Bem Vindo ao Blog do Pêga!

Bem Vindo ao Blog do Pêga!

O propósito do Blog do Pêga é desenvolver e promover a raça, encorajando a sociedade entre os criadores e admiradores por meio de circulação de informações úteis.

Existe muita literatura sobre cavalos, mas poucos escrevem sobre jumentos e muares. Este é um espaço para postar artigos, informações e fotos sobre esses fantásticos animais. Estamos sempre a procura de novo material, ajude a transformar este blog na maior enciclopédia de jumentos e muares da história! Caso alguém queira colaborar com histórias, artigos, fotos, informações, etc ... entre em contato conosco: fazendasnoca@uol.com.br

sábado, 15 de maio de 2010

Raças de Jumentos – Parte 1

Eu estava lendo uma revista onde havia a foto de um jumento francês e percebi que pouco conhecia sobre outras raças de jumentos sem ser o Pêga e o Jegue (o jumento nordestino), resolvi pesquisar…
Hoje, devido a diversos fatores como alimentação, ambiente, cruzamentos, etc…, existem diversas raças de jumentos espalhadas pelo mundo, a lista que vou apresentar  tenho certeza que está incompleta,  estes são apenas as que encontrei.  Basicamente existem dois nixos de Equus asinus, o Europeu de origem provavelmente mediterrânea; e o Africano originário da bacia do Nilo. Encontrei inclusive algumas informações sobre raças de jumentos não domesticadas, selvagens…
Como são muitas vou postar aos poucos as informações que encontrei sobre as diversas raças…
  • Pêga

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Não existiu sempre jumentos no Brasil. O jumento chegou ao Brasil com os colonizadores na época da descoberta, a origem tanto do jumento Pêga, quanto do jumento Brasileiro e do jumento Nordestino no país é bem similar nesse ponto. Não houve de início uma seleção para esses animais, certos grupos por estarem na mesma localidade adquiriram caracteristicas similares.

 

As raças começaram a divergir realmente uma da outra por cruzamentos feitos com raças importadas, o ambiente e obviamente o trato. Presupõe-se que a primeira importação tenha sido feita por Martin Afonso de Souza em 1534, trazidos da Ilhas da Madeira e das Canárias para São Vicente. Mais tarde pela caravela "Golfe", Tomé de Souza trouxe para a Bahia (1549) jumentos de Cabo Verde. Ainda no tempo Colonial deve ter havido introduções de jumentos espanhóis e africanos. Já no fim do século passado foram feitas importações de jumentos italianos e espanhóis, promovidas pelos imigrantes e pelo Ministério da Agricultura. No Sul, predominaram as compras Argentinas, onde se podiam adquirir excelentes jumentos das melhores raças.

Quanto aos jumentos que deram origem ao Pêga, podem ter sido introduzidos no tempo de D. João VI, como vindo do Egito diretamente, ou via Abissinia, a qual, Portugal mantinha comércio regular. É julgado originário de jumentos italianos e egípcios, porém, pela história da raça, é muito duvidosa a intervenção dos primeiros. É de se supor, isto sim, que descendam de jumentos de origem portuguesa e egípcia apenas. Se houve cruzamentos com italianos, estes foram recentes.
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A raça pêga é de nobre origem e considerada de estirpe, formada em Minas Gerais. O nome Pêga  foi dado pelo costume que se tinha em Lagoa Dourada de marcar a fogo esses animais com um simbolo  que parecia com a algema (duas argolas de ferro) de prender escravos pelo tornozelo, chamada Pêga. A raça originou-se no começo do século passado, por volta de 1810, na fazenda do Cardume pertencente ao padre mineiro Manoel Maria Torquato de Almeida, no atual Município de Entre Rios de Minas, que iniciou a mestiçagem e a seleção de melhores exemplares. Mas a raça ganhou força mesmo em uma fazenda em Lagoa Dourada, município mineiro próximo a São João del Rei, por obra do Coronel Eduardo José de Resende, proprietário da Fazenda do Engenho Grande dos Cataguazes, que em 1847, comprou dois machos e sete fêmeas do plantel do padre Manoel  e continuou o aprimoramento em seguidos cruzamentos.  O desenvolvimento da mineração nos séculos XVIII e XIX nas Minas Gerais , fez crescer a preferência de desenvolver a produção de muares para atender àquela atividade e o jumento pêga entrou em alta.
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Guarany, um dos mais importantes reprodutores da raça Pêga na década de 50, nascido em 20.05.47, na Fazenda "Maracujá", no município de Lagoa Dourada.

Hoje em dia, o jumento Pêga não está mais concentrado em Minas Gerais, pode ser encontrado em grandes criatórios por todo o Brasil. A raça Pêga é hoje, o orgulho da pecuária nacional. O Pêga é o jumento que se afirma , tornando-se o jumento da "PREFERÊNCIA NACIONAL" .

    PADRÃO DA RAÇA: - Estatura: de 135cm (em média de 130 para os machos e 125 para as fêmeas).  - Perímetro torácico: de 148cm no macho e 144 na fêmea. - Peso: de 300Kg no macho e 240 na fêmea. - Pelagem: a mais comum é a "pêlo-de-rato". É freqüente a ruã (preferida pelos criadores) ou rosada; é rara a tordilha, sendo indesejáveis a ruça e a branca. O pêlo é fino, curto, macio, por vezes ondulado. - Cabeça: fina, seca, despontada para o focinho e sem proeminências. A fronte é larga e curta, de perfil direito, convexilíneo, nos machos. Alguns animais têm fronte plana e chanfro levemente acarneirado, perfil que, segundo alguns autores, é o mais desejável. As faces são paralelas, as orelhas grandes, de largura média, de preferência eretas e paralelas, voltadas para frente (atentas). Boca bem rasgada e ventas espaçosas. - Pescoço: longo e musculoso, bem dirigido e bem ligado à cabeça e ao tronco. - Corpo: delgado e elegante, com lombo comprido. Prefere-se que a região dorsolombar seja curta, larga, musculosa e direita. A garupa é curta, inclinada e musculosa. A cauda tem inserção baixa e vassoura cheia. As costelas são separadas, regularmente arqueadas, formando um costado cheio. - Membros: altos de ossatura forte e fina, com articulações sólidas e limpas. As espáduas oblíquas; as quartelas médias e regularmente inclinadas. Cascos bons e escuros.  APTIDÕES: O Pêga produz muares fortes, vivos, sadios, altos, de cores claras, sendo utilizados tanto para sela como para a tração.
         
                    • Brasileiro

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                    Não existiu sempre jumentos no Brasil. O jumento chegou ao Brasil com os colonizadores na época da descoberta, a origem tanto do jumento Pêga, quanto do jumento Brasileiro e do jumento Nordestino no país é bem similar nesse ponto. Não houve de início uma seleção para esses animais, certos grupos por estarem na mesma localidade adquiriram caracteristicas similares. As raças começaram a divergir realmente uma da outra por cruzamentos feitos com raças importadas, o ambiente e obviamente o trato. Presupõe-se que a primeira importação tenha sido feita por Martin Afonso de Souza em 1534, trazidos da Ilhas da Madeira e das Canárias para São Vicente. Mais tarde pela caravela "Golfe", Tomé de Souza trouxe para a Bahia (1549) jumentos de Cabo Verde. Ainda no tempo Colonial deve ter havido introduções de jumentos espanhóis e africanos. Já no fim do século passado foram feitas importações de jumentos italianos e espanhóis, promovidas pelos imigrantes e pelo Ministério da Agricultura. No Sul, predominaram as compras Argentinas, onde se podiam adquirir excelentes jumentos das melhores raças.

                    Há muito não recebe influência de sangue exótico.  O padrão da raça estabelece os seguintes requisitos:
                    Cabeça ­ De perfil retilíneo ou sub-convexilíneo, apresentando a linha da fronte e do chanfro pouco convergente com a do bordo inferior da mandíbula. A cabeça, observada de perfil, nunca deverá ser acentuadamente afunilada. Nos machos, será relativamente grande e máscula, sendo, nas fêmeas, mais leve, com expressão feminina. Os olhos devem ser relativamente pequenos, oblíquos e vivos. As arcadas orbitárias bem salientes.
                    Pescoço
                    ­ Reforçado, grosso, bem implantado no tronco, dando boa inserção à àcabeça.
                    Orelhas ­ Grandes, eretas, bem implantadas, dirigidas para cima e com as pontas recurvadas (atezouradas).
                    Tronto ­ Compacto e de bom comprimento, com linha dorso-lombar tanto quanto possível reta e harmoniosamente ligada à garupa.
                    Garupa ­ Acompanhando a linha dorso-lombar, comprida, musculosa e esse comprimento deve ser sempre igual ou superior à sua largura nas ancas.
                    Membros ­ Reforçados e enxutos, com articulações largas e fortes, tendo os cascos lisos, de altos talões. Bons aprumos.
                    Pelagem ­ Qualquer. é mais apreciada a pelagem denominada ruã. Pêlos curtos, lisos ou levemente ondulados.
                    Altura ­ No início do registro, os adultos deverão medir 1,20m para os machos e 1,15m para as fêmeas.
                    Muito embora a Associação estabeleça uma altura aquém da comum aos jument exóticos (Poitou, Espanhol, e até mesmo ao Italiano), é bem de ver como pode produzir excelentes muares o ainda pequeno jumento Brasileiro, quando lhe oferecem éguas de boa estatura. As qualidades psíquicas, grande sobriedade, robustez, boa massa muscular que permite proporcionar uma conformação bem apresentável, uma vivacidade e agilidade bastante pronunciadas, fazem o jumento Brasileiro muito indicado para a produção de bons muares.



                    • Nordestino / Jegue / Jerico

                    Não existiu sempre jumentos no Brasil. O jumento chegou ao Brasil com os colonizadores na época da descoberta, a origem tanto do jumento Pêga, quanto do jumento Brasileiro e do jumento Nordestino no país é bem similar nesse ponto. Não houve de início uma seleção para esses animais, certos grupos por estarem na mesma localidade adquiriram caracteristicas similares. As raças começaram a divergir realmente uma da outra por cruzamentos feitos com raças importadas, o ambiente e obviamente o trato. Presupõe-se que a primeira importação tenha sido feita por Martin Afonso de Souza em 1534, trazidos da Ilhas da Madeira e das Canárias para São Vicente. Mais tarde pela caravela "Golfe", Tomé de Souza trouxe para a Bahia (1549) jumentos de Cabo Verde. Ainda no tempo Colonial deve ter havido introduções de jumentos espanhóis e africanos. Já no fim do século passado foram feitas importações de jumentos italianos e espanhóis, promovidas pelos imigrantes e pelo Ministério da Agricultura. No Sul, predominaram as compras Argentinas, onde se podiam adquirir excelentes jumentos das melhores raças.

                    Como não possuímos registros históricos dignos de confiança sobre o primeiro de nossos jumentos, tudo que se disser a respeito, não passará de hipóteses. Acredita-se que os jumentos nordestinos ou jegues descendem do Norte-Africanos, embora se diga que tenham feito uma escala nas ilhas portuguesas.
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                    O jumento nordestino, vulgarmente chamado de jegue no Nordeste brasileiro, é um dos animais que maiores serviços tem prestado naquela regiao, onde foi introduzido ha mais de quatrocentos anos, e onde é utilizado no trabaiho e no transporte junto a populações carentes. Mesmo tão útil, está praticamente extinto. Em 1954, milhares de jumentos nordestinos, os populares jegues, foram sacrificados para a fabricação de vacina anti-rábica. Houve protestos. O jumento também sofreu uma redução de seu rebanho entre 1967 e 1981 de 75% (segundo dados da Embrapa). De lá para cá a populacäo vem diminuindo ano a ano, principalmente desde que diversos matadouros se estabeleceram naquela região, por causa do abate indiscriminado feito pelos frigoríficos, motivando uma nova série de manifestações. Os matadouros clandestinos realizam abates indiscriminados com a finalidade de exportar sua carne para o preparo de rações para animais de estimação. Grande parte da carne de jumento brasileira é exportada para o Japão.


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                    No município de Barcelona e regiões vizinhas é possível perceber que o jumento infelizmente já faz parte da paisagem das rodovias do sertão, aumentando o número de acidentes com automóveis. Abandonados pelas estradas, eles acabam sendo atropelados. O irônico é que foi a própria abertura de rodovias que decretou o fim do valor comercial dos animais substituídos pelo transporte motorizado.

                    Em 1992, o Cenargen - Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma unidade da Embrapa, começou a formar um banco de sêmen e a criar animais rústicos brasileiros que corriam o risco de desaparecer. Entre os animais escolhidos estava o jumento nordestino.

                    sexta-feira, 14 de maio de 2010

                    Revista Globo Rural Agosto 1987

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                    Descobri essa edição da Globo Rural, mas só consegui a capa, será que alguem tem a revista disponível??? Seria interessante postar a matéria no blog! Basta digitalizar e me enviar…

                    terça-feira, 27 de abril de 2010

                    O que são Jumentos, Mulas, Burros, Muares, Bardotos???

                    Nas feiras e exposições sempre aparecem aquelas crianças cheias de curiosidade, querendo saber tudo sobre os animais que estamos expondo, é normal não conhecerem nada, não saberem diferenciar uma cabra de uma ovelha, um burro de um jumento, etc… afinal a maioria das crianças não cresce no campo e só vê animais nesses eventos. Mas o que me deixa de queixo caído são os profissionais e estudantes da área que assim como as crianças não tem nenhuma noção. Quantas vezes já ouvi perguntas de estudantes de veterinária e até mesmo veterinários experientes do tipo: o jumento vem do cruzamento da mula com o cavalo? O burro é filho da mula com o jumento? Para essas pessoas jumento, jegue, mula e burro é a mesma coisa, e bardoto provavelmente é um xingamento…

                    Percebi que o que falta a essas pessoas é informação, pouco se encontra sobre jumentos, especiamente em português. Até mesmo na internet, é dificil escontrar essas informações.

                    O Jumento

                       wild asses donkey
                    O Jumento (Equus asinus) é uma espécie do gênero Equino, que de acordo com Darwin deve ter sugido da variedade selvagem Asinus toeniopus, encontrado na Abissínia, Núbia e outras partes do Nordeste Africano que ficam entre o Nilo e o Mar Vermelho. O Asinus toeniopus, ou jumento selvagem africano, como também é conhecido, tem os pés listrados (listras de zebra como o pessoal que lida com esses animais costumam chamar), as cores e marcas lembram muito as diversas raças de jumentos domésticos que podem ser encontrados mundo afora, as orelhas destes são mais longas do que as dos jumentos asiáticos. Sua atividade e velocidade não pode ser comparada com as dos jumentos domesticados, pois estes últimos tiveram estes atributos negligenciados por séculos.

                    “Aqueles que só viram jumentos civilizados não fazem ideia da beleza do animal selvagem/original. Estes são a perfeição em atividade e coragem. Eles produzem um comportamento altamente ativo,  e passadas bastante ativas quando trotam livremente sobre areias e rochas, com a velocidade de um cavalo quando galopa pelo deserto sem fronteiras. Os especimes presentes no Jardim Zoológico permitirão que qualquer pessoa perceba o caráter do animal como era antes de ser alterado por gerações no cativeiro”. (Sir Samuel Baker, 1821 –1893)

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                    O zurro do jumento selvagem africano é idéntico ao nosso jumento, e Darwin inclusive notou a aversão que esses animais tem em passar por riachos, a mesma caracteristica que possui o jumento domestico. Essa é uma indicação que os jumentos domésticos são de uma linhagem oriunda do deserto, o que é reforçado ainda pelo prazer que esses animais tem em rolar na areia.

                    Alguns autores, no entanto, acreditam que o jumento doméstico é descendente do Onager, que habita o deserto montanhoso de Tartary (nome utilizado para o pedaço de terra que se estendia pela Asia Central, do mar do Japão ao mar Cáspio); outros acreditam que o animal veio do kiang ou djiggetai (Asinus hemionus) do suldoeste Asiático. Hoje, tanto o jumento selvagem africano quanto o Onager, se encontram em extinção.

                    Jumentos selvagens vivem normalmente separados uns dos outros, ao contrário dos cavalos selvagens que tendem a viver em rebanhos, pois ocupam áreas desérticas onde a comida é geralmente escarça. Por esse motivo os Jumentos desenvolveram vocalizações muito altas, que ajudam a manter o contacto com outros jumentos sobre os amplos espaços do deserto. A voz do jumento pode chegar a até três kilômetros, razão também pela qual as orelhas destes são maiores do que às dos cavalos, permitindo a estes ouviram mais facilmente seus vizinhos distantes. Os jumentos usam também as orelhas como uma forma de comunicação visual, sem falar que elas devem ajudar a dissipar um pouco do calor do deserto. Os jumentos tem um sistema digestivo forte, o que diminui a possibiliadade de cólica, e que pode digerir vegetações por muitos como não comestíveis e ao mesmo tempo tirar e guardar a umidade encontrada nessa vegetação.



                    Reino: Animalia
                    Filo: Chordata
                    Classe: Mammalia
                    Ordem: Perissodactyla
                    Família: Equidae
                    Género: Equus
                    Espécie: E. asinus
                    Nome binomial Equus asinus
                     
                    Os jumentos foram inicialmente domesticados por volta de 4500 á 3000 ac, aproximadamente na mesma época que o cavalo, e se espalharam ao redor do mundo. Eles continuam a preencher papéis importantes em muitos lugares hoje e espécies domesticadas estão aumentando em números.

                    A maneira politicamente correta de se referir ao Equus asinus, é chama-lo de jumento(a), outros termos como asno ou  jegue tendem a ofender criadores. Jegue no Brasil só deve ser utilizado para se referir ao Jumento Nordestino.

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                    O Jumento é um mamífero perissodátilo de tamanho médio, focinho e orelhas compridas, utilizado desde tempos pré-históricos como animal de carga. O jumento macho já está maduro aos dois anos (mas muitos criadores não recomendam utiliza-lo como reprodutor antes dos 3 anos), as fêmeas amadurecem antes disso. As jumentas carregam suas crias por cerca de 12 meses (mas a gestação pode variar de 11 a 14 meses), e normalmente tem apenas uma cria por gestação. Raramente acontecem gestações duplas (1.7%) e estas, quando acontecem, normalmente acabam com um, ou com os dois filhotes mortos, ambos os gêmeos sobrevivem em apenas cerca de 14% dos casos. A maioria dos burros domésticos variam de 0,9 a mais de 1,4 m de altura, embora algumas raças cheguem até 1,6 m de altura.

                    O Burro, a Mula e o Bardoto (Muares)


                    Há séculos que é feito o cruzamento entre jumento e a égua, ou a jumenta e o cavalo. Esse cruzamento resulta em um híbrido denominado muar ou mu, com características de ambas as raças: robustez, capacidade de adaptação a caminhos acidentados e a meio ambiente adverso, docilidade; pernas mais longas e, portanto, maior velocidade, maior facilidade de treino.

                    O Burro é o indivíduo do sexo masculino resultante do cruzamento de um jumento com uma égua, Equus caballus. O animal fêmea resultante do mesmo cruzamento é chamado Mula. Entretanto, o cruzamento das mesmas espécies porém invertidos os sexos (portanto cavalo e jumenta), dá origem a um animal diferente, o bardoto.
                     











                    Estes híbridos são quase sempre estéreis devido ao fato do cavalo possuir 64 cromossomos, enquanto que o jumento possui 62, resultando em 63 cromossomos. São raros os casos em que uma mula tenha parido, com efeito, desde 1527, data em que os casos começaram a ser arquivados, apenas 60 casos foram registrados.

                    Os muares são, desde tempos remotos, simultaneamente utilizados no meio rural para auxiliar nas tarefas agrícolas e para transporte.

                    segunda-feira, 26 de abril de 2010

                    Nova Diretoria ABCJ Pêga

                     

                    FOI ELEITA E EMPOSSADA A NOVA DIRETORIA DA ABCJPEGA , DIA 19/04/2010 ,PARA O TRIENIO ABRIL 2010 A ABRIL 2013

                    A ABCJ PÊGA - Associação Brasileira dos Criadores do Jumento Pêga, foi fundada em 15.08.47, com os objetivos primordiais de proceder o registro genealógico, a preservação, seleção, aprimoramento e difusão da RAÇA PÊGA. É uma sociedade civil, sem fins lucrativos, com sede na cidade de Belo Horizonte-MG, AV.AMAZONAS , 6020 - PARQUE DE EXPOSIÇÕES "BOLIVAR DE ANDRADE". Os quase 800 sócios encontram-se distribuídos em praticamente todos os Estados, sendo que Minas Gerais lidera em contingente populacional, seguida por Bahia e São Paulo. A atual Diretoria é formada pelos seguintes criadores:

                    TRIENIO ABRIL 2010 A ABRIL 2013

                    DIRETOR PRESIDENTE

                    MARCO ANTÔNIO ANDRADE BARBOSA
                    DIR.VICE PRESIDENTE
                    JOÃO BOSCO MOURA TONUCCI

                    2º DIR.VICE PRESIDENTE

                    MÁRCIO JOSÉ DE CAMPOS
                    3º DIR.VICE PRESIDENTE

                    TARCÍSIO RESENDE

                    1 º DIR.TESOUREIRO
                    LUIZ FELIPPE HADDAD

                    2 º DIR. TESOUREIRO
                    MÁRIO MODESTO

                    1 º DIR. SECRETÁRIO

                    RIMA AGROPECUÁRIA E SERVIÇOS LTDA (RICARDO A. VICINTIN)
                    2 º DIR. SECRETÁRIO
                    JOSÉ LAVINAS DA ROCHA

                    1 º DIR. SOCIAL

                    JOÃO LUCAS MANSUR B. DE ALCOBAÇA CAMPOS
                    2o. DIR. SOCIAL
                    RENATO JOAQUIM DE RESENDE

                    CONSELHO CONSULTIVO

                    AGROPECUÁRIA PALMA LTDA

                    ANDRÉ GARRIDO GIUNCHEDI

                    ANDRÉ LUIZ FERREIRA SILVA

                    ANTÔNIO PAULO ABATE

                    CÉLIA R. HILGEMBERG VILLELA COSTA

                    CELSO DONIZETE DA SILVA

                    CLÁUDIO SABINO CARVALHO

                    CLAYTON LEAL BRUM

                    DEMÉTRIUS MARTINS MESQUITA

                    EDMO DIAS PINHEIRO

                    EULER MIRANDA DA COSTA

                    FÁBIO BISCEGLI JATENE

                    FRANCISCO ROBERTO DE NEGREIRO LLORÉNS

                    GABRIEL JERÔNIMO DE FIGUEIREDO FILHO

                    HÉLCIO SENA PINTO

                    HÉLIO MAGALHÃES COSTA

                    JOÃO ANDRÉ DA SILVA

                    JOÃO ANTÔNIO GABRIEL

                    JOÃO BIONDINI

                    JOSÉ NILSON GUIMARÃES

                    JOSÉ PINHO MAIA

                    LAURO MEGALE NETO

                    LIGIA HONORINA DE ANDRADE MOREIRA

                    MÁRIO MANOEL DA COSTA

                    MAURÍCIO ANTÔNIO DO VALE FARIA

                    NELMAR ALVES DE ARAÚJO

                    NILO LEMOS BATISTA DA COSTA

                    PAULO EDUARDO SOUZA DE FIGUEIREDO FERRAZ

                    PEDRO MONTEIRO GUIMARÃES BORGES

                    RAIMUNDO MARTINS MESQUITA

                    RICARDO GOULART CARVALHO

                    ROBERTO RESENDE PAULINELLI

                    SÉRGIO BATISTA COELHO

                    VICENTE DE PAULO RESENDE

                    ZENÓBIO CEDRAZ OLIVEIRA

                    CONSELHO FISCAL
                    SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL

                    CRISTIANO CARVALHO MARZOLA

                    FRANCISCO ANIZIO GARDINGO

                    HAROLDO PEREIRA DA ROCHA

                    DIMAS SILVA FERRAZ

                    FÁBIO MOURA PASSOS

                    MARCOS GERALDO CAMPOLINA BELO


                    CONSELHO DELIBERATIVO TÉCNICO

                    PRESIDENTE: - Rivaldo Nunes da Costa

                    Augusto Cançado e Sales

                    Clayton Leal Brum

                    Cleiton Eustáquio Braga

                    Eduardo Libio Torres

                    João Lucas Mansur B.A.Campos

                    José Carlos Magalhaes

                    Mendelssohn de Vasconcelos

                    Tarcisio Resende Júnior

                    Viriato Mascarenhas Gonzaga III

                    terça-feira, 20 de abril de 2010

                    Leilões e Eventos de Jumentos e Muares Pêga

                     

                    CONVITE LEILÃO HELINHO

                    Revista O Pedigree 1986

                    Recentemente, dei de cara com um exemplar da revista O Pedigree (que até onde sei não existe mais) de 1986 que no mês de abril fez uma edição especial sobre jumentos da raça Pêga. Resolvi postar algumas matérias e propagandas dela que achei interessante. O que mais gostei foi de encontrar fotos de animais que fizeram história na raça, especialmente porque é muito difícil, encontrar fotos de animais dessa época pela Internet.


                    Editorial
                     
                    Quem diria, o jumento pêga se valorizou mais que muitos cavalos de raça, nos últimos anos. E porque razão? Diriamos que por razões diversas, mas principalmente pela necessidade de se ter um animal forte e de boa capacidade de tração e trabalho, em diferentes regiões climáticas e geográficas deste país continental.
                     
                    Em princípio, poucos acreditavam no desenvolvimento da raça e até algum tempo atrás, o ato de criar jumentos era visto como chacotas pelos incrédulos. Porém, os altos custos da mecanização rural e a desenfreada inflação dos insumos e subprodutos do petróleo trouxeram de imediato a necessidade da utilização dos animais de tração de volta ao campo.
                     
                    O cruzamento de jumentos da raça Pêga com éguas de boa qualidade gera excelentes produtos de serviços, que, por conseguinte, também tem conseguido expressivas valorizações.
                     
                    Dessa forma , ao criador de jumentos sobram razões para continuar investindo em sua criação, seleção e desenvolvimento até porque, existe muito espaço mercadológico, ainda para ser coberto, e isto, sem dúvida, representa boas lucratividades.
                     
                    O preconceito com a criação praticamente inexistente, e agora, por incrivel que possa parecer, criar jumentos é sinônimo de inteligência.
                     
                    Assim, conscientes da expansão do mercado, dia a dia surgem novos criadores, que estão fazendo dos jumentos Pêga, uma nova e grande atração racial e comercial da pecuária Brasileira.
                     
                    Carosi
                     
                    Origem e História
                     
                     
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                    O JUMENTO PEGA TEM MOSTRADO CONSIDERAVEL
                    EVOLUÇÃO NOS ÚLTIMOS ANOS, FRUTO DE UM
                    TRABALHO ARDUO DE SEUS CRIADORES.
                    NESTE BREVE RELATO CONTAMOS UM POUCO DE
                    SUA ORIGEM E HISTÓRIA.


                    A origem das nossas raças repousa nos animais que foram introduzidos no País pelos colonizadores. Nestes anos de
                    criação desordenada, nas mais diversas condições edáficas, lograram produzir grupamentos mais ou menos nurnerosos,
                    que depois foram melhorados por cruzamentos com raças importadas e um melhor trato, resultando em duas raças
                    definidas, o jumento Brasileiro e o Pega, e no jumento comum ou nordestino suscetível de melhoramento.

                    Entre os animais usados na lavoura, nos transportes e no campo,
                    ressaltam-se os muares que, pela sua força, agilidade, rusticidade e sobriedade levam grande vantagem sobre os eqüinos e bovinos. Decorre dai a necessidade do melhoramento dos nossos asininos e sua maior utilização em nosso meio, pois são ainda capazes de satisfazer os nossos reclames.

                    A raça Pega foi formada em Minas Gerais. O seu nome Pega originou-se da marca a fogo com que eram assinalados esses animais, em Lagoa Dourada, um dos maiores núcleos de criação, que parecia com a algema de prender escravos, chamado Pega.
                    Por volta de 1810, o Padre Manoel Maria Torquato de Almeida iniciava na Fazenda do Curtume, no atual municipio de Entre Rios de Minas, a criação e a formação de um tipo de jumento, trabalho este que, continuado pela familia Resende, viria a constituir a raça Pega, hoje bem conhecida e inigualável na produção de muares. Hoje em dia o jumento Pega está espalhado por todo o Brasil, sendo, em Minas Gerais, sua maior reserva criatória, devido a trabalhos de vários técnicos que reconheceram acima de tudo que o jumento Pega é extremamente necessário.

                     

                    Anemia Infecciosa Equina

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                    É uma doença de caráter infecciosa, contagiosa, causada por um vírus, possui longa duração e sobretudo incide sobre os equídeos.

                    Esta doença também é conhecida como "FEBRE DOS PANTANOS". E caracterizada por uma alta febre e têm nos pantanos, o local
                    de maior disseminação.

                    Inicialmente foi diagnosticada na Austrália, no fim da década de 50, porém de há muito tempo estava incidindo naquele pais.

                    A anemia infecciosa equina está presente em todos os cantos do planeta, mas as principais áreas enzoóticas, são as regiões norte do Canadá, porém sua incidência está aumentando consideravelmente.

                    O indice de mortalidade é de aproximadamente de 50%, mas em determinadas áreas pode chegar a dizimar totalmente os animais.

                    O vírus da A.I.E., foi disseminado em larga escala, durante o tempo da guerra, devido a intensa utilização dos cavalos como
                    meio de locomoção para os soldados e materiais.

                    Atualmente existe o problema de animais portadores, o que prejudica em muito o seu comércio. Neste caso, (onde temos um
                    animal ”portador"), o diagnóstico é um pouco dificultado a n|'vel comercial, deixando os compradores receosos quando na obtenção dos mesmos.

                    Etiologicamente a enfermidade é causada por um virus, e afeta os eqüideos em geral. lndiferentemente as faixas etária ou caracterís-
                    ticas raciais.


                    O vírus tem certa resistência à produtos desinfectantes, fen/ura, mas quando exposto a luz solar é destruído. Em temperatura am-
                    biente permanece por determinado tempo em excreções (fezes, urina) e também no sangue.


                    Nos animais recuperados da doença, 0 vírus pode permanecer incubado por longo tempo, entretanto, estes animais são resisten-
                    tes, a uma nova infecção.

                    Os animais mais facilmente atingidos são os que estão parasitados ou mesmo subnutridos.

                    O virus está presente, praticamente em todos os tecidos, secreções e excreções e pode permanecer por muitos anos no organismo, tornando o animal portador, resistente à reinfecção, mas continuando como uma fonte de disseminação da doença. Estes portadores é que disseminam o vírus em regiões onde até
                    então eram áreas não contaminadas.

                    Para haver uma disseminação e uma posterior infecção, o contato deve ser freqüente e intimo.

                    Pelo fato da doença se difundir no verão e em regiões pantanosas ou com vegetação rasteira nos leva a pensar que picadas por insetos (”tabanidíos"), seja a forma mais importante da infecção. Também existe a possibilidade da infecção intra-uterina. Outro tipo de infecção, é aquela por instrumentos cirúrgicos, agulhas
                    ou similares, desde que estes estejam sem a devida assepsia e usados indiscriminadamente.

                     

                    Um item importante, é aquele que se refere a utilização de adubos, este deve ser esterilizado antes do uso, já que pode ser uma fonte de infecção.


                    O contato direto entre os animais aparece também como provável meio de transmissão, por materiais utilizados como Swabs, para a coleta de saliva para alguns testes.

                    Quanto ao periodo de incumbação, isto é, tempo em que o vírus está presente no organismo, mas não dá sintomatologia da
                    doença, é de 2 a 4 semanas em condições normais de infecção, estando o vírus presente na corrente sangüínea e a hipertermia (febre) se dá após o 109 dia.

                    Quando houver uma sintomatologia grave, o vírus poderá ser encontrado em grandes concentrações em vários órgãos: fígado, baço, linfonodos.

                    Ocorrendo uma invasão pelos virus, temos uma excessiva destruição de eritrócitos (hemáceas), provavelmente por ser uma reação imunológica.

                    Também estará diminuindo o período de vida dos eritrócitos, que é de 120 a 150 dias, durante a enfermidade será de 30 a 90 dias
                    em casos agudos e 90 a 120 dias para casos sub-agudos.

                    Sintomatologicamente os animais apresentam graus variados em primeira exposição, os sintomas são classificados então em
                    agudos e sub-agudos. Inicialmente o ataque é brando, ocorrendo uma recuperação do estado orgânico do animal.

                    Geralmente, o animal tem seu estado orgânico decaído, ocorre uma debilidade, incoordenação. Também temos febre por volta de 410 graus tanto acima como para baixo. Hermorragias em forma de pontos (Petequias), na língua e conjuntiva especialmente, edema no abdomem e nas patas, temos ainda
                    ictericia.

                    Os ruídos cardíacos estão aumentados em sua freqüência e intensidade, quando o animal é submetido a esforços relativamente moderados, estes ru idos ficavam bastante evidentes. Ocorre miocardite manifestada por taquicardia, sendo um sinal para diagnóstico. O baço é palpável no toque retal devido a um aumento do seu tamanho. As éguas prenhas
                    podem sofrer aborto.

                    Alguns animais podem recuperar seu estado clínico após um curso de até três semanas, outros no entanto chegam a morrer devido a um processo evolutivo de até duas semanas.

                    Os animais que apresentaram recuperação, após três semanas podem sofrer recaída, embora menos grave que a inicial, não estando afastada a possibilidade de morte durante esta
                    recaída, que está ligada a debilidade, insuficiência cardíaca, desgaste, estados febris, emagrecimento e como sintoma final, palidez de mucosas.


                    Uma característica marcante da doença, a queda do nivel de eritrocitos, normalmente não é observada no ataque inicial da doença.

                    A tomada de temperatura tem valor maior no diagnóstico, que os exames hematológicos, pois o quadro sanguíneo retorna a ni-
                    veis quase normais entre os ataques.

                    Entre os testes para os diagnósticos, temos a fixação de complemento que nos dá certa segurança, bem como o teste da precipitina, quando feito com intervalo de uma semana entre o primeiro e o segundo teste.

                    Entretanto, o teste laboratorial mais utilizado atualmente é o teste de imunodifusão em agar-gel (0 teste de Coggins).

                    Clinicamente o diagnóstico é um tanto difícil, estando a doença em estágio agudo ou crônico.

                    Como profilaxia da doença, temos certos requisitos a serem cumpridos, bem como:

                    - eliminação de animais doentes, ou mesmo aqueles que tiveram recuperação;
                    -quando introduzir animais novos na fazenda, estes devem ficar em observação por 5 a 6 meses;
                    - animais vindos de áreas enzoóticas devem ser evitados.

                    Quanto ao meio ambiente devemos realizar drenagem de pãntanos, eliminação de insetos ou mesmo a proteção dos animais com a utilização de repelentes para esses insetos,

                    Devemos fazer assepsia de materiais cirúrgicos, agulhas hipodermica a serem utilizadas nos animais.

                    Como tratamento especifico, nada se tem em viabilidade. Podemos conseguir a recuperação clinica do animal com transfusões sanguineas e utilização de drogas hematínicas, mas como animais diagnosticadamente positivos devem ser eliminados, os tratamentos devem ser até certo ponto dispensados.


                    Persio Augusto Giannasi Júnior
                    médico veterinário

                    Biblioteca utilizada:
                    - Blood - Henderson
                    - Manual de Veterinária

                    Padrão da Raça

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                    UM DOS ANIMAIS MAIS PROCURADOS HOJE NO
                    MERCADO PECUARIO E SEM DUVIDA O JUMENTO PEGA
                    COM A DEFINIÇAO DE SEU PADRAO RACIAL AQUI
                    PUBLICADO VOCE ADOUIRE MAIORES CONHECIMENTOS
                    SOBRE ESTE ANIMAL


                    I - APARÊNCIA GERAL
                    1 ) Pelagem: Pelagens da raca (pêlo de rato, ruão e ruço), sempre com “faixa crucial” e ”listra de burro”
                    2 ) Altura: Para machos minima de 1,23m para femeas minima de 1,20m
                    3) Peso: Para machos um minimo de 220 kgs
                    4) Forma: Porte médio, tronco relativamente longo e profundo, tórax amplo, membros bem aprumados e proporcionais.
                    5 ) Constituição: Forte e de condlcoes sadlas
                    6 ) Qualidade: Ossatura forte e boas articulações pele fina coberta por pelos lisos
                    7 ) Temperamento: Vivo e de expressão franca

                    II – CABEÇA E PESCOÇO

                    1 ) Cabeça: Seca proporclonal cnespontada para o focinho
                    2) Perfil: Sub-convexo para retilineo
                    3) Olhos: Pequenos e expressivos
                    4 ) Orelhas: Grandes, firmes, bem dirigidas, paralelas, de largura média, textura fina, lanceoladas ou atezouradas
                    5 ) Boca: Rasgada, de lábios móveis e justapostos
                    6) Narinas: Largas e flexíveis
                    7 ) Pescoço: Proporcional e musculoso, bem inserido à cabeça e ao tronco


                    III - TRONCO
                    1 ) Cernelha: Definida e comprida de largura proporclonal e musculosa de preferência em nível com a garupa
                    2 ) Peito: Profundo, amplo e não saliente
                    3 ) Dorso e Lombo: Aquele médio e este curto, retos,
                    revestidos de boa musculatura.
                    4) Costelas: Fortes, separadas e suficientemente arqueadas.
                    5) Ancas: Simétricas e musculosas.
                    6) Garupa: Comprida, larga, bem inserida no lombo, ligeiramente inclinada ou tendendo para a horizontal.
                    7) Cauda: Curta, bem inserida, limpa, pêlos reduzidos, inserção média.
                    8) Orgãos Genitais: De aparência perfeita; testículos volumosos.

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                    IV - MEMBROS
                    1) Espáduas: Médias, musculosas e obliquas.
                    2) Braços: Fortes, secos e bem articulados. Antebraços: Retos, longos e musculosos.
                    3) Joelhos: Grandes e na mesma direção do ante-braço.
                    4) Coxas e Pernas: Cheias e musculosas.
                    5) Jarretes: Secos e de aprumos perfeitos

                    6) Canelas: Curtas, delicadas, isentas de taras
                    7) Boletos: Largos e bem articulados.
                    8) Quartelas: Médias e obliquas.
                    9) Cascos: Resistentes, de preferência escuros;talões altos.


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                    V - DESCLASSIFICAÇÃO
                    1) De Pelagem: Albinóide; despigmentação nas orelhas.
                    2) De Temperamento: Vícios considerados graves e transmissíveis.
                    3) De Conformação:
                    a) Cabeça: Curta, excessivamente convexilínea

                    b) Orelhas: Mal inseridas e dirigidas (cabanas) Secos e de aprumos perfeitos.
                    c) Lábios: Relaxamento das comissuras (belf0)
                    d) Pescoço: De cervo ou cangado.
                    e) Linha Dorso-Lombar: Ultra‹concaviIínea (selado).
                    f) Membros: Taras e defeitos graves de aprumos.
                    g) Cascos: Totalmente brancos.
                    h) Aparelho Genital: Defeitos congemtos, hereditarios e aparentes.
                    i) Animais com a altura da garupa superior a 6 cm a da cernelha.
                    j) Prognatismo.
                    4) Doenças congenitas, hereditarias e transmissiveis.

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                    O jumento Pega virou sinónimo de valorização. Com a crescente necessidade de minimizar os custos de mecanização nas propriedades rurais, a procura por este animal tem crescido
                    consideravelmente.

                    Nesta entrevista, o diretor do registro da Associação dos Criadores de Pega, Roberto Abramo conta-nos um pouco sobre a utilidade e desenvolvimento da raça.

                    * Pega: alta valorização na agricultura e pecuária
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                    O Pedigree - Qual o número de animais registrados que existem hoje no país?
                    Roberto Abramo - O número de animais registrados, computando-se também os controlados em todo 0 país, são
                    em número de 5.500 (cinco mil e quinhentos) aproximadamente.

                    O Pedigree - Quais os objetivos da Associação e com quantos sócios conta hoje?
                    Roberto Abramo - A Associação existe a mais de 35 (trinta e cinco) anos e o objetivo principal é a perpetuação e preservação da Raça a fim de obtermos produtos para a produção de muares.
                    São filiados nesta Associação 330 (trezentos e trinta) associados.

                    O Pedigree - Qual o procedimento para se registrar um animal?
                    Roberto Abramo - Os procedimentos para o registro de um animal se referem: primeiramente abre-se o livro no que denominamos livro-aberto. São inscritos neste livro os animais com idade de mais de 3,5 anos (2.6~muda feita). Os livros são: Número 3 para machos e número 4 para fêmeas.
                    Após estes registros os criadores controlam seus produtos por meio de comunicação de cobertura e de nascimento. Estas comunicações têm de ser enviadas à Associação em tempo hábil.
                    A Cobertura pode ser feita a campo, de setembro a março. Após esse periodo a monta terá de ser controlada através do dia, mês e ano. Estas comunicações terão de ser encaminhadas a Associação,
                    até o último dia do mês subsequente, aos das coberturas.
                    Por mais 30 (trinta) dias, o criador obterá o direito da inscrição destas coberturas, através do pagamento de multa estipulada.
                    As comunicações de nascimento têm um prazo hábil de 120 (cento e vinte) para serem efetuadas e por mais 30 dias, com o pagamento de multa. Os prazos são válidos a partir do proto-
                    colo de entrada na Associação ou escritórios desta, ou pela data do correio. Após isto, os produtos são controlados pela
                    Associação no Livro n.0 1, os machos, e no Livro n.0 2, as fêmeas. Em seguida o criador recebe o controle. Estes produtos controlados estarão em condições de registro definitivo após 3 (três) anos, onde o técnico comparece à propriedade do criador e avalia o animal de acordocom o padrão racial para registro definitivo ou não. Caso seja registrado, os machos vão para o Livro n.0 5 e as fêmeas para o Livro n.0 6.

                    Os animais machos registrados recebem do braço direito a marca da Associação. As fêmeas além da marca no mesmo local, recebem acima o número correspondente ao do registro.
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                    O Pedigree ~ Pretende-se fazer alguma alteração no padrão racial?
                    Roberto Abramo- Para o novo padrão racial a ser homologado pelo M.A. teremos as seguintes modificações principais:
                    1.0) altura do macho vai para l,25m;
                    2.0) admitir-se-à a sinalização no frontal;
                    3.0) Andamento: marcha avante;
                    4.0) tabela de pontos.

                     

                    O Pedigree - A Associação estimula cruzamentos?
                    Roberto Abramo - A Associação não entra no mérito de escolha de raças para cruzamentos com éguas, pois, é de inteira responsabilidade e competência do criador utilizá-las para produção de muares. É lógico que se o criador cruzar
                    o jumento com éguas de sela ele obterá bons muares de sela. Se cruzar com éguas de maior compleição terá muares de tração. Com éguas comuns teremos muares para sela, transporte, campo, etc. A grande vantagem é a produção de muares marchadores.

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                    O Pedigree - Como você explica a alta valorização dos jumentos Pega?
                    Roberto Abramo - O jumento alcançou grande valorização no mercado devido ao alto custo do petróleo, onerando em muito a mecanização. A produção de muares, nos leva o trabalho animal, na sela, no campo, na carga, na tração animal nos trabalhos de
                    capina, aragem e gradeação. Hoje, o criador, o produtor, dá muito valor ao trabalho anirnal, a fim de diminuir o custo operacional em suas propriedades. Dai as razões para a alta valorização do jumento na agricultura e pecuária.
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                    O Pedigree - Onde se localizam os principais criatórios do Pega?
                    Roberto Abramo -- O criatório do jumento da Raça Pega hoje está distribuido por quase todo o pais. Temos criadores da Associação no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito, Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso do Norte, Rondônia e Goiás.

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                    O Pedigree - Quais os principais cuidados que se deve ter com o Pega?
                    Roberto Abramo - O criador tem de ter bastante cuidado com as crias até um mês de idade, resguardando-se de chuva, humidade, etc.

                    ROBERTO ABRAMO
                    Diretor do Registro Genealógico da A.B.C.J.R. Pega.

                     

                    Burro Idéia Inteligente

                     

                    No leilão de Presidente Prudente, em setembro/85, a média geral de mulas, várias delas-com menos de dois anos, foi de 6.500.000 de falecidos cruzeiros. Três muares adestrados atingiram média de Cr$ 12,6 milhões e uma mula mereceu Cr$ 25 milhões.


                    As altas cotações refletem o excepcional desempenho dos muares de origem Pêga, que no Brasil tropical tem supremacia inconteste sobre os cavalos. Os muares demonstram maior resistência, rusticidade e uma notável imunidade contra doenças e ectoparasitos, especificamente em relação à mortal anemia infecciosa que dizima os eqüinos.

                    O uso de muares na sela ressalta uma aptidão incomum nos demais paises e vital nas vastas extensões do Pantanal de Mato Grosso, Centro-Oeste e Arnazônia, onde grassa a anemia e os cavalos se estropiam na lida dos rebanhos e nas longas jornadas.


                    Nossos muares de dupla aptidão, na sela e na tração, tem origem na raça de jumentos Pega, forjada na topografia quebrada de Lagoa Dourada. Na rude seleção tirou-se partido de aclimatação
                    tropical, quiçá conferida em maior grau pela infusão do sangue africano, predominando a marcha apurada, característica impar da raça.


                    PEGA X EUROPEUS
                    Enfocando as prernissas básicas do andamento, o triplo apoio dinâmico da marcha, herdado pelos muares, favorece o conforto na sela e a estabilidade do animal, minimizando o risco de falseios
                    e otimizando a transmissão de potência na tração.

                    Os jumentos europeus tem como andamento básico o trote, apenas com duplo apoio, cujo deslocamento vertical do centro de gravidade imprime trancos na sela e reduz a estabilidade. A conformação do jumento europeu já sugere um animal típico de tração, pelos membros proporcionalmente mais curtos, corpo
                    troncudo e cabeça pesada, que contrastam com as linhas buriladas e elegantes da Raça Pega.


                    No confronto com os asininos europeus a Raça Pega tem nítida vantagem, traduzida na aclimatação tropical, estabilidade e aptidão para sela.


                    RESISTÊNCIA DOS MUARES
                    Na história das civilizações os muares marcaram presença na tração, suplantando os eqüinos nas campanhas militares, provando sua resistência e capacidade de trabalho em ritmo forçado.

                    Os autores Torres e Jardim comentam que na Primeira Guerra Mundial a Inglaterra utilizou 250.000 muares. Um
                    parâmetro da resistência é documentado na campanha do Somme, onde o Serviço Veterinário Britânico atendeu 16.074
                    casos de animais debilitados, dos quais apenas 404 eram muares, ou seja, apenas 2,51%.

                    O valor do jumento não é relativo ao seu trabalho, embora seja utilizado em vários países, principalmente do Hemisfério Sul. No Nordeste temos o exemplo dos jegues que prestam trabalho co-
                    tidiano, com grande utilidade na carroça, na cangalha e até como prosaica montaria. A importância maior do jumento reside na capacidade do macho hibridar-se com a égua, gerando os muares imprescindíveis na colonização e agropecuária. A procura de muares, e por consequência do jumento Pega para reprodução, é maior que a oferta.


                    BURRO & TRATOR
                    O alto custo do combustível e equipamento direciona crescente demanda de muares para tração animal, que exige pequeno investimento e reduzida despesa na operação. inúmeras proprie-
                    dades estão conjugando burro & trator, com sensível redução de custos e ainda liberando o trator para tarefas compatí-
                    veis com seu dimensionamento.

                    O trator é adequado para áreas extensas e topografia plana, necessitando continuidade para obter produtividade. Entretanto, na propriedade rural nem todos os serviços se enquadram nestas
                    características, abrindo espaço para a tração animal, que realiza perfeitamente múltiplas tarefas com baixo custo.

                    Esta complementação, além da viabilidade técnica-econômica, permite aproveitamento de terrenos acidentados e banhados, irnpraticáveis com mecanização.

                    Várias usinas de açucar e álcool, com tecnologia de ponta e grandes áreas cultivadas, estão implantando a tração animal em tarefas específicas, com ótimos resultados, demonstrando a viabilidade também nas grandes propriedades.

                    Empresários do setor salientam que a pequena disponibilidade de muares no mercado é o fator limitante para sua maior expansão e mostram-se interessados na criação.

                    A procura do Super Jumento Pega parte inclusive de outros países sulamericanos. E plausível ern curto prazo a exportação do nosso jumento, mesmo porque desconheço a existência de ou-
                    tra raça asinina com aclimatação tropical na América Latina, com exceção dos países platinos, que dispõem de linhagens européias e de clima temperado.

                    O incremento da tração animal é refletido nas indústrias de implementos agrícolas e de arreatas, acionadas por grandes encornendas. Luis Carlos Correa Filho, da Marchesan – Implementos Agrícolas Tatu S/A., confirma uma crescente demanda.

                    Outro reflexo do interesse pela Raça Pega é enfocado pelo Dr. Roberto Abramo, da Associação Brasileira de Criadores de Jumentos da Raça Pega, que registrou em 1985 um acréscimo
                    de 157% nos associados.

                    POSTOS DE MONTA
                    A produção de muares está sendo incentivada por ações oficiais dos Estados e Municípios, consumadas na implantação de Postos de Monta. Os Postos são supridos com reprodutores Pega à
                    disposição dos agricultores, mediante cobrança de taxa simbólica por cobertura.

                    Vários municípios do Estado de São Paulo já contarn com este benefício, salientando-se, por exemplo, que na cidade de Franca o jumento Pega é o reprodutor mais procurado, conforme noticiado em 14/12/85 pelo "Estado de São Paulo".

                    O Estado do Paraná está desenvolvendo amplo programa de tração animal, já contando com uma dezena de reprodutores Pega servindo em Postos de Monta. Consta como objetivo do programa viabilizar a pequena propriedade por intermédio da tração animal, apontada como a alternativa técnica e sócio-economica mais indicada.

                    Os técnicos Ademir D. Gracciotim e Inácio A. Kroetz, respectivamente da Companhia Agropecuária de Fomento
                    Econômico do Paraná e do IAPAR, informam que dentre as raças asininas despontou a Pega, ern função das suas excepcionais características e por ser a única corn registro genealógico.
                    As muitas vantagens da tração animal despertam viva atenção dos produtores. Em outubro/85, na cidade de Sorocaba, que tem cerca de 26.000 hectares trabalhados com tração animal, 500 agricultores marcaram presença numa demonstração de muares tracionando implementos, com palestra promovida pelo Centro Nacional de Engenharia Agricola. O objetivo deste evento foi demonstrar novos equipamentos e difundir técnicas de operação.

                    Avaliando o imenso território bruto que aguarda colonização e consideram 210 MILHÕES do que apenas 16% das propriedades rurais brasileiras contam com mecanização, dá para imaginar o amplo mercado de muares e jumentos que se delineia.
                    HAJA BURRO!


                    ENG.° MARCUS ROBERTO MARCHESONI
                    Criador da Raça Pêga
                    ESTÂNCIA MR - sÃo CARLOS - SP.

                    Animais que Marcaram a Época

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