imprescindível para uma avaliação fidedigna de como está a recuperação da lesão ( ALVES et al., 2001).

Por: Pierre Barnabé Escodro-Médico Veterinário graduado na UFPR-Curitiba
Fonte: Cavalo do Sul de Minas
Adaptação: Escola do Cavalo

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cuidados com as feridas e lesões em cavalos

 

Ao se perceberem ferimentos nos cavalos, as primeiras providências podem ser fundamentais para a cura e cicatrização, prevenindo-se maiores danos. É importante solicitar, de pronto, a presença de um profissional veterinário.

Enquanto se aguarda sua chegada, deve-se tomar a atitude de acalmar e conter o animal, procurando minimizar-lhe o sofrimento, levando-o a um local que lhe seja mais familiar. Oferecer-lhe o feno pode lhe trazer distração, e, consequentemente, deixá-lo mais tranquilo, até que se possa avaliar a profundidade e a gravidade de seus ferimentos.

Sangramento excessivo; ferimentos que ultrapassem toda a espessura da pele; feridas próximas às articulações; perfurações; feridas severamente contaminadas (prego enferrujado, por exemplo) são as situações que mais necessitam da presença de um médico veterinário.

Hemorragias incontroláveis podem ser desencadeadas por uma atitude inadequada do cuidador, como, por exemplo, a tentativa de se retirar objetos cortantes ou perfurantes que possam ter provocado o ferimento. Deve-se usar, apenas, uma compressa fria. Um pano estéril pode estancar o sangue; não se deve usar algodão. Todo cuidado é pouco ao se retirar, por exemplo, objetos cortantes do casco, pois o ferimento pode se tornar mais profundo.

Somente o veterinário terá condições de avaliar melhor e tomar as devidas providências, através de medicação específica, pois a vida do animal pode ser colocada em risco. Em todos os casos de lesões por ferimentos, por lacerações ou perfurações, deve-se vacinar o animal contra o tétano.

Traumas, fraturas, paralisias, picadas de cobras (acidentes ofídicos) e cólicas são emergências que exigem do tratador muita calma.

Se ocorrer a síndrome da cólica, o simples caminhar já contribui para que se agrave a dor, e o galopar é ainda mais prejudicial, porque acelera a frequência cardíaca, gerando prejuízos maiores ao estado do animal.

Em situações de campo, é importante encontrar locais adequados à manutenção do cavalo em decúbito, em local limpo e macio. Um gramado à sombra pode ser uma opção acessível.

Quando está em decúbito lateral, o cavalo sofre dificuldade na oxigenação sanguínea, pois o pulmão que está para baixo recebe mais sangue (hiperperfusão) e menos ar (hipoventilação), o contrário acontecendo com o pulmão que está para cima, com menos sangue (hipoperfusão) e mais ar (hiperventilação). Em poucas palavras, sobra ar onde tem menos sangue para hematose.

Outra alteração do cavalo em decúbito lateral prolongado é o excesso de peso sobre regiões específicas que podem levar a lesões musculares ou de nervos periféricos. Estas lesões podem causar dificuldade no retorno anestésico e transtornos pós-anestésicos.

Os dois fatores citados são limitantes para o tempo que o cavalo permanecerá deitado.

Deve-se atentar para os cuidados com o cavalo em decúbito lateral sob anestesia geral: proteger a cabeça sobre material macio, evitar traumatismo no globo ocular, evitar aspiração de poeira, tracionar cranialmente o membro torácico que estiver por baixo, para reduzir a pressão pelo peso. Assim ,os riscos de acidentes durante o procedimento são bem menores.

Fonte: CPT Cursos Presenciais

sábado, 19 de outubro de 2013

Diarreia em equinos – como tratar

 

As diarreias são muito comuns, nos equinos, principalmente nos neonatos. A rápida intervenção do médico veterinário é de suma importância para que o animal se recupere num curto período de tempo.

Para isso, é necessário que o profissional faça logo o diagnóstico, atacando o agente causal, introduzindo o tratamento adequado, em função da fragilidade do cavalo, nos primeiros dias de vida.

Em casos de diarreias, a perda de líquido é o principal ponto de preocupação. A taxa metabólica dos potros novos é extremamente elevada em situações normais. Quando acometidos por qualquer patologia, esta taxa eleva-se muito além do seu normal que já é alto e este é mais um dos cuidados que se deve ter em relação aos neonatos, pois, o potro pode chegar a um grau extremo de debilidade, capaz de levá-lo à morte.

Existem diferentes tipos de diarreias que podem acometer o cavalo, assim como há diferentes agentes causadores.

A diarreia do cio do potro é uma patologia que afeta quase todos os potros entre 7 e 14 dias. Coincide com o primeiro estro pós parto apresentado pela égua.

A formação da flora intestinal e trocas fisiológicas no TGI parecem ser as causas mais prováveis, nesse caso.

Esse é o período em que o intestino grosso está se adaptando à absorção dos ácidos graxos voláteis, pois a função digestiva está muito boa, produzindo-os com sua total capacidade, ultrapassando assim o poder absortivo do intestino e, por isso, o animal apresenta diarreia, porque os ácidos são osmoticamente ativos, levando a um maior aporte de água para o lúmen .

Na sintomatologia, o quadro geral fica inalterado, e a diarreia apresenta-se branda, o potro continua mamando. Seu único desconforto se dá pela presença de fezes no períneo e na cauda.

Geralmente, esse tipo de diarreia se resolve em poucos dias. O tratamento se baseia em retirar o desconforto do animal, lavando-se a cauda e o períneo com água morna adicionada de bactericidas para que se evite a disseminação de patógenos que por ventura existam no local.

Caso a doença persista por mais de quatro dias, é indicado o uso de protetores de mucosa para evitar uma injúria maior do trato gastrointestinal, além de produtos que melhorem o PH intestinal, a fim de repor a flora e fauna perdidas, e, se a diarreia se cronificar, indica-se a transfaunação.

Por: Dr. Fábio Mendes Prates – Médico Veterinário

Fonte: Cavalo Completo

Adaptação: Escola do cavalo

sábado, 5 de outubro de 2013

Tratamento de palatite

 

Tratamento de palatite. Uma doença que abala todo o sistema de sanidade do cavalo. O tratamento foi feito em uma aula prática do curso de veterinária da UFG

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Controle de endoparasitas


É o controle de verminoses que habitualmente afetam os eqüinos. Os eqüinos por seus hábitos alimentares estão freqüentemente sujeitos a alta infestação de vermes em seu trato intestinal.


Estes vermes devem ser combatidos, pois eles se alimentam dos animais, debilitando seu organismo e comprometendo sua saúde e seu desempenho.
Existem diversos tipos de vermífugos, com diferentes apresentações e composições, diferentes preços e resultados.


Os vermífugos para eqüinos de uma forma geral apresentam-se para prescrição oral podendo ser granulado, líquido ou pasta. Os mais comumente encontrados e mais eficazes são encontrados em pasta, porém com diferenças significativas em sua composição e resultado.


Os princípios ativos dos vermífugos podem ser:


Benzimidazóis: grupo antigo e que encontra resistência em grande parte dos vermes, tendo sua eficácia comprometida pelo uso indiscriminado.

Organofosforados e Organoclorados: Também existem há bastante tempo, porém são eficazes para a maioria dos vermes, mas devem ser administrados com cuidado por sua toxicidade, principalmente em éguas prenhes.


Praziquantel e Pamoato de Pirantel: Princípio Ativo bastante eficaz para alguns grupos de vermes, mas não é muito abrangente, sendo muito utilizado em associações com outros princípios.


Ivermectinas: Princípio Ativo descoberto na década de 80, muito eficaz no combate à maioria dos vermes. Porém seu uso indiscriminado e em sub-doses tem levado a alguns casos de resistência. Quando oriundo de uma empresa idônea e aplicado seguindo critérios recomendados, é confiável e eficaz. Tem sido muito utilizado em associação com Praziquantel ou Pamoato de Pirantel, o que amplia seu espectro de ação e sua eficácia.
Moxidectin: Princípio Ativo bastante eficaz contra endoparasitas e contra ecto parasitas como carrapato. Possui o inconveniente de um custo bastante elevado.


Devemos nos preocupar com qual tipo de vermífugo vamos utilizar. Se o produto é muito barato, atenção à sua qualidade e eficácia. Produtos muito baratos em geral exigem maior número de aplicações, tendo um custo anual semelhante a uma Ivermectina de boa qualidade, por exemplo.

Um esquema de vermifugação bastante eficaz deve incluir um controle parasitário através de análise de fezes periodicamente. Mas nem sempre isso é possível, então realizamos uma rotina de aplicação de vermífugos de tempos em tempos.

Fonte: Dr. Fabio Prates, cavalo Completo

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Doença pulmonar crônica em equinos

 

O bom desempenho atlético dos cavalos depende, em particular, do bom funcionamento de seuaparelho respiratório. Em animais de esporte e reprodução, processos patológicos, nesse sistema, são responsáveis por grandes prejuízos econômicos e orgânicos, desses animais.

Existe uma síndrome alérgica, denominada DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), também inflamatória, que afeta equinos de meia idade, em especial, os estabulados por muito tempo. Não é comum em cavalos jovens.

Sensibilidade a alergenos ambientais e predisposição genética são os dois fatores principais, identificados em estudos sobre a doença.

O aumento de neutrófilos (a neutrofilia) é o que caracteriza a DPOC, em cerca de 5% em cavalos a pasto e de 50% em animais estabulados, o que sugere uma resposta traqueobrônquica local a partículas de pó inaladas e depositadas dentro das vias aéreas.

Animais estabulados, sempre mais expostos, inalam maior quantidade do pó de feno e sujidades das paredes das baias, ou de sua própria cama, são acometidos pela síndrome, que ocasiona-lhes a irritação da traqueia e dos brônquios, desencadeando o processo inflamatório. Com esses órgãos comprometidos, a doença se manifesta.

Podem-se enumerar os agentes ambientais causadores dessa síndrome: o pó de cama e o pó de feno, com grande quantidade de ácaros como o Lepidoglyphusdestructor; os fungos (antigênicos e alérgicos): inalação de extrato aquoso de Aspergillusfumigatus ou Faeniarectivirgula que promovem a inflamação, com o aumento de neutrófilos; as endotoxinas, como a amônia – sua concentração pode, igualmente, provocar o aumento de neutrófilos; as condições climáticas; os fungos presentes na alfafa – eles podem provocar reações alérgicas, e, finalmente, os vermes pulmonares – causadores de lesões nos pulmões, principalmente o Dictyocaulusarnfield.

Uma infecção viral ou até mesmo a exposição, por longo tempo, aos fatores alergênicos pode desencadeara doença, pois o animal não se infecta do dia para a noite.

Ocorre a obstrução das vias aéreas, e consequente inflamação dos brônquios, causada pela reação alérgica ao agente etiológico (a poeira), podendo se complicar com uma infecção bacteriana. Pode haver um retorno sazonal, de sinais clínicos, ao longo da vida dos equinos.

Os sintomas podem aparecer, tanto em exercícios, como em repouso, e com visível queda na performance do animal. O processo é crônico e recorrente, sempre em resposta à mudança ambiental.

Os sinais clínicos devem ser considerados, tais como a tosse ocasional, a intolerância ao exercício, febre ( no caso de infecção bacteriana), corrimento nasal, letargia (lentidão nos movimentos), anorexia (falta de apetite), hipertrofia dos músculos abdominais, alteração da frequência respiratória (tempo de inspiração maior do que o tempo de expiração), mucosas cianóticas (coloração azulada).

Por se tratar de uma doença crônica, não existe cura, devendo os animais serem tratados por toda a vida. Na falta do tratamento, os danos poderão ser irreversíveis e causar a morte.

O tratamento é à base de antinflamatórios, broncodilatadores e antibióticos, podendo-se, também, utilizar a acupuntura e tratamentos experimentais, como o transplante de células-tronco.

Fonte: web artigos – google

Adaptação: Escola do Cavalo

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Claudicação Equina – Previna

 

A prevenção da claudicação dos equinos passa pela análise visual diária, casqueamento e ferrageamento animal, ou seja, é preciso identificar a causa e eliminá-la, ou diminuí-la ao máximo. O tratamento das claudicações pode ser dividido em dois aspectos:

Sintomático – é o tratamento do primeiro momento, destinado a dar mais conforto ao animal, enquanto não se chega ao diagnóstico da causa da manqueira. Pode ser comparado a tomar analgésicos quando uma pessoa está com dor de dente – a causa da dor não é curada, mas a pessoa se sente melhor até a consulta com o dentista. No entanto, se o uso dos analgésicos continuar sem critério, o quadro vai piorar, podendo até resultar na perda do dente.

Específico – é o tratamento da causa da manqueira, até a cura da mesma ou até a melhora máxima que pode ser obtida, dependendo da condição. Ele depende de um diagnóstico, que deve ser feito por um médico veterinário especializado em equinos. Muitas vezes é necessário o uso de recursos diagnósticos complementares, tais como radiografias.

O tratamento sintomático, focado no controle da dor, é bastante genérico, enquanto que para tratamentos específicos existem tantos protocolos quanto há causas para manqueira.

Vejam alguns exemplos de patologias diagnosticáveis:

a) ossos – fraturas, fissuras, osteítes, sobreossos

b) articulações – ovas, entorses, luxações, osteófitos, calcificações, artroses, artrites

c) tendões e ligamentos – tendinites, tenossinovites, rupturas,hiperextensões

d) cascos – infecções por bactérias ou fungos, traumas, laminite, brocas, abscessos

e) músculos – miosites, rupturas, disfunções metabólicas, entre muitos outros.

Cada um exige um tratamento diferente, e por isto o acompanhamento veterinário é tão importante. Os protocolos costumam aliar diversas abordagens terapêuticas, para maximizar as probabilidades de sucesso e a rapidez da recuperação, tais como: - analgésicos; - anti-inflamatórios; - medicamentos complementares, tais como condroprotetores e estimulantes da circulação; - ferrageamento ortopédico; - manejo – repouso total (em cocheira ou piquete) ou parcial (apenas trabalho a passo, por exemplo); - tratamentos no local da lesão (por exemplo, infiltrações peri ou intra-articulares); - produtos e terapias tópicos (massagem, ligas de descanso, aplicação de frio ou de calor); - terapias complementares, tais como fisioterapia, ultrassom ou laser terapêuticos; - cirurgias em casos mais graves.

Cabe ao médico veterinário definir o melhor curso de tratamento, avaliando e readequando o mesmo conforme a evolução do caso. Dependendo do caso, pode levar meses ou anos até o cavalo voltar à ativa – por exemplo, seis meses a um ano em uma tendinite, e um a dois anos em uma laminite leve. A paciência e a colaboração do proprietário são essenciais para o sucesso. O tratamento sintomático ou analgésico quase sempre alia produtos tópicos a analgésicos ou anti-inflamatórios de uso oral ou parenteral (injetável). O uso prolongado destes últimos pode causar efeitos colaterais graves, incluindo gastrites e cólicas, além de piorar o problema original, já que ao sentir menos dor o animal estará fazendo mais força no membro afetado. Práticas como massagens, aplicação de ligas de descanso com produtos tópicos, uso de duchas frias, caneleiras de gelo, ou compressas quentes são recursos complementares valiosos. Em geral, lesões agudas (recentes) respondem melhor à aplicação de frio, enquanto problemas crônicos (antigos) podem se beneficiar do calor, aí incluindo produtos termogênicos (que provocam sensação de calor na pele).

Por Felipe Rodrigues – Escola do Cavalo http://www.escoladocavalo.com.br/categoria/artigos/

sábado, 24 de agosto de 2013

Tratamento para queimaduras de corda

 

Queimaduras superficiais de corda podem ser facilmente tratadas com limpeza diária e bandagem

Queimaduras de corda, ou queimaduras de fricção, são tipos de lesões na qual pequenas áreas da pele e do pêlo de um animal são danificados pelo contato repetido com uma corda ou cinto de segurança. Essas lesões ocorrem com freqüência nas partes joelho flexionado do corpo de um cavalo, incluindo os metacarpos, joelho e flanco. Nem todas as queimaduras de corda são os mesmos, e tratamento dessas lesões requer primeiro avaliar a quantidade de danos causados ​​à pele.

A limpeza da ferida

Manter uma ferida de corda limpa é importante para prevenir a infecção. Queimaduras de corda são muitas vezes extremamente dolorosa para os animais e limpá-las pode intensificar a dor, por isso a maioria é contida durante este processo de tratamento. Depois que a área é lavada, a ferida é limpa com uma gaze e sabão neutro. O sabão é então lavado novamente com água fria. Para tratar adequadamente uma ferida/queimadura de corda, este processo é repetido diariamente.

Remover partículas estranhas

Tratar uma queimadura de corda exige que se extraia qualquer partícula estranha que fique presas à ferida. Às vezes, as fibras da corda que causaram a queimadura podem ficar presas dentro da ferida. Este processo de tratamento envolve examinar a queimadura com uma lupa e a remoção de partículas com uma gaze ou pinças esterilizadas.

Enrolar o ferimento

Mantendo a ferida limpa e protegida é essencial para a cura. Pelas queimaduras ocorrerem freqüentemente nas articulações, pode ser difícil fazer corretamente o curativo da ferida. Várias compressas de gaze estéreis são geralmente aplicado no local da ferida para, em seguida, presas com fita por um veterinário. Essas bandagens são, mudadas a cada dia após a limpeza da ferida para prevenir infecções. Restringir o animal e evitar movimentos desnecessários ajuda a manter os curativos seguros e melhora a cicatrização.

Tratamento da infecção

Infecções ocasionais podem ocorrer. Um animal com infecção terá uma febre, apatia e falta de apetite. Além disso, o local da ferida ficará marrom ou verde e terá um odor desagradável. Certas infecções são tratadas com antibióticos fornecidos por um veterinário. Outros tipos de infecções, especialmente se forem apanhados cedo o suficiente, podem ser tratadas através da aplicação de sabão de iodo na área infectada duas vezes ao dia.

Tratamento de Cicatrizes

Queimaduras profundas podem causar cicatrizes. Uma vez que a ferida foi adequadamente tratada, o tratamento da cicatriz pode começar. O tratamento de cicatrizes exige que seja esfregado suavemente o local com óxido de zinco ou um creme de lanolina, que tornam a pele mais flexível. Se a cicatriz for grave, um veterinário pode remover cirurgicamente o tecido da cicatriz.

Fonte: Wikiutil

sábado, 15 de junho de 2013

BABESIOSE EQÜINA

 

INTRODUÇÃO
A Babesiose eqüina, também conhecida como nutaliose ou piroplasmose é uma enfermidade causada por protozoários hemoparasitas, a  Babesia equi  (modernamente chamada de Theileria equi) e a  Babesia caballi, transmitidos por varias espécies de carrapatos. É uma importante afecção parasitária que acomete os eqüinos em todo território brasileiro e em diversos países do mundo de forma endêmica. Esta afecção acarreta um elevado número de
distúrbios aos animais individualmente, bem como em todo o plantel, sendo uma doença notificável pela Organização Internacional de Epizootiazes.

TRANSMISSÃO
No Brasil, o carrapato Boophilus microoplus tem importância relevante na transmissão da Theileria equi, portanto vem sendo considerado o principal vetor de transmissão. Já em relação à Babesia caballi, alguns estudos comprovam a participação do carrapato da orelha (Anocentor nitens) no ciclo e transmissão. Além do carrapato Amblyoma cajennense  que tem um papel epidemiológico mais significativo já que é um carrapato que necessita de três hospedeiros de espécies similares ou não para cumprir seu ciclo de vida (trioxeno) e cada fêmea deposita cerca de cinco mil ovos.


Observações de casos clínicos de babesiose em neonatos sugerem haver transmissão transplacentária da babesia.


EPIDEMIOLOGIA
As Américas do Sul e Central são consideradas áreas endêmicas, com exceção do Sul da Argentina e Chile. No Brasil estudos demonstram alta prevalência em regiões tropicais ou subtropicais (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Oeste do Paraná). Altas incidências de Theileria equi têm sido associadas com a criação conjunta de bovinos e equinos.


SINTOMAS CLÍNICOS 
Os animais doentes podem apresentar clinicamente febre, anemia, petéquias ou até hemorragias de membranas mucosas, icterícia e hemoglobinúria.

Após o período de incubação que é de cerca de 8 a 10 dias, o primeiro sinal evidente é o aumento de temperatura corpórea, que pode se apresentar em picos ao final da tarde. A anemia é causada pela diminuição no número de eritrócitos, havendo hemólise intravascular, resultando em liberação de
hemoglobina e deposição de bilirrubina nos tecidos (icterícia). 

A parasitemia, no caso da  Babesia caballi pode chegar a 1% das células, da linhagem vermelha e dificilmente o animal morre de anemia, mas principalmente pela formação de microtrombos. No caso da Theileria equi a parasitemia é maior, comumente por volta de 7% dos eritrócitos, mas em animais imunodeprimidos ou  sem qualquer contato prévio, a parasitemia pode chegar a 80% e a morte se dá por anemia aguda.


DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da babesiose eqüina é importante na escolha de medidas de tratamento e controle, além de auxiliar nos processos de importação e exportação de eqüinos. O exame direto ao microscópio pode ser muito útil para os casos agudos quando há alta parasitemia.

Várias técnicas sorológicas podem ser usadas para detectar a Babesia. As mais comuns são a Fixação do Complemento, a Imunofluorescência e o Elisa. Mais recentemente as técnicas de biologia molecular tem sido muito estudadas.     

Fonte: Tecsa

terça-feira, 30 de abril de 2013

Cólica

 

A síndrome cólica é um tema muito amplo e complexo por isto o texto a seguir tentará tratá-la de forma sucinta e de fácil compreensão.


Segundo o professor Armen Thomassian o termo síndrome reflete uma grande variedade de sintomas que caracterizam a doença; e cólica , a presença de dor abdominal.


Com a alta competitividade da criação os problemas intensificaram-se bastante , pois o aparelho digestório do eqüino foi moldado para receber apenas alimentação de pasto , e com as exigências da eqüinocultura moderna mudamos os seus hábitos alimentares mas não conseguimos mudar nem o formato nem a função do seu trato digestivo.


A detecção do problema é relativamente fácil de ser feita por sua sintomatologia dolorosa, mas a causa da cólica requer uma avaliação veterinária minuciosa, sendo a precisão e rapidez do diagnóstico fatores preponderantes para salvar a vida do animal.


Temos vários tipos de cólica as quais divido em cirurgicas e não cirurgicas.
Os sinais da cólica tanto cirúrgica como não cirúrgica, apresentam-se basicamente como uma inquietação do animal escarvando o chão com constantes deitadas e levantadas podendo vir a rolar, olhar constante para o flanco(vazio), posição de micção , etc.


As não cirúrgicas são aquelas que após feita a avaliação diagnóstica com os meios disponíveis são tratadas clinicamente , resumidamente podem ser:
1- cólica por sobrecarga gástrica - excesso de ração
2- cólica gasosa – alimentação com material fermentativo
3- cólica por úlcera ou gastrite
4- cólica por excesso de peristaltismo(aumento do movimento intestinal por medicação , estresse , mudança de hábitos alimentares , etc.)
5- cólica verminótica
6- Cólica por enterite anterior


A indicação de uma cirurgia é feita após exigüirmos todos os procedimentos clínicos possíveis para a resolução do quadro e termos a indicação principalmente pela palpação transretal e pelo Ph do refluxo(retirado via sonda) de que há um processo obstrutivo além do estômago.

 
As cirúrgicas , resumidamente , podem ser indicadas por :
1- torção intestinal
2- intussuscepção (quando uma alça de intestino entra para dentro de outra)
3- encarceramento nefro-esplênico(quando uma alça de intestino coloca-se sobre o ligamento entre o rim ao baço)
4- impactação – (ocorre um acúmulo de material ressecado dentro do intestino que não consegue transitar, podendo ser fezes ou não)
5- retroflexão (deslocamento de partes do intestino comprimindo outras alças)
6- enterólitos (“pedras” formadas dentro do intestino) obs.: hoje a maior causa de cirurgia em crioulos dentro do Hospital Veterinário do Jockey Club de Porto Alegre .


Hoje com as novas medicações e técnicas cirurgicas a recuperação de um animal operado é excelente e a porcentagem dos animais salvos é muito alta , sendo isto muito gratificante para nós veterinários.


Como formas de prevenção da síndrome cólica não cirúrgica indica-se procedimentos alimentares e higiênicos básicos para quem quer ter um animal em cocheira, como alimentação de boa qualidade , revisar para ver se o animal não esta ingerindo cama , vermifugação regular , cuidar para ver se a ração não está mofada , limpar os cochos da água regularmente e os de alimentação sempre após as refeições , fornecer pasto verde de boa qualidade e em grande quantidade pois afinal de contas o eqüino é um ser que na natureza somente se alimenta de pasto então este item deve ser levado em alta conta na sua alimentação.

 
Para evitar as cirúrgicas recomendo que se tenha muito cuidado com cordões de material sintético dos sacos de ração, capas feitas de bolsa de ração, cordas de buçal as quais os animais possam por ventura estar ingerindo , pois estes materiais podem vir a ser agentes agregadores de minerais dentro do intestino e com isto potencializar a formação de enterólitos (“pedras”).

 
Para o tratamento desta patologia que tantos transtornos nos causa a minha recomendação é sempre chamar o seu Médico Veterinário assim que os primeiros sintomas se manifestarem, para que este possa diagnosticar a real causa da cólica e a partir daí instituir o tratamento mais adequado para o problema, pois se sabe que a brevidade do tratamento e a sua correção são fatores imprescindíveis para salvar a vida do seu animal.

Fonte: Dr. Fabio Prates, Cavalo Completo

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Saiba como a Linhaça pode combater à cólica e laminite nos cavalos

 

A linhaça, já é conhecida por trazer inúmeros benefícios para a saúde humana, e já vem ganhando espaço naalimentação de animais. Vários criatórios de cavalos do Brasil têm se rendido ao produto, capaz de reduzir em demasia os índices de cólica elaminite na tropa, além de proporcionar uma melhoria considerável nos aspectos depêlo e crinas. Já que a linhaça tem como característica predominante o fato de possuir uma semente muito rica em gordura vegetal. A quantidade é superior a todos os vegetais e comparável apenas a alguns peixes de água gelada como o salmão. Vale ressaltar que a linhaça tem 38% de gordura vegetal, enquanto a aveia 4,7% e o milho 3,9%.

A linhaça vem sendo administrada para os animais na forma de farinha integral ouóleo prensado a frio, o que significa com raras exceções que o processo industrial possa ser denominado justa e seguramente como beneficiamento, já que mantém intactas suas qualidades nutricionais. O ideal é que ambos, tanto na forma líquida como sólida, sejam fornecidos em pequenas doses misturados à ração, cada um na sua devida proporção.

Apesar de não existirem estatísticas a respeito, a cólica pode ser considerada como umas das principais causas de óbitos dos cavalos e a laminite a maior abreviadora de carreiras atléticas entre os eqüinos. O principal gatilho dessas doenças tão perigosas está na pressão alimentar a que são submetidos os cavalos atletas ou de exposição. O excessivo aporte alimentar para manter os animais superalimentados, com o objetivo de darem o máximo de si nas suas categorias esportivas ou nos julgamentos das exposições, pode comprometer a capacidade digestiva deles. E é aí que entra a farinha de linhaça integral e o óleo de linhaça.


De acordo com Gustavo Braune, médico veterinário especializado em cavalos, acupunturista, professor e estudioso brasileiro de alimentação eqüina, a utilização da linhaça na alimentação de eqüinos implicaria na redução da quantidade de concentrado ao cavalo, o que, segundo ele, é altamente favorável para quem tem estômago pequeno e para quem é atleta 24 horas por dia. “Isto evita a ocorrência da pior e mais freqüente doença dos cavalos – as cólicas gastrointestinais”.

A linhaça pode se configurar num “santo remédio” para quem precisa trabalhar, a curto prazo, animais que estão em regime de pasto para participarem, por exemplo, de leilões. Por mais que eles estejam gozando de plena saúde, nunca estão prontos para a festa. Falta um pouco de carne ou uma musculatura mais definida. Crinas, cauda e cascos normalmente não apresentam o viço necessário.

Se um animal precisa em média de três meses na baia com trato especial para chegar lá, Braune garante que com a linhaça em farinha mais o óleo é possível abreviar este tempo de recuperação do animal para 45 dias. Afirmou ainda, que é possível reduzir esse custo à metade. “E o mais importante, ele chega com seguro saúde, pois quem tem pouco tempo, mas adotou a linhaça não tem cólica ou aguamento”, garantiu.

Na alimentação do gado, Conceição Trucom relata em seu livro que “por suas propriedades diuréticas, o farelo (de linhaça) costuma ser direcionado também para a alimentação do gado leiteiro, objetivando o aumento da produção de leite. Outro aspecto interessante é que o gado tratado com o farelo produz uma manteiga de melhor qualidade, de textura mais macia e cremosa, além de mais saborosa.”

A linhaça é originária do Oriente Médio, mas cultivada em diversos países de clima temperado da Europa e da América. No Brasil é encontrada no Rio Grande do Sul.

Fonte: Mundo dos Cavalos

Adaptação: Escola do Cavalo

quarta-feira, 13 de março de 2013

Artrite Viral Equina

image

Doença infecciosa, provocada por um vírus que se manifesta no aparelho respiratório e ocorrência de aborto, nas éguas, em função das lesões causadas nas artérias. Esse vírus, apesar de identificado, inicialmente, na Europa, em 1953, tem sido notificado com maior incidência, nos EUA. A partir do sêmen de um garanhão, ele foi isolado, pela primeira vez, na América do Sul. O portador era um cavalo argentino.

As raças puras são mais vulneráveis a essa doença; raramente ela aparece em cavalos mestiços. Pode ser confundida com a influenza e com a rinopneumonite, pois os sintomas respiratórios são muito parecidos.

Apesar de a manifestação do vírus ser mais comum em animais adultos, com maior gravidade, eles podem ser infectados em qualquer idade, até mesmo os potros, desde o desmame, até os dois ou três anos. A doença ocorre em áreas de alta concentração de animais, pois o vírus dissemina-se, rapidamente, num grupo de equinos suscetíveis e, apesar de a evolução ser curta, o surto pode persistir por longo período.

A doença fica incubada por um período de 2 a 10 dias, seguido por um quadro febril, entre 39 e 41 graus. É quando pode ocorrer a transmissão, pois o vírus está presente no sangue. Ela pode permanecer no animal por até 8 dias.

A transmissão acontece por vias aéreas, orais, água, fômites e alimentos contaminados por secreções e excreções de animais doentes. Também, é possível que se faça pelas vias venéreas, no contato com fetos abortados e placenta, no pasto. Líquidos e tecidos de fetos abortados são considerados perigosas fontes de infecção.

A eliminação do vírus acontece, também, pela urina e sêmen. Por isso, sabe-se que o garanhão infectado exerce papel importante na disseminação dessa doença, por serem portadores por longo tempo, apesar de se apresentarem sadios após superar a infecção.

Potros, filhos de éguas portadoras de anticorpos, são mais resistentes à infecção, pois ingerem os anticorpos maternos, pelo colostro que os protege por, aproximadamente, de dois a seis meses de idade.

Os sintomas respiratórios caracterizam-se principalmente por corrimento nasal – que pode tornar-se purulento –, lacrimejamento, conjuntivite e, em quadros mais graves, edema pulmonar. O animal ainda apresenta fraqueza muscular, tosse, apatia, falta de apetite, diarreia e cólica. Alguns animais estabulados podem sofrer edemas dos membros, que nos garanhões pode se estender até o prepúcio e escroto, e nas éguas, até as mamas. A doença é de caráter agudo e grave podendo, em alguns casos, ocorrer mortes sem que haja infecção bacteriana secundária. A morte acontece devido à desidratação ou insuficiência respiratória causada pelo edema pulmonar.

A consequência principal, dessa doença, e os inevitáveis prejuízos são os abortos, causados por miometrite necrotizante grave. Isso acontece por volta de quatorze dias após o aparecimento dos sintomas. Na rinopneumonite, isso ocorre mais tardiamente. O índice de perda de fetos é alto, girando em torno de 50 a 80%.

Sinais clínicos, como abortos precoces, sintomas respiratórios, exames laboratoriais, levantamento sorológico e isolamento viral vão determinar o diagnóstico. O vírus pode ser isolado a partir dos pulmões e baço de fetos abortados e do baço de animais mortos, porém não há corpúsculos de inclusão nem lesões específicas no feto.

O tratamento é sintomático, impedindo-se que apareçam infecções bacterianas secundárias, utilizando-se antibióticos e fluidoterapia de suporte.Repouso e vigilância para os animais infectados, enquanto que para os mais gravemente afetados, devem-se providenciar baias arejadas, porém livres das correntes de ar, com cama alta e macia.

A vacinação de todos os animais da tropa é o melhor meio de prevenção, apesar de ainda não haver, no Brasil, a vacina específica para esse mal, mesmo já se tendo notícia de que a doença acomete animais brasileiros. Essa providência ainda depende das autoridades dos programas sanitários governamentais, o contrário do que acontece no Canadá, onde a vacina é usada pela grande maioria dos criadores e médicos veterinários.

Vários fatores contribuem para que não ocorra a disseminação de qualquer doença, como a boa higiene do manejo e das instalações, a quarentena, a divisão dos animais por categoria etc.

Autor: Rogério Dantas Gama – Médico Veterinário

Fonte: Bicho Online

Adaptação: Escola do Cavalo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Claudicação Equina

 

A intervenção médica, em equinos, se deve, em grande escala, aos problemas de claudicação; entre 50 e 80% dos casos. É um dos principais fatores que contribuem, negativamente, com a carreira desportiva e final de vida atlética dos cavalos.

Definida, por muitos autores, como sendo uma alteração do movimento normal do cavalo, a claudicação possui três origens distintas: mecânica, neurológica e dolorosa. Podem aparecer associadas, entretanto, a mais comum é a de origem dolorosa.

A dor possui vários graus de intensidade. Num extremo, pode-se ter um animal com fratura completa de um osso, que o impede de se apoiar totalmente, no solo, andando, literalmente, sobre três patas, o que não é difícil de se identificar.

De outro lado, pode-se observar uma dor bastante ligeira, que perturba o animal, quando da batida de um salto, por exemplo, fazendo com que ele toque na vara ou se recuse a saltar. Isso demanda grande habilidade do observador, por se tratar de um comportamento, uma atitude de reação, e não de sinal físico muito explícito.

É muito importante, ao se observar a claudicação, que se identifique o membro oumembros afetados, observando-se o cavalo andando, a passo, com especial atenção à simetria do movimento, extensão da passada, aprumos e o modo de apoio do casco ao solo.

Em seguida, observa-se, do mesmo modo, o cavalo a trote, para a complementação do exame, principalmente, no caso de claudicações ligeiras.

Em superfície dura, faz-se a avaliação do animal à guia, trotando para ambas as mãos.

A claudicação pode ser evidenciada após o teste de flexão, realizado pelo médico veterinário. Avaliam-se os membros e suas respectivas articulações. As forças de tensão e de pressão são exercidas em diversas estruturas, tais como ligamentos e cápsulas articulares. Assim, é possível realçar focos inflamatórios ligeiros, com evidência de dor.

A claudicação não é tão simples de ser identificada. Por isso, há que se fazer um exame minucioso do animal, para se detectar onde se encontra o problema. Como os animais não falam, não podem dizer onde é que dói. Se a dor não for suficiente para o cavalo reagir quando se pressiona ou se manipula o foco doloroso, pode ser difícil identificar a exata localização do problema. Somente o andamento do cavalo não é suficiente para que se possa identificar a claudicação.

Existem outros meios eficientes para que o médico veterinário consiga um diagnóstico mais preciso, nesse caso, como a infiltração local de anestésico, ou a anestesia intra-articular. Isso pode dessensibilizar, seletivamente, determinadas regiões, confirmando ou eliminando a suspeita de dor localizada. Após esses testes, prossegue-se com os exames complementares, como o raio X e ecografia, para, então, se prescrever, com segurança, o tratamento adequado.

Autor: Dr. Henrique Cruz MV

Fonte: Cavalo do sul de minas

Adaptação: Escola do Cavalo

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O que é a epifisite?

 

Doença cujos sinais clínicos são a dilatação excessiva da região da placa de crescimento dos ossos longos, principalmente, do rádio etíbia e do metatarso emetacarpo.

O inchaço é de natureza dura, e está associado ao calor na pele, sendo doloroso, na apalpação. Ocorre também a claudicação, variável em intensidade, conforme a gravidade da doença.

Verificam-se as situações de deformidade angular e flexora dos membros, na epifisite mais severa, pela interrupção do crescimento ósseo, ou até mesmo, pela dor crônica, respectivamente. O exame radiográfico mostra a produção de tecido ósseo em torno da placa de crescimento, onde se constata a doença.

A avaliação da dieta do animal é uma das mais importantes iniciativas a se tomar, no tratamento dessa doença, até mesmo como prevenção. Como regra geral, a quantidade de proteína e energia, na dieta, deve ser reduzida. Deve-se oferecer menor quantidade de ração e suplementos, substituindo-se o feno pela palha de boa qualidade.

Justamente para se evitar a epifisite, e outros problemas ortopédicose de desenvolvimento, muitas empresas fabricantes de ração lançaram, no mercado, dietas específicas, formuladas para cavalos em crescimento. Mesmo assim, é importante observar a taxa de crescimento dos animais e prevenir episódios de crescimento rápido, reduzindo a quantidade de ração.

O repouso é fundamental, na fase aguda da doença, para prevenir deterioração e, principalmente, deformações angulares e/ou flexoras dos membros. Anti-inflamatórios são recomendados na resolução dos sinais clínicos.

A maioria dos casos de epifisite é passageira e responde, positivamente ao tratamento. Entretanto, se não tratada adequadamente, a epifisite pode comprometer a futura carreira desportiva do cavalo.

Autor: Dr. Henrique Moreira da Cruz

Fonte: Cavalo do Sul de Minas Adaptação: Escola do Cavalo