Bem Vindo ao Blog do Pêga!

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O propósito do Blog do Pêga é desenvolver e promover a raça, encorajando a sociedade entre os criadores e admiradores por meio de circulação de informações úteis.

Existe muita literatura sobre cavalos, mas poucos escrevem sobre jumentos e muares. Este é um espaço para postar artigos, informações e fotos sobre esses fantásticos animais. Estamos sempre a procura de novo material, ajude a transformar este blog na maior enciclopédia de jumentos e muares da história! Caso alguém queira colaborar com histórias, artigos, fotos, informações, etc ... entre em contato conosco: fazendasnoca@uol.com.br
Mostrando postagens com marcador Leite de jumenta. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Videos sobre Leite de Jumenta

 

Videos em espanhol e inglês, infelizmente nada em português…

 

 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Leite de burra é cosmético

 

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A empresa de Coruche tem 50 animais, cuja produção vai maioritariamente para a Ásia.

‘Duquesa’ tem um temperamento pacífico. Tal como a ‘Alfazema’, a ‘Bolota’, a ‘Cerveja’, e todas as outras burras da raça asinina de Miranda do Douro que encontraram um novo lar numa herdade atravessada pela Estrada Nacional 251, no Couço, concelho de Coruche. São cinquenta e pertencem à única raça autóctone portuguesa. Ali, onde ainda não deram um único coice, encontraram uma nova casa e também uma outra função, diferente da que tinham no Norte do País: são produtoras de leite. Um leite que é transformado em pó antes de seguir para mercados mais ou menos exóticos, mais ou menos longínquos, para ser depois usado em produtos e tratamentos de beleza.

A tranquilidade que lhes está nos genes não é aprendida e é trunfo usado pelos sócios que gerem o Monte das Faias na ordenha destes animais. O uso em questão não é novo. Diz-se que Cleópatra se banhava em leite de burra para prolongar a juventude da pele. Consta também, e antes disso, que foram os romanos os primeiros a descobrir os benefícios de tal produto e que Popeia, mulher do imperador Nero, tinha 500 burras encarregues de produzir leite destinado aos seus banhos de beleza.

“Antes da II Guerra Mundial era utilizado como leite de substituição (por ser muito semelhante ao materno) e como remédio para diversos males – nomeadamente do foro gástrico – mas no pós-guerra, como era preciso muita quantidade a preços baixos, este leite caiu em desuso. Uma vaca produz 30 litros, ao passo que uma burra produz um litro e meio, este é um produto nobre e caro”, explica Filipe Carvalho, um dos dois sócios da Naturasin, uma empresa portuguesa que viu aqui uma oportunidade de negócio.

“Não existia nada em Portugal – apesar de no passado ser comum os médicos da província receitarem leite destes animais como leite de substituição – e a nível mundial muito pouco. Começámos do zero.” Tão do zero que tiveram inclusivamente de remar contra a lei. “Depois de muita insistência, conseguimos mudar o regulamento europeu, que não considerava as burras produtoras de leite. Mas foi um processo difícil: cada vez que entrávamos num departamento para falar do leite de burra era uma risota, as pessoas não levavam a sério.”

PRODUÇÃO DE LEITE

Na herdade de 500 hectares – onde, e para já, apenas cinquenta deles são dedicados às burras – o dia começa às 06h00. A primeira ordenha é meia hora mais tarde. Vão quatro de cada vez, sem ser preciso convencê-las muito. “Um animal nervoso não dá leite, elas têm de estar felizes e ter bom temperamento para serem boas produtoras”, revela Miguel Carvalho, o outro sócio da empresa em questão.

“Um período de gestação são doze meses. Dois meses antes da parição retiramos a burra da ordenha para ter forças para o parto; no momento do nascimento a cria está sempre com a mãe e não tiramos leite nenhum, porque é leite essencial para crescer. Aos dois meses é que a mãe entra na ordenha outra vez. São oito meses de produção leiteira para cada ciclo”, explica. Todas elas começam a produzir leite aos quatro anos e fazem-no até aos 18, 19 anos, sendo que a esperança média de vida destes animais anda pelos 25 anos. Filipe e Miguel sabem disso porque se dedicaram à investigação antes de abraçarem o projecto. Estudaram desde a alimentação adequada para estes animais à criação de um sistema de ordenha mecânica, que não existia (era manual).

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/leite-de-burra-e-cosmetico

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Reportagem: Leite de Jumenta reconquista espaço no mercado

 

Aquilo que há muito tempo não passava de um produto usado nos meios rurais é cada vez mais utilizado na indústria alimentar como substituto do leite materno, mas também na indústria farmacêutica e de cosmética.

Para assistir o video da reportagem siga o link:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=216080&tm=6&layout=122&visual=61

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sorvete com Leite de Jumenta

Ingredientes:
250 g de fruta bem madura
3 gemas de ovos 
150 g açucar confeiteiro
1 dl de leite de jumenta 

Aqueça o leite de jumenta e, em seguida, coloque a fruta cortada em pedaços pequenos por 45 minutos. Bata as gemas com o açúcar.


A este creme acrescente o leite e frutas, misture até ficar homogêneo.


Coloque o creme preparado em um recipiente adequado e armazene no congelador por 5-6 horas.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Curiosidade

 

Antigamente a tosse-braba (coqueluche), aliviava-se com leite de jumenta preta.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Leite de Jumenta e a medicina nos séculos 18 e 19

 

Todas as revistas médicas do século 19 falam dos efeitos benéficos do leite de jumenta fresco para problemas no coração, pulmão, anemia, fígado etc ...

Em Toulouse, ainda no início do século 20, o leite de jumenta era usado ​​para tratar doenças respiratórias, estados de fadiga ou para a alimentação de recém-nascidos.

Surpreendentemente este leite foi muito utilizado em orfanatos e para bebês com problemas para se alimetar com outros tipos de leite. Em Paris, alguns hospitais tinham seu próprio criatório de jumentas

Por que esta bebida preciosa desapareceu de nossos hábitos?

Mecanização, carros e tratores foram rapidamente substituindo o uso desses animais, o que causou a redução no número de animais. Também no início do século 20, moléculas sintéticas e fórmulas infantis produzidas em larga escala reduziram gradualmente o uso de leite de jumenta para zero.

Não se via a necessidade de jumentas que produziam pouco mais do que 1,5 litros de leite por dia em uma sociedade que favorece o aumento da produtividade. A lactação, como na maioria dos mamíferos é desencadeada pelo nascimento de bebê. Durante os dois primeiros meses de sua vida, o potro é inteiramente alimentado com o leite de sua mãe. No terceiro mês, quando já começam a pastar, é que ele pode ser alimentado pela mãe somente à noite. O dia é reservado para a ordenha, que é feita a cada três horas. A capacidade de armazenamento do leite na jumenta é muito baixo, então você tem que coletar aos poucos e com freqüência.

 

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Leite de Jumenta

 

Leite de Jumenta tem sido utilizado pelo homem como fonte de saúde, bem-estar e vigor.

Todo mundo tem em mente a beleza da rainha do Egito, Cleópatra, ou de Popeia, esposa de Nero, que por seu banho diário no leite jumenta, mantiveram a sua beleza (mais de 300 jumentas eram ordenhadas todos os dia).

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Na França, a nobreza e a burguesia também costumavam usar este leite para fins cosméticos.

Francois primeira enviados para um médico na Turquia, ele e suas tropas estavam em um estado de fadiga. Este último ordenou-lhes um curso de leite jumentos ".

Este remédio é muito bem sucedido e macio para o monarca e todos os seus cortesãos apressou-se a seguir o mesmo plano.

"Um dia, um burro
de leite 's me fez de saúde
E eu devo esse fato
para avaliar Mais do que o corpo docente. "

(Francis)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Livros antigos que falavam sobre leite de jumenta

 

William Buchan escreveu, Domestic Medicine (Medicina Doméstica), um livro de referência que se tornou bem popular no século 19.

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Isso é o que ele dizia sobre o uso de leite de jumenta, em especial em relação a pacientes com tuberculose:

Depois de um ar apropriado e exercício, nós recomendamos dar atenção a dieta. O paciente não deve comer nada que aqueça ou que seja de difícil digestão, e sua bebida deve ser de natureza suave e refrescante. Toda a dieta deve ser cauculada para diminuir acrimônia dos humores e para nutrir e sustentar o paciente. Para este propósito, ele deve manter principalmente à utilização de produtos vegetais e leite. O leite é mais importante para esta doença do que toda a medicina.

Leite de jumenta é comumente reconhecido como sendo melhor do que qualquer outro, mas nem sempre pode ser obtido, além disso, é geralmente tomado em uma quantidade muito pequena, e que, para produzir quaisquer efeitos, deveria ser uma parte considerável da dieta do paciente. Dificilmente é de se esperar, que um gole ou dois de leite de jumenta, bebido no espaço de vinte e quatro horas, deve ser capaz de produzir qualquer mudança considerável em um adulto, e quando as pessoas não percebem seus efeitos logo, eles perdem a esperança, e assim deixam-no de fora. Por isso, este medicamento, que é muito valioso, muito raramente realiza uma cura. A razão é óbvia, pois é comumente usado demasiado tarde, e é tomado em quantidades muito pequenas, e por pouco tempo.

Eu já vi efeitos extraordinários do leite de jumenta em tosses renitentes e que ameaçavam os pulmões (começo da tuberculose), e acredito piamente que se usado neste período raramente falham, mas se for adiada até que uma úlcera seja formada, o que é geralmente o caso, como pode ser esperado que tenha sucesso?

Leite de jumenta deveria ser bebida, se possível, na temperatura natural, e, para uma pessoa adulta, na quantidade de uma “English pint” (cerca de 570ml) de cada vez. Ao invés de tomar esta quantidade apenas pela noite e pela manhã, o paciente deve tomar quatro vezes, ou pelo menos três vezes ao dia, e também deve comer um pão leve junto com ele, de modo a torná-lo um tipo de refeição.

Se a pessoa vomitar o leite, este pode ser misturado com a conserva de rosas. Quando não puder ser obtida, o pó das garras dos caranguejos pode ser utilizado em seu lugar. É geralmente recomendado que o Leite de jumenta seja bebido quente na cama, mas como geralmente causa suor no paciente quando tomado dessa forma, talvez fosse melhor dar-lhe depois que ele levantasse.

Também era considerado útil quando o paciente apresentava uma tosse persistente, associada a outras queixas, como a varíola:

Quando uma tosse, a dificuldade de respiração ou outro sintoma de consumo (tuberculose), acontece depois da varíola, o paciente deve ser enviado para um lugar onde o ar é bom, e deve ser colocado em uma dieta de leite jumenta, com o exercício como ele poder suportar.

Ou sarampo:


No caso de uma tosse, com dificuldade de respiração, e outros sintomas de um consumo (tuberculose), permanecem após o sarampo, pequenas quantidades de sangue podem ser drenadas em intervalos apropriados, como seja permitido pela força e estado do paciente. Ele deve também beber leite jumenta, ir para o campo se morar em uma grande cidade, e andar diariamente a cavalo. Ele deve manter-se em uma dieta composta de leite e vegetais e, finalmente, se estes não tiverem êxito, leva-lo para um local de clima mais quente.

Mrs Rundell, in her section of recipes for invalids in her book A New System of Domestic Cookery, ( my 1819 edition) advises the use of  asses milk too.

A Sra. Rundell, em sua seção de receitas para inválidos em seu livro “A New System of Domestic Cookery” (Um Novo Sistema de Culinária Doméstica), (minha edição é de 1819) aconselha a utilização de leite jumenta também.

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Leite de Asno

Ultrapassa de longe qualquer imitação dele que possa ser feito. Deve ser ordenhado em um vidro mantido quente em uma bacia de água quente.

O ar fixo que contém dá em algumas pessoas uma dor no estômago. Num primeiro momento uma colher de chá de rum pode ser tomada com ele, mas só deve ser colocado no momento em que for ser ingerido.

 

Na verdade já foi provado cientificamente que todas essas velhas "curas" podem ter alguma verdade por trás. Foi descoberto que Leite de jumenta tem menos sólidos do que qualquer outro tipo de leite. É mais rico em açúcar do que outros tipos (exceto o leite humano). Possui menos gordura do que outros leites e, consequentemente, é fácil de digerir. Portanto, uma coisa bastante boa para pessoas doentes consumirem.

As jumentas eram geralmente ordenhadas duas vezes por dia e, normalmente davam metade de um litro à um litro em cada ordenha.

Mas se você não podia obter leite fresco de jumenta, então você poderia fazer um substituto.

Meu exemplar de The Family Receipt Book (O Livro de Receitas da Família).

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Uma enciclopédia fanaticamente detalhada e abrangente de conhecimento domestico de 1810, ele dá a receita para o leite artificial jumenta:

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O famoso substituto do leite de jumenta do Dr. Gibson.

Esse substituto des leite de asno é bastante eficaz em casos de tuberculose, e é feito da seguinte forma, de acordo com uma receita genuína – Coloque para cada litro e meio de água, quarenta lesmas, 55g de raiz de eringo e 55g de pura cevada francesa. Cozinhe até obter um litro, use o coador para coar, tome duas colheres de sopa, duas vezes ao dia misturado com um copo de 250ml de leite.

Até mesmo a Sra Rundell deu três alternativas ao leite fresco de jumenta:

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Leite de Jumenta Artificial

Ferva um litro de água junto com um litro de leite fresco, 30g de açucar branco, 15g de raiz de eringo e 15g de conserva de rosas, até que fique apenas a metade.

Isso é adstringente; portanto use proporção para obter o efeito desejado nas doses, e a quantidade que vai ser utilizada quando for adoçar.

Outra – Misture duas colheres cheias de água fervente, duas de leite e um ovo bem batido; adoce com açucar branco. isso pode ser tomado duas ou três vezes ao dia.

Outra – Cozinhe 55g de raspas de chifre de veado-vermelho, 55g de cevada pérola, 55g de raiz de eringo cristalizada e uma dúzia de lesmas que foram machucadas, em dois litros de água, até que fique apenas um litro. Misture com uma quantidade igual de leite fresco e tome duas vezes ao dia.

 

Alguns dos ingredientes dessas receitas parecem bem estranhos para nós – lesmas? – mas outros são completamente desconhecidos.

Raiz de Eringo é talvez o ingrediente mais enigmático. É na verdade a raiz do cardo-marítimo, Eryngium maritimum.

Fonte: Austenonly

sábado, 19 de maio de 2012

Mulher mais velha do mundo atribui idade a leite de jumenta e vinho

 

María Esther Heredia Capovilla, uma equatoriana de 116 anos, considerada pelo Guinness Book of Records (Livro dos Recordes) a mulher mais velha do mundo, atribui sua longevidade ao leite de jumenta e ao vinho.

A idosa mora em um elegante bairro do norte de Guayaquil, em companhia de seu segundo marido, Martín Icaza, embora não tenha perdido o contato com suas filhas Hilda e Irma, com seus 11 netos, 20 bisnetos e duas tataranetas, que a visitam freqüentemente. Sua casa se transformou desde a última semana em ponto de encontro, especialmente para jornalistas, depois do anúncio do Guinness de que ela era a mulher mais velha do planeta.

"Ela não quis acreditar, ou talvez não tenha entendido que era a mulher mais velha do mundo", disse à EFE sua filha Hilda. Passado o susto inicial, María agora assume esse título com alegria e orgulho, demonstrados a todos os repórteres que comparecem à casa. María Esther Heredia nasceu em Guayaquil em 14 de setembro de 1889 e é mãe de três filhos, embora outros dois já tenham morrido.

Do alto de seus 116 anos, não usa bengala, adora ver televisão e nunca passou fome, pois pertence a uma das famílias mais ricas e conservadoras da cidade. No entanto, conserva sua singeleza característica, diz sua filha, que lembra ainda que sua mãe sempre foi uma amante de festas e passeios. "Ela está em perfeitas condições de saúde, não sente dores, não sofre do coração, nem de incontinência, não usa cadeira de rodas. Precisa de ajuda apenas algumas vezes para caminhar, quando já está cansada" avalia a filha.

"Ela lê todas as manchetes do jornal, já que não consegue enxergar as letras menores pois não usa óculos, e gosta de ver televisão, embora às vezes se queixe de cãibras nas pernas", acrescenta Hilda. E qual é o segredo de sua vida tão longa? "O leite de jumenta" que consumia em uma fazenda de uma tia e "o vinho" que seu primeiro esposo, o austríaco Antonio Capovilla Oliva, costumava degustar com moderação e que foi incorporado à dieta de Heredia.

"Quando era jovem, esteve mal de saúde e foi levada a uma grande fazenda de uma tia chamada Francisca. Ia para lá quando estava de férias, e tomava leite ordenhado de jumenta", conta sua filha Hilda, que lamenta que o costume não tenha sido transmitido às novas gerações da família. "Seu marido, como bom europeu, também gostava de tomar vinho depois das refeições, e minha mãe também bebia um copo ou outro", declarou Hilda.

O coquetel teria prolongado a vida de María Heredia, diz sua filha, que sugere que, na falta de leite de jumenta, se consuma leite de cabra, que ainda pode ser encontrado em mercados de Guayaquil. "Ela ainda toma um pouco de vinho, mas só uma taça ocasional", acrescenta Irma, assegurando que um dos fatores responsáveis pelo fortalecimento de sua longevidade foi "uma vida tranqüila, dedicada a sua família e a seu lar".

María Esther Heredia jamais pensou que seria declarada a mulher mais velha do planeta. Na primeira vez que a informaram da notícia, não quis acreditar. Para a idosa equatoriana, tal reconhecimento "não poderia ser verdadeiro", pois simplesmente não se sente a mulher mais velha do mundo. Após a incessante chegada de visitantes, no entanto, decidiu encarar o desafio com o melhor dos ânimos.

No início, segundo sua filha Irma, achava que era seu aniversário ou as festas de seu santo, mas depois se deu conta de que "era a mulher mais famosa do mundo por sua idade".

Fonte: Terra Noticias, 14 de dezembro de 2005

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Empresa de Vimioso fabrica sabonetes a partir de leite de burra

 

Do planalto mirandês chega uma ideia que já existe noutras partes do mundo mas que só agora começa a ganhar forma por cá em Portugal.

O fabrico de sabonetes de leite de burra associados às ervas aromáticas existentes no Parque do Douro Internacional.

Depois de várias experiências, surgem finalmente os sabonetes de leite de burra.

Esta pode ser uma mais valia para os criadores do burro mirandês, pois as receitas obtidas com a venda deste produto vão contribuir para o desenvolvimento da raça que se encontra em vias de extinção.

Jorge Lira um dos sócios da Tomelo, empresa que fabrica os sabonetes explica que o processo começou porque “alguns dos sócios da empresa são criadores de burros mirandeses experimentaram ordenhar as burricas. Primeiro trabalhamos com um fábrica do litoral, mas depois fomos fazer os sabonetes numa fábrica ao sul de França”.

Com seis aromas disponíveis, associados às ervas aromáticas do planalto mirandês e com um a produção de 60 mil sabonetes, falta agora introduzir o produto no mercado.

“Isto ainda é tudo muito recente, ainda não temos uma rede de comercialização capaz” refere, acrescentando que “já fizemos protocolos com algumas empresas na área da perfumaria e farmácia, mas andamos à procura de um distribuidor a nível nacional e até internacional porque temos gente interessada na Alemanha”.

E sendo conhecidas as propriedades do leite de burra como muito benéficas para a pele, os sabonetes têm já alguns adeptos. “Os sabonetes têm colhido imenso agrado quer pela qualidade hidratante e durabilidade como pelos aromas” afirma.

Cada sabonete de 150 gramas de leite de burra pode ser adquirido por 3 euros e meio.

Sediada em Vimioso, a empresa Tomelo aguarda financiamento para dentro em breve começar a produzir estes sabonetes de leite de burra, óleos e perfumes, em instalações próprias.

Jorge Lira adianta que a empresa ficará instalada na zona industrial de Vimioso. “Temos um projecto que foi aprovado pelo PROVER e agora estamos a ultimar uma candidatura ao QREN para criar uma unidade do planalto mirandês onde se farão as destilações das plantas silvestres para produção de óleos essenciais que serão depois incorporados nos sabonetes”.

Com a construção desta fábrica de destilação de aromas, a Tomelo pretende dar maior destaque aos produtos do planalto mirandês e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação do burro mirandês.

Fonte: Blog Irmandade Cachimbo – Portugal

terça-feira, 1 de maio de 2012

Queijo Caciocavallo

 

O queijo Caciocavallo é de origem italiana, era feito inicialmente com leite de jumenta e consistia em um dos principais alimentos para o povo nômade.
Resulta de uma coalhada emersa em água muito quente, que transforma a massa numa pasta elástica. Consistência dura.


O Queijo Cáccio Cavalo possui a mesma massa e sabor semelhante ao do queijo provolone. A diferença está na preparação: é utilizado um leite mais magro.


O nome "Caccio Cavallo" é resultado do processo de secagem: os queijos são amarrados aos pares por um barbante e pendurados numa vara de madeira "a cavallo" para secar.

sábado, 28 de abril de 2012

Criação de jumentos lácteos

 

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Criação Monte Baducco, jumentas voltado do pasto
recebendo alimentação (foto F. Paolicelli)

Considerações sobre a criação de jumentas para a produção de leite


Hoje, dezenas de fazendas na Itália estão envolvidas na produção de leite de jumenta, um novo emprego para algo muito antigo, já conhecido entre o povo egípcio. Este leite agora tem uma utilização nobre como um produto lácteo para pessoas alérgicas à proteína do leite de vaca, e a bebês órfãos ou filhos de mulheres sem leite que de outra forma não tem um leite adequado para tomar, Esses bebês podem ser alimentados com o leite de jumenta, pois é o mais parecido com o leite materno humano. A abundância desses animais é necessária para a exploração agrícola destinada à produção de leite. A situação atual é muito diferente, a mecanização da agricultura eficiente reduziu o número de jumentos drásticamente, de modo que podemos considerar todas as raças de jumentos italianos em alto risco de extinção. Dá para sentir a necessidade de ampliar a criação destes animais, a fim de atender a demanda de leite e iniciar um novo negócio a partir de um animal "esquecido".

Dispor de um leite natural e de alto poder hipoalergênico é definitivamente uma vantagem levando em conta os cerca de 15.000 crianças nascidas a cada ano na Itália com várias alergias contra caseína e outros elementos do leite. A possibilidade de introduzir com sucesso leite de jumenta na dieta dos bebês é suportado pelo seu perfil bioquímico, semelhante ao do leite humano, de fato, as semelhanças são quali-quantitativas. As únicas diferenças, referem-se ao teor de lipídios, o leite de jumenta é mais fina do que o bovino, portanto, apresenta um valor mais baixo de energia, mas essas reduções são facilmente controladas com adições adequadas ou pode-se ao longo do tempo selecionar os animais para esse critério específico. A possibilidade do uso do leite de jumenta, não se limita apenas à população pediátrica, pois o produto está ganhando mais apoio geriátrico também em alimentos e cosméticos. A composição bioquímica deste leite é caracterizada pela presença de proteínas do soro, biopeptides activas, ácidos graxos tais como ácidos linoleico e linolénico em classe omega 3 e ómega 6 e grande quantidade de lactose, tornando-se particularmente adequado para estas utilizações.

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Jumento da raça Ragusana, uma das raças mais indicadas
para a produção de leite (foto Alessio Zanon)

A Sicília é a região que mais tem preservado a tradição do jumento, e que atualmente detém o maior número de fazendas asininas do país, muitas das quais são projetadas para a produção de leite. Geralmente, uma manada de jumentos consiste em média de 20/25 animais com 1 ou 2 garanhões. As raças mais utilizadas para a produção de leite, são as mais pesadas​​, tais como raça Martina Franca e a Ragusana, mais adequadas simplesmente por uma questão lógica, porque a quantidade de leite produzido está relacionado com o tamanho do animal, neste tipo de fazenda existem mestiços ou animais que são o resultado de cruzamentos, certamente menos caros, mais flexíveis e ideal para iniciar tais atividades.

 

O jumento é um animal rústico, pouco exigente, que permite fácil adaptação, na maioria dos casos aplica-se uma técnica de criação semi-selvagem, uma gestão econômica. A ordenha pode ser realizada manualmente, ou de forma mais eficiente com o uso de um sistemas mecânicos utilizados para os ovinos e caprinos. Os ambientes utilizados para este fim, devem ser submetidos aos protocolos sanitários normais, mesmo para os animais mais comuns. A mama da jumenta difere da mama da vaca ou da cabra pois não possui um "tanque", uma cavidade intermammaria com a função de recolher o líquido libertado a partir de tecido glandular. Na jumenta, uma vez que não há qualquer possibilidade de armazenamento, a quantidade de leite obtido em cada ordenha é muito mais baixa do que os fornecidos pelos ruminantes. A quantidade média de leite obtido em cada ordenha pode variar de 300-750 ml com picos de 1200, 1500 ml em relação ao tamanho e tempo de mama do filhote. A melhor maneira de obter uma maior quantidade de leite por dia a partir de um jumento é imitar o modo como se alimenta o jumentinho, muitos mas pequenos atos de sucção, sugiro ordenhar as jumentss três vezes por dia, proporcionando assim um estímulo contínuo para a produção de leite. Na ordenha, por vezes, a presença do filhote é crucial para a libertação de leite quando se começa a ordenha, para remediar esta situação é usada a prática de separar o potro da mãe imediatamente após a ingestão de colostro no primeiro dia. Os potros serão alimentados ao biberão com leite artificial ou com o próprio leite da mãe.

Atualmente, as leis que regem a venda de leite de jumenta são parte de um antigo decreto real, segundo o qual se permite a venda de leite em locais adequados no próprio local de produção do leite. Por isso estão excluídos a priori, os canais mais comuns de vendas, o que penaliza a propagação deste produto, e inevitavelmente leva a redução do comércio. A forma mais lógica de venda, portanto, é a ordenha  da quantidade de leite necessária para a venda direta diária, o que permite vender um produto sempre fresco e evitar estoques desnecessários.

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Matriz da raça Ragusana com um carrinho de máquina de ordenha,
comumente usado para ovinos e caprinos (foto F. Paolicelli)

 

Os principais compradores do leite de jumenta são compradores privados que o compram para fins pediátricos. De acordo com uma pesquisa realizada pela latteDIasina.it 63% dos pedidos de leite são para crianças e tem aumentado o número e frequência de pedidos de clínicas pediátricas, ele é vendido a um preço que varia entre 7 e 10 euros, e é um produto que é geralmente adquirido em grandes quantidades, pois se bem preservado a 4°C pode ser mantido durante longos períodos, mas quando descongelado deve-se prestar atenção para que a temperatura de descongelamento não ultrapasse 70°C, a fim de evitar a perda de proteínas do soro.

 

A fatia das vendas de leite de jumenta, definitivamente menor que outros leites, mas não menos importante, diz respeito à indústria cosmética. Após as aspirações da beleza de Cleópatra e Poppea, a indústria de cosméticos agora produz alta qualidade de sabonetes que são capazes de dar brilho adicional e suavidade à pele, também grandes quantidades de leite são usados ​​para preparar banhos mornos em centros de beleza para quem quer reviver os banhos lendários no leite das jumentas.


A criação de jumentas está se tornando, cada vez mais importante, o leite é colocado no mercado como um produto de nicho, mas o potencial é realmente alto, o que é fácil de entender.

 

Artigo original em italiano, peço desculpas por qualquer erro de tradução. Fonte: Philip Paolicelli, Rivista di Agraria

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Vende-se leite de jumenta

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Passando por Carpina, em plena rodovia que corta a cidade, está colocada esta placa de publicidade. E já há alguns anos, o que mostra que tem freguesia certa.

Fonte: Blog do Ronaldo Cesar

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Leite de Jumenta

 

Leite—faz bem ao corpo.

Os seres humanos costumavam matar os animais principalmente para a carne e peles, no entanto, isso mudou com o advento da domesticação de animais em torno de 8000 aC. Naquela época, caprinos e ovinos que foram domesticados no Oriente Médio viviam de uma dieta de grama. Os agricultores perceberam que os animais poderiam se sustentar com alimentos de fácil obtenção, que era de outra maneira inútil para os seres humanos, então eles começaram a experimentar com outros usos para subprodutos de origem animal, levando ao consumo humano de leite animal. Agora, em vez de simplesmente caçar animais e obter sua carne e pele, também passaram a ganhar a produção de leite e os mesmos animais passaram a ser utilizados durante anos.

Há evidências de seres humanos bebendo leite de vários mamíferos, incluindo cabras, ovelhas, camelos, jumentos, até mesmo búfalos, mas o leite de vaca é de longe a maior indústria de leite animal. Por quê? Porque as vacas podem produzirquase 40 litros de leite em uma ordenha. Neste mundo de quantidade sobre a qualidade, o leite de vaca fez mais sentido.


Mas poderia fazer melhor?

O leite produzido por animais diferentes tem diferentes composições de gordura, proteína, e nutrientes essenciais. Muitos estudos têm sido conduzidos para testar a repartição dos lípidos e conteúdo de vitamina no leite de animais diferentes, e descobriram que o leite de jumenta é efectivamente mais saudável ​​do que o de uma vaca e é o que mais se assemelha ao leite humano. De acordo com um estudo publicado em Fundamentals de Dairy Chemistry (B. Webb, A. Johnson, J. Alford, AVI Publishing, 1974), o leite de vaca contém 3,7 gramas de gordura por 100 gramas, enquanto leite de jumenta só contém 1,72 gramas. Como a América enfrenta uma epidemia de obesidade cada vez mais preocupante, é de se perguntar por que os nutricionistas não têm revisitado algo tão fácil como leite. A resposta é simples: as pessoas se sentem perturbadas pela idéia de beber leite de jumenta.

Leite de jumenta supera o de vaca em muitos níveis: menor teor de gordura, uma porcentagem muito maior de proteína, e uma maior porcentagem de concentrado de vitaminas essenciais encontrados no leite. Por exemplo, leite de jumenta contém 60 vezes a quantidade de vitamina C encontrada no leite de vaca. Talvez a diferença mais importante é o fato de que o leite de jumenta não requer a pasteurização. A pasteurização é o processo pelo qual as bactérias, protozoários, fungos e leveduras são destruídas por aquecimento de um líquido. Cada gota de leite produzido em fazendas leiteiras de vaca deve passar por esse processo ou corre o risco de ser prejudicial aos seres humanos. Não é preciso dizer que este é um processo caro. Leite de jumenta não contém bactérias naturais, por isso é absolutamente segura para beber direto da jumenta! De fato, alguns estudos têm mostrado que leite de jumenta até mesmo contém imunoglobulinas que impulsionam o sistema imunológico. Não foram feitas pesquisas  suficientes sobre este tema para fazer declarações sólidas, mas o leite de jumenta é potencialmente útil para pessoas com a função do sistema imunológico reduzida, como pacientes com câncer.

A mulher mais velha do mundo morreu aos 116 anos de idade e fez um auê na mídia quando sua família atribuíu a sua longa vida útil ao consumo de leite de jumenta durante toda a sua vida. A mulher equatoriana viveu um estilo de vida saudável, mas realmente faz você pensar! Existem também lendas de que Cleópatra se banhava em leite de jumenta para manter sua pele jovem e bonita, talvez ela soubesse de alguma coisa.


Onde eu posso conseguir isso?

A popularidade do leite de jumenta está crescendo rapidamente na Bélgica e França. A bélga Asinerie du Pays des Collines no Chateau des Mottes, de propriedade de Olivier Denys, é não apenas a única fazenda de jumentas para produção de leite na Bélgica, mas também é uma das poucas existentes no mundo. Denys sabe que o leite de jumenta é uma "mina de ouro nutricional", mas ele também percebe as limitações na produção em massa. Jumentas só podem produzir cerca de dois litros de leite por dia, durante um período de três ordenhas, que realmente não pode concorrer com os 40 litros das vacas. Além disso, de suas 84 jumentas, apenas 15 estão ativamente produzindo ao mesmo tempo. Apesar dos obstáculos na fabricação, Denys diz que a produção vem aumentando a cada ano, pois cresce a popularidade e apoio. Outra vantagem que pode começar a mudar as mentes dos investidores é de que o leite de jumenta completamente corta o custo de pasteurização, o que deixa mais dinheiro para mais jumentas.

Acesso a leite de jumenta nos Estados Unidos é extremamente limitada. Suplementos de leite de jumenta é o mais perto que você pode encontrar sem realmente sair e ordenhar uma jumenta você mesmo. A indústria cosmética está lucrando com o mito de Cleópatra com a venda de sabonetes e loções que contêm frações de leite de jumenta, mas os reais benefícios nutricionais vem do consumo real de leite fresco.

América está presa em uma rotina nutricional, e a idéia de beber leite direto da teta da jumenta é, vamos falar a verdade, repugnante para a maioria das pessoas. Mas por que é diferente do que beber leite de uma vaca? Porque, vezes e vezes sem conta, a sociedade tem criado barreiras e ninguém se atreve a quebrá-las.

Os benefícios nutricionais de beber leite de jumenta são claros, a única coisa que falta é publicidade e a aceitação social.

Fonte: Donkey Business

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Beba Leite de Jumenta Para Perder Peso

 

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Todos nós já ouvimos que o leite faz bem ao corpo - mas leite de jumenta?


Pesquisadores descobriram que o leite de jumenta contém menos gordura, é mais nutritivo que o leite de vaca, e ajuda a proteger o coração, pois contém ácidos graxos ômega-3, que ajudam a reduzir o colesterol.

Para o estudo, pesquisadores da Universidade de Nápoles, Itália, testaram o leite de vaca e de jumenta em roedores.

Eles descobriram que os animais que receberam leite de jumenta tinham níveis mais baixos de triglicerídeos - um tipo de gordura encontrado no sangue - e menos stress no sistema metabólico.


Se você tem você tem altos níveis de triglicérides, pode levar ao endurecimento ou estreitamento das artérias, o que em última análise, o coloca em risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame.

Os pesquisadores também concluíram que o leite de jumenta, que é rico em cálcio, é muito semelhante ao leite humano, e pode ser usado em crianças que são alérgicas aos produtos lácteos.


Os pesquisadores, que apresentaram suas conclusões no Congresso Europeusobre Obesidade na Turquia, disse que seu "consumo deve ser incentivado."


E enquanto o leite de jumenta tem consumido há séculos em lugares como a Itália, ainda não está disponível para compra nos EUA nem no Brasil.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Orgânico ou Jumenta – O Grande Debate do Leite

 

Os argumentos sobre que leite é o melhor - semi-desnatado ou integral - são velhos: agora, aparentemente, as apostas estão no leite de jumenta orgânico

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Leite é uma coisa boa e nós devemos beber mais dele. Esta tem sido uma mensagem proeminente no Reino Unido desde que a Lei da Educação de 1946 garantiu que crianças em idade escolar recebecem leite de graça. Mas nos últimos anos, o debate mudou que tipo de leite é o melhor. Esta semana, o debate tomou um rumo inesperado quando os pesquisadores afirmaram que deveria se observar o que estava acontecento com o clima quando o leite foi produzido. Um estudo, publicado no Journal deste mês da Dairy Science e liderada por pesquisadores da Newcastle University, mostrou que "verões mais úmidos e frios podem ter um efeito negativo sobre o leite que bebemos". Um verão pobre significava que o leite tinha  "um teor significativamente maior de gordura saturada e muito menos ácidos graxos  benéficos" em comparação ao que é produzido em um ano regular.

Ele também alegou que o leite orgânico tem níveis mais altos de ácidos graxos benéficos em comparação com o leite "normal", "independentemente da época do ano ou as condições meteorológicas". Leite orgânico também tinha "30-50%"menos gorduras saturadas do que os não-orgânicos.

Em resposta, o Departamento de Saúde disse que "os tipos de ácidos graxos ômega-3 no leite orgânico são diferentes dos encontrados em peixes oleosos. São os ácidos graxos ômega-3 em peixes oleosos, que são benéficos em termos de doenças cardíacas." Acrescentou que, em nossa dieta em geral, "opções inferiores de gordura" devem ser selecionadas sempre que possível - "por exemplo a do leite, 1%", a variedade da tampa vermelha desnatado.

This is very hard to source as it can legally only be sold by the farmer direct to consumers with a label stating that it "may contain organisms harmful to health". But its advocates say that pasteurisation strips milk of much of its nutritional benefits.

Leite evoca respostas apaixonadas, e há aqueles que colocam a mão no fogo por leite integral sem ser pasteurizado, ou leite "cru". Isto é muito difícil de conseguir, pois ele só pode ser vendido legalmente pelo agricultor diretamente aos consumidores com uma etiqueta indicando que "pode ​​conter organismos prejudiciais à saúde". Mas seus defensores dizem que a pasteurização tira grande parte dos benefícios nutricionais do leite.

Alguns pensam que nós agimos colpetamente errado ao escolher beber leite de vaca. Muito melhor, dizem, é leite de jumenta - que foi amplamente vendidos no Reino Unido até o final do século 19 – pois ele contém mais proteína e menos gordura.

Então, aqui está o que deveria estar em sua lista de compras, talvez: "1 litro de leite orgânico de jumenta, não pasteurizado coletado durante um verão 'normal'." Boa sorte tentando encontrar, no entanto.


Author: Leo Hickman

Fonte: guardian.co.uk, 17 de Janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Onde Comprar Leite de Jumenta e Derivados?

 

Postamos alguns artigos sobre leite de jumenta e recebemos alguns e-mails perguntando onde comprar leite de jumenta e seus derivados. Creio que deva ser um tópico de interesse então resolvi postar uma resposta.

Até onde sei aqui no Brasil não existe nenhum tipo de comercialização do leite ou dos derivados. Na Europa e na Asia já existe criatório produzindo, e vão começar a produzir nos EUA.  Também soube que um grupo Suiço vai começar a produzir na Argentina, mas aqui por enquanto não sei de ninguém. Caso more perto de algum criatório pode ser que consiga, mas de outro jeito aqui é difícil. Pode-se tentar comprar na Europa (não sei se a importação é possivel, quem quiser pode verificar) alguns deles vendem até leite em pó. Estou adicionando os links que conheço:

http://shop.eurolactis.com/ (de todos acho este o melhor site de vendas)

http://www.asineriedupaysdescollines.be/

http://www.asinus.fr/

http://www.embazac.com/english_version.html

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Que tal tomar leite de jumenta?

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Segundo uma nova pesquisa, o leite de jumenta, bebido em tempos vitorianos, contém menos gordura e é mais nutritivo que o leite de vaca. Também é uma proteção natural para o coração, pois contém ômega 3 e seis ácidos graxos, similares ao óleo de peixe, que reduzem o colesterol.

O estudo italiano comparou o efeito do leite de jumenta em relação ao leite de vaca na dieta e na saúde. Os pesquisadores descobriram que ambos dão a mesma quantidade de energia, mas o de jumenta causa menos ganho de peso, pois levanta o metabolismo.

Adicione mais vantagens: como também é muito mais próximo do leite humano (porque sua composição também é pobre em proteínas), poderia ser dado a crianças alérgicas aos produtos lácteos normais (crianças que são alérgicas às proteínas do leite de vaca). Além disso, ele possui altos níveis de cálcio, que fortifica os ossos.

Em experimentos, os ratos que receberam o leite de jumenta também apresentaram menores níveis de triglicérides, gorduras insalubres que afetam o coração, e menos estresse no sistema metabólico.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que ele podia ser melhor do que o leite semidesnatado, de soja ou fórmula infantil, especialmente em crianças pequenas, já que contém altos níveis de cálcio para os ossos.

Fonte: http://hypescience.com/

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Queijo mais caro do mundo

 

Post image for World’s most expensive cheese

O queijo é o derivado do leite favorito das pessoas desde a antiguidade - as suas origens pré-datam qualquer registro histórico. Ele vem em diversas formas, sabores e texturas e podem fazer parte de qualquer coisa desde uma pizza à um prato que acompanha uma garrafa de vinho fino.


Mas há um tipo de queijo que você muito provávelmente nunca viu, pois é bastante raro e um dos queijos mais caros do mundo.


Ao preço colossal de € 1.000 (R$ 2.400) o quilo, o Pule ("potro" em sérvio) é produzido pela Reserva Natural de Zasavica na capital da Sérvia, Belgrado. Mas o que faz este queijo tão ridiculamente caro? A resposta é simples: leite de jumenta.

O gerente da reserva, Slobodan Simic, diz que nenhum outro componente especial é usado ​​para criar este queijo defumado - o alto preço é baseado somente no valor do leite de jumenta utilizado para fabrica-lo.


Mas não se surpreenda muito - o valor do leite de jumenta não é um fenômeno recente. A antiga rainha egípcia Cleópatra é conhecida por ter se banhado em leite de jumenta, a fim de preservar a beleza da sua pele. Foi usado também como uma forma de desinfetante nos tempos antigos. Os gregos o consideravam como um excelente remédio para doenças, enquanto os romanos consideravam uma bebida de luxo. Hipócrates, o recomendava para tratar diferentes tipos de doenças, bem como um remédio contra a intoxicação e para curar feridas.

O leite utilizado para fazer o queijo mais caro do mundo é coletado de 100 jumentas dos Balcãs que moram na reserva. A gordura do leite é baixa, o que de acordo com Simic, é a razão de ninguém mais produzir ele.

O sucesso da reserva com o Pule levou a equipe da reserva a  encontrar outras aplicações para o leite de jumenta, incluindo cosméticos e um licor de leite de jumenta especial.


Atualmente, o Pule é feito apenas por encomenda antecipada, o que significa que você vai ter que entrar rápido na fila para conseguir o seu pedaço!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Leite de Jumenta Contra Alergia

 

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Pesquisa valida o uso essa alternativa

A prevalência da alergia às proteínas do leite de vaca é mais significativa na infância, e diz respeito a cerca de 3% das crianças menores de 3 anos de idade: essa é de fato a alergia alimentar mais freqüente em crianças.

Na maioria dos casos essa alergia não dura a vida inteira, desde que, com o passar dos anos a criança adquira tolerância aos elementos do leite. No entanto, 15% dos indivíduos que apresentam essa alergia na infância continuam com ela na idade adulta. Do ponto de vista clínico, a alergia às proteínas do leite de vaca pode levar a sintomas de gravidade variável, que podem incluir:

  • da pele (eczema atópico, urticária, angioedema exantema);
  • o sistema gastro-intestinal (retardo no crescimento, refluxo gastroesofágico grave, diarréia crônica, constipação persistente, síndrome de má absorção, vômitos recorrentes, enterocolite, inflamação do reto);
  • reações anafiláticas potencialmente perigosas para a vida (edema de glote, hipotensão que pode ir tão longe como choque, asma aguda, a pele e aguda os sintomas gastro-intestinal).

 Base de Tratamento

A base do tratamento da alergia ao leite de vaca é o de retirar totalmente da dieta da criança o leite (leite em pó ou leite de vaca genuíno), seus derivados, alimentos que sabemos que contém as proteínas acima mencionadas (por exemplo, bolos e biscoitos), bem como fontes ocultas de proteínas do leite (por exemplo, presunto cozido com adição de caseína, como um preservante, certos tipos de pão, margarina, sopas prontas, certos medicamentos, etc.) Ano após ano, deve-se re-avaliar a possível aquisição da tolerância, por meio da repetição a ingestão e testes específicos para medir a alergia.

Nos dois primeiros anos de vida (e particularmente durante o primeiro ano) o leite de vaca, pasteurizado ou em outra fórmula adaptada e seus derivados representam o alimento com o qual a criança satisfaz, pelo menos, metade da energia nutricionais que ele ou ela necessita, além disso, representa a principal fonte de cálcio, cuja necessidade é muito alta nessa idade. Por conseguinte, é evidente que não é possível prescrever uma dieta que elimine completamente o leite de vaca e seus derivados, sem substitui-lo primeiro. Este substituto deve idealmente possuir as seguintes características:

  • adequação nutricional;
  • palatabilidade (sabor agradável é uma condição sine qua non, dada a idade dos pacientes jovens);
  • preço modesto;
  • um hipoalergenicidade ou alergenicidade (em outras palavras, proteínas contidas no substituto não devem ser reconhecidos como "inimigos" pelo sistema imunológico, que, neste caso, não causa nenhum tipo de reação alérgica após a ingestão);
  • nenhuma reação similar as do leite de vaca (as proteínas contidas no substituto não devem ser semelhante ao do leite de vaca, de um ponto de vista estrutural, caso contrário o sistema imunológico também reagem contra eles, não diferencia entre um ou o outro).

As principais organizações pediatras americanas e européias, que estudam as alergias e gastroenterologia hoje prevem a utilização de hidrolisados protéicos ou fórmulas acidas avançadas ou (em alguns casos), fórmulas à base de proteína de soja para crianças alérgicas ao leite de vaca que não são amamentadas.

"Hidrolisados avançados" são leites formulados cujas proteínas (a partir do leite de vaca, soja ou arroz) foram finamente "divididas", para serem o menos reconhecíveis possivel pelo sistema imunológico; amino fórmulas à base de ácido nem sequer contêm pequenos "pedaços" das proteínas, mas apenas simples" pérolas"(aminoácidos) do "colar "(as proteínas).

Esse leite é, portanto, totalmente anti-alergênico porque o sistema imunológico já não pode reconhecer a proteína que os aminoácidos provêm. Do ponto de vista nutricional, estas duas fórmulas são seguras, seu custo é elevado e, infelizmente, acima de tudo o gosto deles é extremamente desagradável, a tal ponto que algumas crianças (geralmente os mais velhos, mas às vezes também as crianças com idade entre 6 meses e acima) se recusam consumi-lo mesmosendo  adoçado ou misturado com frutas.

Leite de soja é mais econômico e bem mais agradável e totalmente adaptado do ponto de vista nutricional, mas algumas crianças alérgicas ao leite de vaca também são alérgicas ao de soja e não podem ingeri-lo, pois é contra-indicado para seu tipo de alergia (por exemplo: grave atraso de peso com má absorção). Há, portanto, um grupo de crianças alérgicas ao leite de vaca para quem não é fácil encontrar uma fórmula de substituição, seja porque não é possível a utilização de leite de soja ou porque outras fórmulas são categoricamente recusadas por essas crianças.

Leite de outros mamíferos

Já foi estudada a  possibilidade de ser usado leite de outros mamíferos para crianças aérgicas ao leite de vaca, como:

  • Bufala;
  • Cabra;
  • Ovelha;
  • Égua;
  • Camela;
  • Jumenta.

No entanto, os três primeiros não podem ser utilizados porque contem proteínas muito semelhantes às do leite de vaca. O leite de cabra e o leite de ovelha são muito desequilibrados para uma criança de um ponto de vista nutricional.


Os primeiros dados sobre o leite de égua e o leite de camela são interessantes, mas possui dificuldades de abastecimento na Europa.

Leite de Jumenta

O leite de jumenta, tem sido estudado em dois pequenos grupos de crianças alérgicas ao leite de vaca, com resultados iniciais promissores quanto à sua tolerância, digestibilidade e aceitação pelos pacientes jovens. Este leite possui na verdade, um gosto doce e agradável, pois se assemelha ao leite materno. Além disso, tem qualidades nutricionais que a tornam uma alternativa válida ao leite de vaca para as crianças alérgicas.