Bem Vindo ao Blog do Pêga!

Bem Vindo ao Blog do Pêga!

O propósito do Blog do Pêga é desenvolver e promover a raça, encorajando a sociedade entre os criadores e admiradores por meio de circulação de informações úteis.

Existe muita literatura sobre cavalos, mas poucos escrevem sobre jumentos e muares. Este é um espaço para postar artigos, informações e fotos sobre esses fantásticos animais. Estamos sempre a procura de novo material, ajude a transformar este blog na maior enciclopédia de jumentos e muares da história! Caso alguém queira colaborar com histórias, artigos, fotos, informações, etc ... entre em contato conosco: fazendasnoca@uol.com.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Laminite ou “Aguamento” – Pododermatite Asséptica Difusa

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Postura típica da Laminite - O animal projeta o peso do corpo para o posterior e anda com relutância

 

Com certeza a Laminite é uma Emergência Veterinária. A doença é muito conhecida por esse apelido popular, o “aguamento”.

É horrível quando a gente não sabe nada sobre o assunto.

Ficou marcada na minha vida uma situação inusitada:

Meu pai havia comprado um cavalo para mim quando eu tinha 14 anos (tenho o cavalo até hoje). Quando o compramos, ele ficava no Parque de Exposições da Granja do Torto.

Até aí tudo bem.

O problema, é que as festas agropecuárias se aproximavam e o diretor da ACP(Associação dos Criadores do Planalto) que administravam o Parque na época, mandou tirar todos os animais. E eu não tinha nenhuma fazenda ou local para levá-lo.

Mas as ordens eram de evacuar o parque.

Acabei levando-o para casa, que tinha um quintal razoável. Minha mãe ficou histérica, é claro.

Mas eu nunca havia cuidado de um cavalo na vida, em casa não tinha baia e o cavalo estava acostumado a dormir na baia. Então o cavalo acabou ficando sem comer direito por vários dias e eu fiquei muito preocupada.

Anos depois, entendi que era um hábito dele ficar sem se alimentar direito quando sofre uma mudança (ele deve ser canceriano como eu, detestamos mudar de casa).

Eu tinha 15 anos na época, estava começando a aprender a montar e ninguém da minha família conhecia nada sobre cavalos.

Então, não sei de onde minha mãe tirou a idéia de consultar um “entendido”, para ver o que estava acontecendo com o cavalo.

O “entendido” entrou no jardim de casa onde se encontrou comigo segurando o cavalo e com minha mãe, que tagarelava sem parar. Eu nunca havia visto aquele homem.

Ele não perguntou nada. Simplesmente se aproximou do cavalo, segurou em um dos boletos da mão e se afastou em seguida.

Soltou uma única frase:

-Esse cavalo está “aguado”.

Do jeito que entrou no jardim, ele saiu imediatamente, nem dando chances para um diálogo. Entrou no carro que estava estacionado na frente de casa e desapareceu.

Nunca mais o vimos.

E fiquei eu parada olhando para o cavalo sem entender patavina.

Olhei para minha mãe e quando tentei perguntar algo, ela ficara sem graça com a história toda, entrou em casa e desapareceu.

Tentei repetir o que aquele homem “entendido” havia feito e apalpei os boletos do cavalo. Mas não percebi nada de diferente. E eu também não sabia do que se tratava aquela palavra afinal. Infelizmente na época do ocorrido não havia internet, e eu não pude consultar o que significava “aguamento”.

Alguns dias depois, o stress do cavalo passou e ele voltou a se alimentar direito.

No final, o cavalo ficou tão à vontade em casa, que enfiava a cabeça pela porta do quintal e observava o movimento da casa. Batia no cachorro e comia a comida dele entre outras coisas.

Mas aquela frase, e claro, aquele “exame” nos boletos ficou na minha cabeça e somente se esclareceu quando cursei Medicina Veterinária. E aí descobri, que além de enganado, o suposto “entendido’ não entendia absolutamente nada de aguamento/laminite.

Um dos motivos da existência deste Blog , é justamente esclarecer às pessoas leigas como eu fui um dia, essas situações inusitadas que surgem no dia a dia. Sem conhecimento, somos obrigados a nos entender com “entendidos”, que no final não entendem de nada e quem sai prejudicado é o cavalo.

Vamos lá!!

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Os vasos sanguíneos que alimentam a região do casco são muito fininhos. Com o distúrbio metabólico, a circulação perférica fica comprometida.

O que é a Laminite/ Pododermatite Asséptica Difusa

É um processo inflamatório que afeta o tecido “laminar” da região interna dos cascos.

Dificilmente atinge apenas uma “mão” ou “pé”. A laminite pode ocorrer apenas nas “mãos” ou nos quatro locomotores. Nunca ouvi falar em laminite que atingisse apenas os dois posteriores.

A laminite é uma afecção metabólica, ou seja, ela geralmente é causada por algum distúrbio metabólico do cavalo, conseqüentemente levando o animal ao quadro de laminite/aguamento.

Por alguma razão metabólica, as plaquetas sanguíneas se aglomeram e dificultam a circulação sanguínea periférica.

Na região podal (dos pés) dos cavalos, os microvasos sanguíneos têm a circulação comprometida, causando dor, calor e aumento do pulso sanguíneo. Conseqüentemente provocando a típica postura do cavalo “aguado”, onde o animal projeta o corpo para trás, evitando colocar peso sobre as mãos e caminha “palpando”, como se estivesse caminhando sobre ovos.

Sintomas:

O cavalo pode passa horas deitado e levanta com relutância. Anda com dificuldade e evita colocar o peso nos anteriores.

A laminite nos anteriores é mais comum. Quando a laminite é muito grave e atinge os quatro cascos, o animal evita se levantar e pode permanecer muito tempo deitado.

O “pulso” é sentido na região dos boletos. Quando a circulação periférica está comprometida, os vasos sanguíneos da região trabalham com mais dificuldade. Assim, o pulso fica evidente nos estágios iniciais da laminite , bem como a temperatura do casco, que aumenta.

Em algums casos, os cascos podem supurar, ou seja, o casqueador ou naturalmente pode se abrir fístulas na sola do casco de onde vaza material purulento, no caso de laminites crônicas.

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O cavalo com laminite fica muito tempo deitado, emagrece, e precisa de uma baia confortável e atendimento veterinário 24 horas do dia.

Conseqüências:

Quanto mais tempo o animal permanece sem atendimento veterinário, maiores serão as conseqüências. Descolamento de casco, decúbito prolongado com escaras pelo corpo, manqueiras persistentes e até o óbito em casos graves. A famosa “rotação de 3ª falange” é quando em casos avançados, acontece a rotação do osso podal em direção à sola do casco.

Pode-se fazer o acompanhamento por radiografias e tentar diminuir seus efeitos com casqueamento corretivo e ferraduras especiais.

Principais causas da Laminite:

Alimentar:

Excesso de ingestão de grãos, como por exemplo, o milho.

É um erro muito comum, na roça o milho é o principal alimento de galinhas, porcos e gado. Mas no caso do cavalo deve-se usar com extrema cautela.

Para evitar problemas use sempre uma ração balanceada e adequada para cavalos, de boa qualidade. Armazene com cuidado. Rações mofadas podem causar cólicas, intoxicações e laminite.

Nunca “batize” ou faça misturas que podem causar intoxicações ou deficiências nutricionais. Consulte um Médico Veterinário em caso de dúvidas.

Cuidado com o famoso “rolão de milho”.

Cólicas muito graves, ou onde o atendimento veterinário demorou demais para ser feito, pode causar desidratação e autointoxicação grave no organismo, causando a laminite conseqüentemente.

Palha de milho “verde”: Aqui em casa, plantamos o milho para consumo da espiga verde.

Dou a “palhada verde” in natura SEM AS ESPIGAS para os animais, e nunca tive problemas. Pode-se picá-las em moedor e oferecer imediatamente para evitar que fermente e azede, causando cólicas. Mas sempre se lembre de tirar as espigas!!!

Infecciosas:

Éguas que abortam e ficam com retenção de placenta, ou seja, a placenta fica “presa” e “não se limpa” podem desenvolver a doença. Não se sabe ao certo a razão.

Quando o aborto, ou o parto causar uma retenção de placenta, já é motivo para chamar o Médico Veterinário e tomar medidas preventivas.

Mecânica

Muito comum também.

Acontece quando um cavalo é submetido à um trabalho pesado, onde ele não tem treinamento ou habito.

Exemplo, pegar um cavalo “parado” e fazê-lo galopar uns 30 km em apenas um dia. Ele vai amanhecer “travado” e poderá desenvolver a laminite.

Cavalos submetidos a trabalho “desferrados”, podem ficar estropiados , com a sola do casco muito sensível e podem desenvolver a doença também.

IMPORTANTE: Lembre-se que como nós, o animal para trabalhar bem precisa de uma rotina moderada de exercícios.

Ferrageamento adequado, alimentação adequada, aquecimento e progressão de treinamento é o mínimo para evitar que o animal manque, se estropie ou “trave”.

Não cometa “amadorismo”. Procure um profissional para obter informações adequadas.

Evite “entendidos”.

Mistas:

Doenças graves como pneumonias, infecções graves, intoxicações, podem causar distúrbio metabólico e conseqüentemente desenvolver a laminite.

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A radiografia dos cascos é um aliado para acompanhas as sequelas da laminite.

Tratamento:

Quanto mais rápido o Médico Veterinário for chamado, mais chances de evitar que a laminite evolua e tenha seqüelas graves.

É um tratamento caro e a recuperação depende de fatores como tempo de demora de atendimento médico, estágio da laminite, gravidade do caso e biotipo do animal.

Animais mais rústicos conseguem resistir e superar as difíceis fases de tratamento da doença.

Animais de raça mais delicados, sofrem mais e podem até vir à óbito.

Além de medicação pesada, o animal deverá permanecer em uma baia com muita “cama” macia, usar ferraduras especiais indicadas pelo Veterinário e deverá ter acompanhamento radiológico.

Ainda assim, não se pode prever as conseqüências da doença para com o animal.

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Radiografia mostra a "rotação de 3ª falange", consequência da laminite. Em alguns casos, pode acontecer até perfuração da sola do casco.

Fonte: http://dianawalkiria.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Impacto da Cólica: Fatores de Risco em Jumentos

 

Enquanto algumas das diferenças entre jumentos e seus primos os cavalos  são óbvias, outros necessitam de uma pequena pesquisa para se descobrir. Pesquisadores veterinários da Universidade de Liverpool, Reino Unido, realizaram uma análise retrospectiva sobre a taxa e a epidemiologia do impacto causado pela cólica em 4.569 jumentos para investigar fatores de risco específicos para a espécie.

"Embora pesquisas tenham identificado fatores de risco para cólica em eqüinos, pouco é conhecido sobre a incidência da doença, ou fatores de risco específicos em jumentos que diferem em muitos aspectos dos outros eqüídeos, em por exemplo, fisiologia, comportamento e gestão", disse a pesquisadora Ruth Cox, BSc, MSc, PhD.

Os pesquisadores examinaram registros de jumentos, que foram catalogados em um banco de dados por mais de cinco anos e que incluiam 807 episódios de cólicas em 694 jumentos. O risco de mortalidade nesta população foi elevada, com 412 animais sacrificados ou morrendo por causa da cólica.

Os jumentos estavam aos cuidados e custódia do The Donkey Sanctuary, uma instituição de caridade no sudoeste do Reino Unido que passou a abrigar mais de 12.000 indesejados, jumentos resgatado, ou doentes desde 1969.

Alguns dos fatores de risco comuns entre este estudo e estudos anteriores com cavalos inclui idade (jumentos nesta população tinham uma idade média de 25,2), alimentação extra de concentrados, e episódios de cólica anterior. Animais com doenças dentárias pre-dispostos à obstrução intestinal, e um padrão sazonal, com aumento dos casos no outono também foi documentada.

Os pesquisadores descobriram problemas músculo-esqueléticos também podem ser correlacionados com um maior risco para cólica em jumentos. Esta ligação é raramente mencionado na literatura científica, e os pesquisadores observaram que poderia ser causado pela dificuldade que os animais afetados têm ao acesso à água e pasto consistente, ou outras mudanças abruptas de sua gestão, tais como ser colocado em repouso na baia. Os pesquisadores continuam a investigar esta ligação.

Os episódios de cólica registrados duraram mais tempo em jumentos, com a duração média relatada de 5,2 dias, enquanto um episódio em um cavalo raramente ultrapassa 12 horas. Os pesquisadores observaram que também pode ser mais difícil de diagnosticar cólicas em jumentos do que em cavalos. Como jumentos mostram poucos sinais evidentes de dor abdominal, a impactação pode não ser identificada até que o animal esteja em fase terminal.

"Esperamos que isso nos dê uma visão mais profunda e compreensão dos riscos na população de jumentos", Cox disse. "No longo prazo, esperamos que as estratégias de intervenção possam ser introduzidos no Santuário para reduzir a incidência da doença."

O estudo, que foi financiado pelo Donkey Sanctuary, foi publicado em BMC Veterinary Research em Fevereiro, 2007. Os pesquisadores incluiam Cox, Christopher J. Proudman MA, Vet MB, PhD, Cert EO, FRCVS, Andrew F. Trawford BVSc, MSc, MRCVS, Faith Burden BSc PhD, e Gina L. Pinchbeck BVSc, CertES, PhD, DipECVPH, MRCVS.

Por Erin Ryder, The Horse

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pelagem dos Muares

 

Os muares possuem uma grande variedade de cores, um pouco inferior à dos equinos cavalares, com algumas particularidades. As pelagens pelo de rato e ruã, faixa crucial, listra de burro e zebruras, só aparecem nos muares e asininos, sendo herança destes últimos.

Aqui no Brasil as pelagens mais comuns são pelo de rato, castanha, ruã, baia, alazã, preta, lobuna, branca, persa, apalusa e pampa, com todas as suas variedades. A pelagem ruça em muares era frequente até a primeira metáde do século XX, daí pra cá tem se tornado rara, devido a ausência quase total de asininos reprodutores de pelagem clara.

A cor da pelagem do muar sofre influência do tipo de pelagem dos seus genitores. Nos muares as combinações de cores vivas são mais difíceis de serem transmitidas, sendo mais comuns as cores chamadas tapadas, como pelo de rato. Há jumentos que possuem prepotência hereditária; se a eguada for de cor padronizada, vai transmitir o mesmo padrão de pelagem para os muares ao longo dos anos.

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Fonte: Origem Histórica do Jumento Domestico, Nelmar Alves Araújo

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MUAR

 

As facilidades de transporte e seu elevado grau de mecanização vêm tornando cada vez menos necessários os serviços dos muares. Houve época, no entanto, em que eles eram criados em tal quantidade no Brasil que, no século XVIII, o rei de Portugal proibiu sua procriação, pois esta diminuía a de cavalos, dos quais precisavam as tropas lusas na África.


Muar é todo animal pertencente à raça dos mulos, produto híbrido do cruzamento entre asininos (Equus asinus) e eqüinos (Equus caballus). Quando o jumento fecunda a égua, o macho resultante desse cruzamento é denominado burro, mulo ou mu, e a fêmea, besta ou mula. Se a jumenta for fecundada pelo garanhão, o que é raro, o macho é denominado bardoto ou asneiro, e a fêmea, bardota ou asneira.


Os muares machos são sempre estéreis, mas as fêmeas podem eventualmente ser fecundadas por garanhões ou jumentos. Costumam ser castrados os burros indóceis, de perigoso manejo. No Brasil, Argentina, Estados Unidos, Espanha e França criam-se muares de excelente qualidade. Com orelhas grandes, crina eriçada e cauda sem pêlos na base, os muares assemelham-se aos jumentos e têm, como estes, risca dorsal, faixa por entre as espáduas e patas manchadas. Animais de tração por excelência, são usados para montaria, apesar de teimosos, na América, no sul da Europa e no norte da África.


Supõe-se que os primeiros muares apareceram em terras da Mesopotâmia. A mais antiga referência a eles data de 2800 a.C. Sabe-se também que os muares foram muito usados pelos romanos. No Brasil colonial, desempenharam papel importante para garantir a expansão das fronteiras nacionais, nas entradas do colonizador pelos sertões. A agricultura de então precisava de muares para o transporte da produção. Os animais eram criados nos pampas e na caatinga, e os comerciantes os compravam no Rio Grande do Sul ou os roubavam no Uruguai e na Argentina, então domínios espanhóis. Na atualidade, há muares em todos os estados do Brasil. Os que se originam de cruzamento entre o jumento brasileiro e a égua mangalarga ou campolina são os preferidos para os trabalhos rurais, por seu grande porte e resistência às longas caminhadas.

Fonte: Bio Mania

terça-feira, 19 de julho de 2011

Seminario “Pérolas de Sabedoria”– Parte 2

 

Castração em jumentos ou burros é diferente pois eles têm vasos sanguíneos extras, e a Dra. Suzy diz que apenas um corte não é adequado. Ela sempre faz uma sutura em oito e garante que segure. Burros devem ser castrados entre seis e nove meses, caso contrário eles podem se tornar difíceis de lidar. A Dra. Suzy defende,"Anestesia com amnésia", em outras palavras, sempre dope um jumento ou burro para a castração, burros especialmente não perdoam dor. Já foi dito que Muares são suscetíveis ao tétano, porém esto tem sido principalmente porque muitos foram castrados com uma faca cega e suja, em currais sujos, sem vacinação ou penicilina, e por isso pegaram tétano e morreram, ou sangraram até a morte.

Certifique-se de manter os animais sempre em dia com a vacinação necessária ​​para a sua área. O tétano é sempre essencial!


A Dra. Suzy sobre Muares: Infelizmente, é muito difícil fazer pesquisas sobre mulas porque existem muitas diferenças de animal para animal, até os mesmos pais podem produzir descendentes diferentes, tornando-os criaturas difíceis de estudar. Setenta por cento dos muares-nascidos são mulas! E sim, tem havido casos muito raros em que uma mula concebeu e deu à luz a filhos. Jumentos têm 62 cromossomos, os cavalos têm 64 e "as mulas acabam com 63, por isso é quase impossível que isso aconteça, mas você sabe o que eles dizem sobre as coisas que são impossíveis!


Não importa se você está criando uma jumenta ou uma égua, não coloque ela para cruzar até que ele tenha pelo menos de três anos de idade. Se você colocar para cruzar com dois anos você está privando o animal de seu próprio crescimento.


Imprinting é uma obrigação em livros da Dra. Suzy, especialmente para um muar. Quando o filhote nasce você deve começar a colocar suas mãos sobre ele e habituá-lo a coisas como ter seus pés tratados, orelhas e outros lugares do corpo tocados, tosados, etc. Habituar significa repetir os estímulos suficientemente para que ele passe a não incomodar mais o filhote. Uma vez que ele não resista mais, deve-se repetir os estímulos pelo menos sete vezes mais! Eles devem superar a sua resistência até o ponto onde eles mantenham a calma, e aceitem a pressão. Isto é de extrema importância e vai reduzir o estresse com o tratamento à medida que crescem.

Quando uma mula pega um mau hábito é difícil de quebra-lo, por isso não deixe que isso aconteça. Para treinar um muar ele deve pensar que foi idéia dele. Colocar a pressão sobre ele e esperar, não grite, não utilize um chicote e não seja duro ... é só esperar, esperar a resposta correta. Ele vai encontrar o caminho e achar que foi idéia dele. Dê-lhe um problema, digamos tirar o pé da frente dele, então, seja o seu salvador e dê de volta para ele. Assumir o trabalho como "salva-vidas".Certifique-se de cada vez que ele está em uma situação, ou em um problema "você salve a sua vida".

Quando for amarrar uma mula, certifique-se que tem um equipamento bom e forte que não vai quebrar. Amarre-o a uma árvore "com raízes profundas". Geralmente uma mula vai puxar uma vez, depois duas vezes, e depois vai ficar parada. Ela percebe que está presa. Imediatamente solte o animal… é a  recompensa ... você salvou ele! É tudo um jogo psicológico com a mula. A mula tem de se relacionar com você. Muares jovens ficam entediados com tanta rapidez que você tem que ficar mudando coisa para eles, mesmo que seja apenas organizar os cones de uma maneira diferente. Suas mentes precisam ser entretidas, como eles estão sempre pensando. Mulas amam rotina, mas por causa disso, eles podem não trabalhar bem se a sua rotina não é respeitado, por isso é importante variar as suas atividades e não deixá-los entrar em uma rotina. Não faça tudo igual todos os dias, mantenha as coisas interessantes e ensine-os a aceitar a variedade.

Mulas amam cavalos por isso formam vínculos com eles de forma rápida. É por isso que nunca precisa se preocupar onde estão suas mulas quando  têm uma égua lider. Você terá que planejar com antecedência para que você seja capaz de leva-lo para longe dos seus amigos cavalos.


Se você estiver em uma trilha com um muar e você se deparar com algo que vai comê-los, deixe-o parar e enfrentar o perigo. Não puna por medo, mas incentive-o falando com ele ou cantando, e expire o fôlego. Vai incentivá-los a dar um passo ou dois à frente, até que eles percebam que seu bicho-papão não vai lhe fazer mal.

Movimento de cauda é frequentemente visto em muares e a Dra. Suzy considera que deve ser tolerado até um certo grau. Ela não penaliza um muar por movimentar a cauda em uma aula quando eles estão sendo obedientes em tudo o mais. Muares parecem gostar de ter sempre a última palavra!

Uma muar nervoso precisa ser treinado para abaixar a cabeça e olhar nos seus olhos. Ele deve "se ligar" com você. Eles precisam aprender a se relacionar com você e olhar para você, caso contrário você terá um muar que irá trabalhar para você, mas só irá tolerar você e não terá desejo de estar com você.


Mulas respondem bem à música. Se você precisar fazer algum trabalho na arena, coloque uma música empolgante e você vai descobrir que a sua mula vai manter o ritmo. A Dra.Suzy, como muitos de nós, admitiu cantar para suas mulas e você sabe, eles gostam! A Dra. Suzy diz que não há nada melhor do que uma boa mula e ela já vendeu seus cavalos e está comprometida com sua mula, Ramona.


Jumentos e muares, com seus espíritos desafiadores e livre-pensamento, são tão divertidos de se trabalhar, a Dra. Suzy não pode pensar em nada melhor!

Por Marlene Malcher
www.mammothmules.com

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Seminário “Pérolas de Sabedoria”– Parte 1

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A Dra. Suzy Burnham de Graham Texas viajou para Olds no estado de Alberta no Canada de 23 à 25 de Abril de 1999, para fazer um seminário chamado Pérolas de Sabedoria. As sessões de sexta-feira foram especificamente para os veterinários e ferradores. Veja a seguir algumas das coisas que eu anotei das sessões de sábado e domingo.

A Dra. Suzy é uma oradora tão energética, informativa, envolvente e entusiasmada,  que faz com que todos sintam que ela uma amiga e parceira neste amor pelos longears (orelhas grandes, como os americanos tendem a se referir ao jumento). A Dra. Suzy passou muito tempo demonstrando como coçar e massagear seu animal, da cabeça aos pés e todos os lugares entre eles. Ela aconselha o uso de luvas de modo a penetrar profundamente na pele e dar uma esfregada completa. Jumentos gostam de rolar no chão, o que faz com que acumulem muita terra na sua pele.

Ela até limpou aquelas orelhas magnificas com gaze e álcool. Jumentos gostam de ter suas orelhas coçadas e você pode ir o mais profundamente possível, sem se preocupar em prejudicá-los.

Um jumento selvagem, ao contrário de um cavalo, é melhor domado da extremidade traseira para a frente! Comece esfregando em torno da cabeça da cauda e fique amigo da sua parte trazeira primeiro! Esfregue profundamente! (Muares podem ser tratados da mesma forma). Jumentos são animais rústicos! Testes já foram feitos em jumentos que passaram 48 horas sem água e eles podem se reidratar em apenas 15 minutos.


Jumentos podem parecer bem, ter bons exames de sangue e ainda assim estar com problemas graves. A cólica neles muitas vezes não se mostrará através do animal rolando ou outro sinal de mal estar como o cavalo. Eles toleram a dor tão bem que às vezes os sinais da doença são tão leves que estão além da salvação no momento em que é percebemos que estão doentes.

Quando os jumentos estão realmente com medo eles vão ficar absolutamente imóveis e enfrentar o perigo, muares também. Instinto do jumento é parar, e não correr.

Um teste feito com jumentos em miniatura com 54 meses mostrou que nessa idade os joelhos não estão fechados ainda, eles amadurecem muito lentamente, em comparação com os cavalos. Portanto, não ande no jumento ou no muar até que tenham cerca de 4 anos de idade. Eles ser montados antes disso, mas lembre-se que eles amadurecem mais lentamente e não force seus animais até que eles sejam física e mentalmente capaz de lidar com isso.


Jumentos Mammoth podem crescer entre 2-3 polegadas entre 5-7 anos de idade. Jumentos Mammoth e miniaturas não vivem tanto tempo quanto jumentos padrões, que podem viver até 40 anos.

Os cascos dos jumentos precisam ser mantidos secos! Isto vem de sua ascendência no deserto. Quando perdem a cobertura protetora, devido a umidade, a sua parede do casco irá desmoronar e ficar mal. Se necessário um jumento pode andar sobre a sua sola, o que causaria uma dor extrema a um cavalo.


O casco dos jumentos é reto, de 5 a 7 graus mais íngreme do que o de um cavalo. Verifique se o seu ferrador está ciente dessa diferença... Jumentos precisam ter dedos curtos.

Jumentos em geral são superalimentados! Eles não precisam de aveia ou de alfafa, na verdade pode fazer mal a eles ter uma dieta muito rica. Eles não são capazes de tolerar alimentos ricos. Alimentos ricos só no caso deles estarem sendo trabalhados de forma dura. O sistema digestivo do jumento é muito mais eficiente do que o do cavalo e pode muito mais nutrientes das coisas que come.


Se você tiver superalimentando o seu jumento diminua lentamente e se você se deparar com um jumento faminto, também é sábio aumentar sua alimentação lentamente. O Jumento irá armazenar o excesso de gordura em suas costas ou no pescoço e não vai desaparecer, porque a gordura se infiltra no tecido cicatricial e não poderá ser removida com diminuição da alimentação. Jumentos também podem ter laminite (inflamação dos cascos) se forem superalimentados, ou se a alimentação for muito rica. Alimente por necessidade. Verifique se eles têm minerais, sal, e água fresca. Jumentos não gostam de água suja!

Jumentos também precisam de cuidados com os dentes. Como um cavalo, a mandíbula do jumento, apesar de mais pesada e mais ampla do que a de um cavalo, tem a parte superior da mandíbula mais estreita que a inferior, assim também tem pontos afiados nos molares que precisam ser atendidos. Você não verá um jumento derramando grãos na mastigação como veria de um cavalo que precisa de atenção dental! Seu jumento pode precisar de atenção dentárioa quando tiver apenas alguns anos e, certamente, se isso não for feito até os 6 ou 7 anos, já passou do tempo!

Desparasitação é necessária e deve ser feita a cada dois meses se os animais estão em confinamento. No Texas, os animais estão criando imunidade a Ivermectina, então Dra. Suzy recomenda que você modifique vermífugos anualmente. Ivermectina ainda funciona para alguns vermes, mas cada vez mais está ficando claro que não está controlando vários outros.
Houve jumentos que testaram positivo para Coggins e quando testados seis meses depois derão negativos. A Dra. Suzy recomenda que se você tiver um jumento que o teste positivo, espere e reteste antes de condená-lo. Isso tem a ver com o fato de que algo em suas células do sangue testem diferentes das de um cavalo.

Uma das coisas mais difíceis de ensinar a um jumento é a andar ao seu lado. Na verdade, pode ser muito mais fácil de montá-los! Pode ser preciso duas pessoas para ensina-los a andar ao seu lado, um à frente e um atrás. Mantenha a tensão na corda da ligação até ele dar um passo à frente, e recompense imediatamente, liberando a corda, leve um passo de cada vez. A pessoa por trás pode instiga-lo com uma vassoura em seus calcanhares, use ruído ou uma batida constante. Não bata neles. Se você atingi-los, eles vão perceber que você não pode prejudicá-los muito e vão ficar paradoa e suportar seu tormento. Não bata nele por ser cauteloso. Isto é o que os mantém vivos no deserto. Eles estão sendo inteligente não ... teimosos! Eles podem ser treinados para conduzir bem, mas você deve ser paciente com eles e não tentar ensiná-los através da dor!

 

Por Marlene Malcher
www.mammothmules.com

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Principais diferenças entre o Muar e o Bardoto

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Muar

Bardoto

Cabeça pesada e comprida lembrando a do pai (jumento) Cabeça curta, proporcional à do pai (cavalar)
Orelhas longas, menores que a do jumento com implantação vertical ou lateralizadas. Orelhas mais longas que a do cavalo, e mais curtasque a do muar, com implantação vertical.
Olhos pequenos, com arcada orbitária mais saliente. Olhos maiores que o do muar com arcada supra orbitária saliente.
Narinas pequenas, pouco dilatadas. Narina muito dilatada, esboçando uma falsa narina.
Crina e cauda com pelos mais ralos lembrando a cauda de um jumento. Crina e cauda longas com pelos volumosos e longos, lembrando a cauda de um cavalo.
A cauda comporta-se entre as nádegas sem apertar. Tendência a recolher a cauda entre as nádegas, como nos asininos.
Os cascos são semelhantes aos dos asininos, porém, maiores. Os cascos são semelhantes aos dos muares, porém, menores e de talões mais baixos e menos duros.
Presença de castanha nos membros anteriores. Pode faltar uma ou duas castanhas nos membros posteriores. Presença de castanhas geralmente nos quatro membros, como no equino cavalar.
Possui cinco vértebras lombares, como no asinino, logo possui a coluna lombar mais rígida e forte. Possui seis vértebras lombares como no cavalo. Logo maior tendência ao andamento marchado.
Tendência à marcha áspera. Tendência à andadura.
Flexiona o pescoço com maior facilidade. Pescoço mais rígido, com maior dificuldade para flexionar e com o queixo mais duro.
Sua voz lembra o zurrar de um jumento. Sua voz lembra mais o relinchar do cavalo.
Porte maior lembrando a mãe (égua). Porte menor lembrando a jumenta.
A gestação dura 11,5 meses A gestação dura 12 meses como nos jumentos.
Constituição melhor definida com formas mais regulares e esbeltas, pernas mais compridas. Constituição mais frágil, menos resistente, cansa mais fácil que o muar. Pernas mais curtas e ancas mais arredondadas. Geralmente são menores, peito mais estreito e pescoço mais largo.
Tendência a cabear. Dificilmente cabeia.
Tendência a corcovear. Dificilmente corcoveia.
Sobe morro com mais vontade e disposição. Sobe morro com menos vontade.
Menor tendência a empacar. Maior tendência a empacar.
Ao ser golpeado na anca, desloca para a frente e tende a cabear. Ao ser golpeado na anca, desloca lateralmente e com a cauda recolhida entre as nádegas.
As mulas possuem menor possibilidade de fertilidade. As bardotas possuem maior possibilidade de fertilidade.

Fonte: Origem Histórica do Jumento Domestico, Nelmar Alves Araújo

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Finalmente um guia de veterinário para proprietários de jumentos!

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"Donkeys - Miniature, Standard, Mammoth: A Veterinary Guide for Owners and Breeders" por Stephen R. Purdy, DVM, compreende um pacote de medidas de saúde para jumentos.


Este livro de 160 páginas, ilustrado com gráficos e fotografias coloridas, é uma referência útil para os proprietários de jumentos e também deve estar nas prateleiras de veterinários que tratam destes animais. Algumas informações, como doses de drogas e o uso de radiografia e ultra-sonografias, é claramente de uso exclusivamente veterinário.

Nos meus 30 anos de experiência com jumentos, eu observei que a maioria dos veterinários aplica as práticas da medicina do cavalo no tratamento destes animais. No entanto, enquanto os jumentos são eqüinos, Purdy  documentou algumas diferenças genéticas, anatômicas e médicas próprias que veterinários e proprietários devem considerar. Ele também observa que os jumentos podem metabolizar algumas drogas de forma diferente dos cavalos.


Purdy abre com terminologia e uma visão geral e história dos jumentos nos EUA e no resto do mundo. Embora observando que a maioria dos jumentos nos Estados Unidos são agora animais de estimação, o autor faz questão de citar a importância de jumentos para as famílias e as economias dos países do Terceiro Mundo. Purdy cita que existem 90 milhões jumentos de trabalho (outras estimativas colocam o número em torno de 44 milhões) em países não-industrializados.


Um capítulo inteiro é dedicado às necessidades nutricionais dos jumentos, que através da evolução desenvolveram um metabolismo mais eficiente do que o dos cavalos. Por esta razão, jumentos ocioso em geral, tendem a ficar com sobrepeso ou obesidade quando alimentados com forragens de qualidade muito alta e ração. Uma boa adição para futuras edições deste livro seria uma seção sobre como alimentar corretamente jumentos trabalhadores para melhorar o desempenho.


O autor dedica considerável atenção à saúde do rebanho, parasitas e doenças. Um aspecto refrescante é a recomendação de que proprietários de jumentos usem práticas de boa gestão, o teste seletivo e desparasitação, em vez de tratamento por atacado com anti-parasitas, que podem levar a parasitas resistentes a droga. Purdy também detalha os sistemas digestivo e músculo-esqueléticas, e as diferenças nesses entre jumentos e cavalos.


Quase um terço do livro é dedicada à reprodução, inseminação artificial, a gravidez e o parto. Apesar dessa informação ser muito importante para os criadores e veterinários, os proprietários de jumentos muitos vão achar este material útil apenas como de interesse geral ou informação de base.

Um ponto de saúde reprodutiva que afeta um grande número de proprietários de jumentos é a castração. Jumentos inteiros podem ser agressivos e imprevisíveis. A menos que você pretenda usar o seu jumento como garanhão em um programa de melhoramento, ou tem algum outro motivo específico para mantê-lo inteiro, é aconselhável castra-lo. Este livro detalha o procedimento.


Além disso, Purdy notas algo importante sobre a castração que eu aprendi com a experiência, juntamente com o meu veterinário - é o melhor para o veterinário fazer a ligadura do cordão vascular com uma sutura em vez de usar um emasculador, como é normal quando castram um cavalo. Jumentos têm maiores vasos sanguíneos escrotal do que os cavalos e são mais propensas a sangramento excessivo após a castração. Este ponto não pode ser expressado suficientemente, eu já tive dois jumentos que sangraram excessivamente após a castração, e um amigo, na perdeu um jumento, devido à perda de sangue após a castração.


Este ponto sobre a castração ilustra o valor deste livro como uma fonte de recursos específicos para a saúde e cuidados veterinários dos jumentos. Dr. Purdy nos deu algo que está faltando no mundo dos amantes de jumentos- um bom guia para os proprietários e médicos veterinários para cuidar destes animais maravilhosos e em muitos casos, trabalhadores.

Por  Hal Walter

Fonte: The Horse

domingo, 10 de julho de 2011

Um veterinário sugere: Considere a mula

 

Robusto, com uma disposição para trilhas e pisadas firmes em terrenos perigosos fazem do muar uma atraente montaria para cavaleiros do campo.


O local é o Bishop, na Califórnia. Memorial Day weekend 1977. A celebração de três dias, é exclusivamente para mulas, e está em pleno andamento. Sol quente e céu azul abençoam esta cidade na costa leste da Sierra Nevada. Imediatamente a oeste aparecem picos cobertos de neve, a arquibancada está cheia de criadores de muares, cavaleiros curiosos e turistas. Durante todo o dia, e parte da noite, eles assistem a eventos variados.


Há corridas de carroças, desfile de mulas, concurso de empacotamento, eventos de saltos, laço, condução e rédeas, aulas de trilha, aulas de condução, e muitos outros eventos de rodeio. Todos limitados a mulas. Vemos mulas lidando com gado de corte, laçando bois, e concurso de empacotamento de carga em mulas selvagem. Uma grande variedade de mulas está presente, desde as miniaturas até as mulas de carga que representam os parques nacionais do oeste.


Há também uma competição hilariante de zurros - realizada pelo homem; um competidor animado perde a dentadura em seu entusiasmo.


E existem corridas. Mulas correm distâncias variando de 50 jardas até um quarto de milha, e as corridas variam em tamanho de até uma milha. Na linha de chegada cinco veterinários inspecionam os vencedores.


Embora não sejam designados oficialmente para a corrida, seu fascínio é profissional. Eles olham para as mulas das corridas com sete, oito, dez anos de idade, muitas têm participado de corridas desde os dois anos.


Alguns são inscritos em vários eventos a cada dia.


Uma mula corre vários corridas curtas e uma corrida longa em um único dia, além de corridas de tambor, e uma variedade de categorias regulares. Suas pernas são limpas e saudáveis, nenhum problema pode ser visto. Não há um único joelho inchado, um único problema na canela, ou um tendão alargado. Nenhum deles está manco. Por quê? Como é que eles ficam de saudáveis?

Na busca por respostas, os veterinários - todos profissionais especializados em eqüinos, expostos diariamente a tragédia de claudicação em lindos cavalos - veja as mulas, passe a mão nas pernas fortes e pense.

Recentemente, um velho veterinário disse-me que estava pensando em se aposentar. "O que você está fazer?" Eu perguntei. "Oh," ele disse, "morar no meu rancho e talvez criar mulas".

"Por mulas?" Eu perguntei, não mencionei o meu próprio interesse nessas criaturas híbridas.

"Porque eles ficam de saudáveis." Ele explicou.


O fato de que as mulas costumam ficar saudáveis, provavelmente, explica o interesse que muitos veterinários têm nesses animais. Mas há outras qualidades que atraem cavaleiros de mulas, e não tem que ser um veterinário para apreciá-los. Que qualidades? A beleza do animal? Suas cabeças nobres? Provavelmente não. Há pouco prestígio em ser montador de mula, é preciso valorizar a mula, e ignorar as impressões da sociedade.


Meu interesse em mulas começou vários anos atrás, quando eu perguntei a ummédico equine colegas por que ele estava levantando mulas. "Bem, depois de termontado uma pista de mulas alguns bons, você preferiria que eles cavalos."

Eu zombei: "Qual é!"


Meu amigo pareceu magoado. "Ok", ele disse. "Eu vou te emprestar uma mula boa por um ano, e você verá o que acontece."


Algumas semanas mais tarde, ele entregou um burro castrado de 27 anos de idade chamado Jerry na minha casa.

Ao longo dos anos eu tive um pouco de experiência com mulas. Eu carreguei sal em uma mula num verão, quando eu estava fazendo serviços em uma fazenda. Ela era uma criatura cinza perversa, e constantemente levou os cavalos para pontos mais baixos na cerca do pasto e passando por guardas de gado. Mais tarde, como um veterinário, tratei uma dúzia de mulas, geralmente antecipando grande dificuldade, mas normalmente era agradavelmente surpreendido em como me dava bem com eles.


Jerry me ensinou sobre mulas. Ele me levou até paredes íngremes do desfiladeiro. Ele me ensinou a respeitar a sua decisão. Eu aprendi que se ele se recusou a atravessar um riacho em um determinado ponto, era porque ele tinha visto um lugar mais raso adiante. Se ele se recusou a deslizar por um declive, era porque ele tinha observado uma trilha mais fácil alguns metros à frente. Testei todos os mitos que eu tinha ouvido falar sobre muares com o Jerry e aprendi que não eram mitos. Depois de uma cavalgada de 20 milhas em um dia de verão, ele se recusou a beber água durante quatro horas - ao contrário de um cavalo, um muar superaquecido geralmente não ésofre de laminite por beber água demais....


Aos 27 anos de idade, Jerry ficava gordo com um mínimo de boa alimentação. Ele nunca fica excitado. Suas patas nunca precisavam de ferradura, pelo menos não para a equitação eu estava fazendo. Mais notável ainda, é que depois de uma vida cheia de corridas, puxando carroças, ajudando na criação de gado, laçando gado no curral, e incontáveis ​​milhas na trilha, ele ainda estava absolutamente saudável. Ele cobriu as distâncias em um pequeno passo bom e nunca vacilou.

Finalmente, eu o levei em um passeio de trilha; 65 cavaleiros se reuniram em uma manhã de sábado. Sessenta e dois foram em cavalos que representam quase todas as raças. Três de nós foram montados em muares. Estava quente, e o nosso destino era um pico de montanha, subidas por todo o caminho. Começamos com a maioria dos cavalos excitados e os três muares (uma mula de dois anos, uma mula de três anos e o velho Jerry) placidamente no final do grupo. Várias horas depois, os três muares estavam na frente do grupo, ainda pacientemente andando, suando apenas atrás de suas orelhas longas, que se moviam numa cadência rítmica com suas patas. Atrás de nós estavam  62 cavalos cansados, com o suor escorrendo de seus corpos num fluxo constante.


Isso foi o suficiente. Meu cavalo estava agora confinado a pista de equitação, sozinho ou com um grupo. Eu tinha que ter alguns muares, e decidi fazer os meus próprios animais. Eu comecei colocando a égua da minha esposa com um jumento.

Meu projeto atual foi recebido com algum desdém, particularmente de alguns dos meus clientes que possuem bons puro-sangues. O desprezo deles não pode ser baseado em mal desempenho de mulas no passado. Afinal, o recorde de salto alto já foi definido por um muar do Exército dos EUA, e também foi um muar que venceu a corrida Bicentennial crosscountry.

Talvez seja somente o fato de mulas, apesar de suas qualidades desejáveis​​, sofrem de uma forma de discriminação cega.


Mulas são, naturalmente, uma criatura híbrida, a prole estéril de uma égua e um jumento. Creio que muito da inteligência da mula pode ser explicada em virtude das caracteristicas do jumento.


Por exemplo, quando os cavalos ficam assustados geralmente entram em pânico e fogem cegamente, muitas vezes ferindo-se no processo. Um muar com medo, por outro lado, geralmente vai avaliar a situação e evitar ferir a si mesmo. Na primeira vez que um cavalo se embaraçar em arame farpado, ele normalmente irá lutar contra os fios e pode causar graves lesões. Em contraste, uma mula enredado em fios geralmente aguardará ajuda em silêncio. Por que essa diferença?

O cavalo evoluiu nas planícies abertas. Quando assustado, o seu melhor método de sobrevivência era uma corrida desenfreada. O jumento, por outro lado, aprendeu a sobreviver em terreno rochoso e acidentado. Fuga precipitada lá, quando assustado, teria significado a morte ou ferimentos graves, por isso o jumento selvagem aprendeu a primeiro julgar a situação e depois reagir. Em cada caso, a natureza equipou a espécie para responder da melhor forma para garantir a sobrevivência.

Cavalos e jumentos têm uma contagem diferente de cromossomos, e o muar é um híbrido genético verdadeiro, e não apenas uma espécie de cavalo de orelhas compridas. Os passeios eqüinos somente de resistência que proíbem a entrada de muares são, portanto, biologicamente justificado em sua decisão. A mula é só metade cavalo.

A hibridização não só explica a julgamento e capacidade de tomar decisões da mula, mas também é responsável por sua força e incrível resistência. O vigor híbrido é uma característica reconhecida, e os exemplos são abundantes, tanto na fauna quanto na flora.

Como cavaleiro, sou atraído pelos muares por sua resistência, sua suavidade de marcha, sua calma sua versatilidade e sua facilidade de manutenção. Como veterinário, eu sou fascinado pela resistência dos muares com relção a doenças, sua longevidade, e sua tendência à solidez.

Acima de tudo, como um cientista amador de comportamento animal, estou intrigado com a personalidade do animal. Ele não responde cegamente ao treinamento, ele toma suas próprias decisões. Dizem que o muar é um ser implacável, e se abusado acabará por acertar as contas com a pessoa que o feriu. É um dito comum quando se trata de treinamento."Mulas separam os homens dos meninos." Técnicas brutas e rápidaa, que muitas vezes são usadas em cavalos não vão sempre funcionar em mulas. Eu gosto disso. Se os muares nos forçarem a usar horsemanship, ser mais pacientes e científicos, então eu sou todo a favor eles. Física e psicologicamente, o que podemos aprender com mulas, espero, irá benefíciar os cavalos...

 

Fonte: A Vet Suggests: Reconsider the Mule, por Robert M. Miller, D.V.M.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A influência genética da égua e do jumento na pelagem dos muares

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Objetivos

Os muares são resultantes do cruzamento entre égua (equino) e jumento(asinino). Suas características físicas são resultado da mistura dos genes das duas espécies. Embora os cruzamentos sejam orientados pelas características fisiológicas e morfológicas, os criadores têm interesse em conhecer a transmissão genética da pelagem.

Na literatura praticamente não há trabalhos sobre a pelagem dos muares. Os objetivos do trabalho foram estabelecer as pelagens dos muares em comparação com as dos genitores e tentar estabelecer a influência genética da transmissão desta característica.


Métodos


Muares de várias propriedades foram observados e fotografados, juntamente com os genitores (quando presentes). Na ausência de um ou dos dois genitores, foram anotadas as informações fornecidas pelo proprietário.

Resultados e Discussão

Foram analisados 93 muares, sendo 37 com a égua presente. A tabela 1 mostra os cruzamentos analisados e o número de animais observados em cada categoria. É possível perceber a maior influência da égua em algumas pelagens, por exemplo, 77% dos muares filhos de éguas castanhas nasceram castanhos. Isso pode ser explicado se considerarmos que a interação dos genes que determinam a pelagem castanha é dominante sobre os genes que determinam a pelagem pêlo de rato, sendo esta a mais comum entre os jumentos.

Tabela 1: Cor da pelagem de éguas,jumentos e seus produtos (muares) e o
número de animais em cada categoria. São Paulo, 2009.

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Também foi analisado o possível genótipo de cada animal (apenas para aqueles com os genitores presentes) com base nos genes conhecidos na literatura.

Conclusões

A cor da pelagem dos muares é mais variada que a dos equinos e é influenciada pela égua e pelo jumento, dependendo da interação de diversos genes.

Autores: Ana Paula Aidar de Oliveira e Carla Bargi Belli

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Acupuntura vira tratamento alternativo para cavalos

 

Com origem na milenar Medicina chinesa, a Acupuntura revela-se como eficiente meio para saúde animal.

Assim como nos seres humanos, a acupuntura apresenta excelentes resultados na saúde dos animais.Cavalos com problemas neurológicos ou ortopédicos ficam curados após sessões com a aplicação de agulhas em pontos estratégicos do organismo.

Quem atesta o potencial da técnica é a acupunturista, Poliana Coutinho. “Essas agulhas provocam estímulos que levam o organismo a uma resposta, levando o mesmo a um equilíbrio, curando as doenças, ou prevenindo-as, determinando um quadro de bem-estar físico e emocional/psíquico”, diz Poliana.

O tratamento é indicado para casos de manqueiras (dores displasias, artrites, tendinites); problemas de pele (dermatitites, granulomas de lambedura); desordens nervosas (traumas, paralisias, sequelas); alterações respiratórias (asma, inflamações); analgesia cirúrgica; auxílio imunológico; como terapia de apoio em situações críticas; dificuldades reprodutivas; desvios de comportamento; otites e também em problemas oftálmicos.

No Centro de Treinamento Hytalo Bretas, Poliana Coutinho demonstrou uma sessão de acupuntura em uma égua Mangalarga Marchador. A acupunturista utilizou agulhas estéreis descartáveis em pontos situados ao longo da coluna vertebral, e na cabeça, entre os olhos. Após alguns instantes, a égua apresentou-se bastante relaxada, com o olhar sonolento. As sessões podem durar de alguns segundos a até 30 a 40 minutos, dependendo da situação. Ela explica que a frequência das sessões podem variar de uma a três vezes por semana e a resposta ao tratamento varia conforme a gravidade do caso. Depois, podem ser indicadas sessões de manutenção, com durações a cada 2 a 6 meses.

A acupuntura em equinos é utilizada principalmente em cavalos atletas tanto para tratar problemas como para prevenir novas lesões. Os cavalos atletas estão susceptíveis a muitas lesões crônicas que cursam ou não com dor e/ou claudicação (manqueira). Sendo assim a acupuntura mostra-se como um recurso terapêutico importante no alivio destas enfermidades.

Autor: Top 2000

segunda-feira, 4 de julho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

Burros e "mulas", e o Jumento é nosso irmão?

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Dentre as minhas pesquisas como estudante de Técnico em Agropecuária Orgânica pelo CTUR/UFRRJ, me deparei com ricos materiais publicados, até então todos eles seriam “ricos” em informações quando se falava dos muares, logicamente, conteúdos que falavam de suas origens, do comportamento, importância econômica e cultural, além da necessidade quase exclusiva desses animais em determinadas regiões. Material esse de pesquisas cientifica e pedagógica, todos com linguagens técnicas e simples onde se podia deparar com inúmeras informações importantes para que pudessem ser utilizadas em meus conhecimentos e de colegas estudantes, pois durante o curso, nas disciplinas “Bases da Produção” e “Grandes Animais”, sendo os eqüídeos como tema principal.


Muitas foram das informações assimiladas nestes conteúdos. Até que me deparei com publicações, que pelo seu caráter informativo seriam absurdas quando se falava do tema, tais como: “Os burros são uma fonte de energia desvalorizada em grande parte do mundo” ou “As mulas são provenientes do cruzamento da égua com o burro” (o burro é um híbrido e já mais se reproduziria), além de citações como “o burro é o meio ideal de transporte para os doentes, os velhos, as crianças debilitadas e muito pequenas”, ou ainda “Os jegues estão marchando na contramão da História”. Acredito que esses “cientistas” e estudiosos do assunto não puderam ter em suas teses a visão e o respeito com tais animais, ou simplesmente, ter em suas mãos livros como “Muares: Tema Transversal para o Ensino Médio e Técnico em Agropecuária” do Programa de Pós-graduação em Educação Agrícola da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro de Valter Barbosa de Oliveira, Professor Mestre em Educação Agrícola.


Uma visão respeitosa nos foi dado em sala de aulas, talvez tenha vindo tardiamente como fonte de pesquisa para que esses “cientistas” e estudiosos pudessem mudar e entender, a pluralidade cultural dos muares. Não fazemos aqui críticas, está além de nosso conhecimento, mais observações, para que assuntos de tal natureza não caiam como “bombas” pedagógicas ou assustem com historias da “mula-sem-cabeça” estudantes e apreciadores do tema muar e se transformem em informações nocivas ao tema abordado.
Aprendemos com o tema muar, que não só o fator econômico ao logo da historia tenha sido o ponto fundamental em nosso País, pois, além disso, aprimoramos o nosso conhecimento e visões respeitosas. Ao nos deparar com um simples cidadão que usa os muares como fonte de sobrevivência e ponto de sustentação de sua família, nos faz refletir a vida como ela é.


Em minhas pesquisas e leituras, me deparei com textos e afirmações infelizes, tais como: “Os jegues estão marchando na contramão da História”, disse Geraldo de Macedo, Secretário de Agricultura de Currais Novos, no Rio Grande do Norte (Revista Época -26 de agosto, 2002), talvez ele, não foi tão infeliz em sua afirmação, pois usou do momento oportuno, a política de atualidades.


Para o antropólogo baiano Roberto Albergaria, o motivo para o abandono do jegue é mais simbólico que econômico. “O fim do jumento é o fim do mundo agrário tradicional, com seu ritmo lento. Agora é o ritmo da moto, da cidade.” Prova disso é que acabou o tempo em que presidenciáveis que se deixavam fotografar em cima de jumentos – o então candidato Fernando Henrique Cardoso chegou a criar polêmica em 1994, ao dizer que não havia montado num jegue, e sim num cavalo, fugindo do seu conhecimento Catedrático e do simbolismo cultural dos asininos.


O oportunismo de forma inteligente possa ter sido usado em 1998 pelo saudoso Engenheiro Agrimensor Drº Itagiba de Moura Brizola e o então metalúrgico Luiz Inácio, que em 1952, escapou da miséria do sertão Pernambucano, não possam ter esquecidos de suas raízes, a ponto de ignorar o jegue nosso de cada dia, e se deixaram fotografar.


Publicado na revista Época, um artigo de Tiago Cordeiro, de Salvador diz: - Durante séculos o jegue foi o animal de estimação oficial das famílias do sertão. Era o amigo, o companheiro de trabalho, o meio de transporte capaz de buscar água no riacho próximo e voltar sozinho. O patrimônio mais valioso que um pai podia deixar para o filho. Isso acabou. Hoje é possível comprar um jumento por Cr$ 1,00 enquanto uma galinha custa sete vezes mais. O jegue está tão fora de moda que seus donos agora o esquecem na beira de alguma estrada, onde acaba causando acidentes. O desprezo pelo jumento é resultado da urbanização das cidades do interior do Nordeste. Por mais pobre que seja a família, hoje se pode comprar uma moto com apenas Cr$ 60,00 mensais. Carros aposentados nas capitais, como Caravans, Brasílias e Chevettes, são negociados por Cr$ 400,00.


Os veículos (motorizados), por piores que sejam, são mais rápidos, agüentam mais peso e não empacam (mais enguiçam). Funcionários de prefeituras são destacados em grupos para recolher os jegues sem dono que vagam pela cidade. Na caatinga, o que era uma grande vantagem virou problema. O jumento sobrevive nas situações mais difíceis. As pessoas se desfazem dele, mas ele fica vadiando pela cidade e invade as lavouras.
Os bichos capturados são levados para o interior da Paraíba, onde são vendidos a preço de banana. Outras prefeituras são menos politicamente corretas – na calada da noite enchem carretas com jegues para abandoná-los na cidade vizinha, que fará o mesmo no dia seguinte. A prefeitura de Guamaré, no Rio Grande do Norte, foi mais radical: proibiu a entrada de jumentos. Nas entradas da cidade, pôs guaritas com PMs para bloquear os quadrúpedes invasores. Nas capitais, os burros praticamente desapareceram. Em Salvador, só existem na periferia, geralmente usados por pequenas lojas de material de construção. “O pessoal compra areia ou cimento para melhorar a casa e a gente faz a entrega com ele”, explica Demetrius de Brito, dono da loja O Casarão da Construção e do jegue Algodão Doce.


Em 1967, havia 2,7 milhões de jumentos no Nordeste. Hoje, existem apenas 1,2 milhão No sertão, o preço de uma galinha poedeira é de R$ 7,00 enquanto um burro pode ser comprado por apenas R$ 1,00. Não é a primeira vez que o bicho está ameaçado. Na década de 60, sua carne passou a ser exportada para a França e o Japão, onde é bastante apreciada, e o número de animais caiu pela metade em sete anos. “Tivemos de fazer uma campanha de conscientização para evitar que eles acabassem”, reclama Fernando Viana Nobre, presidente da Associação Brasileira de Criadores do Jumento Nordestino. Mas a atual crise é pior, explica outro defensor do animal, o padre cearense Antonio Batista Vieira, de 83 anos, autor do livro O Jumento, Nosso Irmão, que inspirou até música de Luiz Gonzaga. “Antes as pessoas encontravam um jegue solto na rua e já queriam vender para o matadouro. Agora, eles ficam aí, abandonados. É muito triste.” Ele explica que os bichos já não servem nem para a exportação, porque o mercado globalizado agora compra jegues africanos, ainda mais baratos que os brasileiros.


Para defender o bicho, o padre Vieira coordena, há 30 anos, o Clube Mundial dos Jumentos, que já recebeu apoio até da atriz e ecologista francesa Brigitte Bardot. “A situação é triste porque tudo o que existe neste Nordeste foi feito no lombo do jumento”, ecoa Viana. O poeta popular Patativa do Assaré homenageou o companheiro eqüídeo no poema “Meu Caro Jumento”. Em Santana do Ipanema, em Alagoas, a estátua de um jumento na entrada da cidade homenageia o bicho que buscou água no poço local antes da chegada das bombas d'água. Em Panelas, em Pernambuco, faz um festival que inclui corrida de jegues e uma cerimônia na qual o animal vencedor é coroado Rei da Cidade, fecha o artigo.


Não podemos aqui discutir ou modificar comportamentos culturais, econômicos e nem tão pouco contestar publicações cientificas e jornalísticas, não temos esse poder, podemos sim, é transmitir a verdadeira visão que os ensinamentos possam contribuir, sobretudo com o tema muar, independente de sua regionalidade.


Portanto, encantado com a diversidade do assunto e os ensinamentos, contribuirei também com as peculiaridades e curiosidades sobre diversos temas, como por exemplo, conhecer o jumento apicultor.

Autor: João Felix Vieira – Rio de Janeiro

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Alimentação dos Reprodutores

 

Necessidades Energéticas

     As necessidades do reprodutor em manutenção são as mesmas para qualquer animal nesta condição.

      As necessidades energéticas do reprodutor em período de monta são superestimadas pelos criadores, para os quais, um estado corpóreo um pouco acima do normal, é sinal de força, de saúde e orgulho para si próprio. Portanto, a obesidade ou robustez excessiva compromete, inicialmente, a longevidade do reprodutor, pois o excesso de peso fatiga as articulações, favorece a artrose e dificulta o salto, além de tornar um animal já agitado, mais nervoso para se manejar.

     Em período de estação de monta, a função reprodutora é relativamente pouco exigente em Energia, sendo cerca de 30% acima da manutenção, semelhante a um animal em trabalho leve, mas é necessário um excelente equilíbrio alimentar.

      Sobretudo, há comprometimento da fertilidade. Ocorre diminuição do nível hormonal e da libido (por fixação dos hormônios sexuais com o tecido adiposo – gorduroso).

     Inversamente, o emagrecimento afeta certos reprodutores muito nervosos, que perdem o apetite. É necessário oferecer alimentação concentrada e variar o regime alimentar para se manter um bom estado corpóreo, vigoroso e fecundo.

      O fornecimento de ácidos graxos essenciais é importante para a fertilidade. Devemos ressaltar aqui a utilidade dos produtos como milho, aveia, germes de trigo, soja, sempre presentes em produtos concentrados balanceados.

     Necessidades Protéicas

      Os aportes protéicos ultrapassam um pouco as necessidades de manutenção, em cerca de 20%, para ativar a produção das glândulas sexuais. Mas os excessos são particularmente prejudiciais, pois elevam a reabsorção intestinal de aminas (composto tóxico formado a partir da quebra de proteínas), podendo contribuir para alterar o vigor e a sobrevida dos espermatozóides.

      Uma complementação mineral é necessária para se evitar carências de fósforo, zinco, manganês, cobre, iodo e selênio, que são importantes para a fertilidade e que, normalmente, podem ser deficientes nas forragens.

     Necessidades Vitamínicas

      A suplementação vitamínica consiste, em primeiro lugar, em Vitamina A que garante a integridade do epitélio germinal.

      A Vitamina E é de igual interesse para a fertilidade pela proteção anti-oxidante dos ácidos graxos essenciais e da Vitamina A.

      O restante do complexo vitamínico é essencial para o bom equilíbrio do organismo do reprodutor.

    Arraçoamento Prático dos Reprodutores

     O arraçoamento prático dos reprodutores prioriza o equilíbrio alimentar, prevenindo-se a superalimentação.

     As necessidades do animal variam de 1,5 %, em manutenção, a 2,3% , em estação de monta intensa, de matéria seca em relação a seu peso, isto é, para um animal de 400 kg deve varias de 6 a 9,2 kg de matéria seca por dia, com as quantidades de energia e proteína adequadas, além do sal mineral específico e água fresca e limpa à vontade.

      Particularmente o feno de alfafa, que expõe o animal a excessos protéicos e a aveia, quando em excesso, desequilibra a ração e favorece a produção de sêmen diluído e pouco fértil.

      Fora do período de monta, um regime de manutenção é suficiente, através do fornecimento de capim ou feno de qualidade, uma suplementação mineral e, eventualmente, o fornecimento de concentrado, pode ser necessário para se manter um estado corpóreo satisfatório.

      No período de monta, uma suplementação extra com concentrado (ração) se faz necessário para complementar as necessidades energéticas, dependendo da freqüência dos saltos e do estado corpóreo do animal.

      A complementação protéica é, em média, semelhante àquelas de animais em trabalho médio, cerca de 11 a 12% de proteína bruta.

      Uma preocupação constante deve ser a qualidade destas proteínas oferecidas (alimentos com teores adequados de lisina e metionina), além de se manter um equilíbrio alimentar adequado, através de suplementação extra de vitaminas e minerais sempre que necessário.

Texto adaptado. Autor: André Cintra. Fonte: Cavalo Criolo Website

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ferração

 

Na rotina do tratamento do seu animal não deve esquecer-se dos cuidados a ter com os cascos, pois são essências para mantê-lo saudável. Desde os seus primeiros anos o animal deve ser inspeccionado por um ferrador de 6 em 6 semanas, mesmo que seja somente para aparar os cascos. Em caso de o animal precisar de usar ferraduras, para tornar o trabalho mais confortável, estas também deverão ser tiradas num período de 6 semanas para que os cascos sejam aparados.

O dono  deve limpar os cascos pelo menos um vez por dia e verifica-los assim como as ferraduras para, se necessário contactar o ferrador. Deve também saber retirar uma ferradura solta para agir em casos de emergência, deve fazê-lo do seguinte modo:

► Levantar o casco e, utilizando um saca-rebites, cortar as pontas dos cravos que estão dobradas para fora;

► Usar a turquês para separar a ferradura do casco, começando do talão (atrás) para a pinça (frente);

► Agarrar a ferradura a frente e arrancá-la com a turquês puxando para trás.

Métodos de Ferração:

O animal pode ser ferrado de dois modos: a frio ou a quente. Na ferração a frio a medida das ferraduras é a mesma da do casco, podendo o ferrador fazer alguns acertos na sua forma. Apesar destas ferraduras não ficarem tão perfeitas como as acertadas a quente, um animal bem ferrado a frio fica melhor servido do que um mal ferrado a quente. Na ferração a quente a ferradura, previamente aquecida é encostada ao casco; as desigualdades do corte do casco que necessitam ser corrigidas antes de colocada a ferradura são reveladas pela área chamuscada. Esta parte do casco pode ser queimada e pregada sem que o animal se magoe pois não possui nervos.

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Tipos de Ferraduras:

O material geralmente utilizado nas ferraduras é o aço, no entanto podem ser feitas de outros matérias: de alumínio (usadas em animais de corrida dado que são mais leves); de plástico aderente (para animais que não suportam os cravos). Existem também ferraduras ortopédicas ou cirúrgicas utilizadas em casos de laminite e de doença do navicular.

As ferraduras de metal são mantidas no lugar por placas triangulares – os arpões. Nas ferraduras das mãos é utilizado um único arpão no meio à frente; as dos pés têm dois nos quartos. Os arpões dos quartos evitam que a ferradura se desloque para os lados, permitindo que o ferrador corte mais o casco à frente e recue um pouco a ferradura no casco; isto evita que o animal bata com o pé na mão do mesmo lado.

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Pitons ou Rompões:

Os pitons são colocados nas ferraduras para dar uma maior aderência. São enroscados em buracos que são feitos nos talões das ferraduras podendo ter várias formas: em bico para um piso duro e, para piso mole forma quadrada. Quando o animal não está  a trabalhar, os pitons devem ser retirados e os orifícios devem ser preenchidos com um tampão próprio ou com algodão.

Texto adaptado. Fonte: Tudo sobre cavalos

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Você Sabia?

Você sabia que a China é o país que possui o maior número de jumentos?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

10 IDÉIAS PARA FERRADURAS USADAS

 

Reciclar, utilizar materiais usados é uma prática comum em centros eqüestres. A você que está começando agora, aqui vão 10 idéias para o aproveitamento das ferraduras retiradas de seus animais:

     • Limpadores de casco - peça a seu ferrador que fabrique a partir de ferraduras usadas, colocando-as na forja e modelando no formato de limpadores;

     • Ganchos para cabeçadas – o mesmo ferrador pode entortar as ferraduras usadas transformando-as em ganchos para sua selaria;

     • Cabides de agasalhos – para ficar na secretaria ou nos locais de convívio das pessoas do seu local;

     • Tirador de botas – através da solda das ferraduras consegue-se modelar tiradores de botas. Seu ferrador, se experiente em forja, com certeza conseguirá fazer.

     • Enfeites de piso – enfeite o piso do escritório, da lanchonete assentando ferraduras e até formando palavras com elas no chão.

     • Tiradores de barro – fazendo uma moldura de ferraduras, e depois soldando ferraduras esticadas na forja você tem um ótimo raspado de barro que fica na sola dos sapatos das pessoas. Você pode colocar este raspador na porta do escritório, na entrada da lanchonete e em locais onde o as pessoas circulam;

     • Portão – novamente soldando, desta vez com um serralheiro experiente, você pode montar um portão inteiro de ferraduras, partindo de uma armação de ferro que sustente as ferraduras soldadas;

     • Pé de mesinhas e apoios para caixas – as ferraduras servirão como nos pés dos cavalos – apoiando pequenas caixas de escova ou até mesinhas;

     • Ganchos para selas em provas – com uma corda de feno e uma ferradura se tem um ótimo ganho de sela, onde você enrosca a sela pela corda e prende pela ferradura na própria corda.

     • Peso de mesa – limpando, lustrando e mantendo a ferradura lustrada você tem um excelente peso para guardanapos, papeis e afins.

     Estas são pequenas e simples idéias que podem ser criadas a partir de ferraduras usadas. Assim como com as ferraduras, você pode criar materiais a partir de outras fontes como crinas, pedaços de couro, bridões e freios!

Autor: Aluisio Marins

Fonte: Cavalo Criolo Website

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SUPLEMENTAÇAO MINERAL

 

Além do sal mineral que deve ser oferecido sob qualquer circunstância ao animal, o cavalo pode ter a necessidade de alguns elementos minerais conforme as circunstâncias.

      Temos que tomar alguns cuidados aos oferecermos uma suplementação mineral ao animal, pois temos que oferecê-la em equilíbrio, jamais um único elemento mineral (exceto em casos de patologias específicas).

      Cálcio (Ca) e Fósforo (P)

      A suplementação adequada de cálcio e fósforo é importante para se obter uma perfeita integridade do esqueleto, um bom desenvolvimento ósseo, sólido e resistente às trações musculares.

      O equilíbrio no fornecimento de cálcio e fósforo é muito importante para se prevenir o aparecimento de afecções ósseas, como a osteofibrose ou hiperparatireoidismo nutricional secundária ("cara inchada").

      Relação Ca/P: Entre 1,5 a 2,5 partes de cálcio para 1,0 parte de fósforo (1,5:1,0 a 2,5 :1,0).

      Cloreto de Sódio (NaCl)

      As necessidades diárias em manutenção são facilmente cobertas pelas rações comuns do mercado, mas em situações especiais, onde há exigências diferenciadas, sobretudo em clima quente, uma suplementação extra se torna imprescindível para impedir o aparecimento de sinais de fadiga e queda de resistência.

      Uma carência crônica se manifesta por uma alteração do apetite e pelo aparecimento da "pica" (propensão a ingerir qualquer coisa: urina, terra, madeira, etc.), por rugosidade da pele e, eventualmente por redução da velocidade de crescimento ou da secreção Láctea e por uma predisposição a acidentes musculares agudos.

      Magnésio (Mg)

      O Magnésio é chamado de sedativo do sistema nervoso, tanto central (como o cálcio), como periférico (oposto ao cálcio). Suas necessidades são aumentadas com dietas hiperprotéicas e hiperenergéticas.

      Em animais nervosos ou irritados, ou submetidos a estresse contínuo, um tratamento, por período definido, com um suplemento rico em magnésio, tem um efeito benéfico para o animal. Não deve ser oferecido ininterruptamente, mas por período breves.

      Potássio (K)

      O Potássio, assim como o sódio, está ligado à excitabilidade muscular.

     O excesso de potássio é muito perigoso; ele induz a uma grande fadiga muscular e pode levar a problemas cardíacos. Devemos tomar muito cuidado com uma alimentação muito rica em melaço, pois este é rico em potássio.

      Ferro (Fe)

      Fator Antianêmico.

      É muito comum alguns proprietários de cavalos de esporte aplicarem ferro injetável aos animais, pretendendo aumentar a capacidade esportiva do animal. Esta prática, além de não aumentar a performance do animal, prejudica a absorção de zinco e cobre, em detrimento da solidez óssea, prejudica a produção de hemoglobina e a elasticidade dos tendões.

      O aumento da taxa sangüínea de ferro acelera a utilização da vitamina E e predispõe a lesões musculares. Carência Rara.

      Cobre (Cu)

      É um fator antianêmico, participa do desenvolvimento ósseo, prevenção de osteocondrose, elaboração de camadas córneas. Risco de Carência Elevado.

      Zinco (Zn)

      Ligado à ossificação, integridade dos tegumentos (pele e camadas córneas, juntamente com o cobre, Vitamina A e Biotina) e imunidade. Risco de Carência Elevado.

      Manganês (Mn)

      É indispensável à fertilidade e ao desenvolvimento ósseo. Carência: Rara.

      Cobalto (Co)

      Está ligado na composição da vitamina B12 (cianocobalamina).

      Ele permite sua síntese pela microflora no aparelho digestivo. Carência: Rara.

      Selênio (Se)

      Antioxidante do Organismo (com Vit.E).

      Juntamente com a Vitamina E, o selênio protege as células, mais particularmente:

      - glóbulos vermelhos: reduz o risco de hemólise;

      - capilares: previne as microhemorragias e edemas;

      - músculos: contribui para evitar a degeneração muscular

      Carência: mediana.

      Iodo (I)

      Ligado à síntese de T3 e T4 (hormônios tireoideanos), à reprodução e ossificação.

      Sua carência leva ao bócio (hipertrofia da tireóide) e ao hipotireoidismo.

      Carência: mediana.

      MINERAIS QUELATOS

      Também são chamados de minerais orgânicos, minerais quelatados ou mineral aminoácido quelato. São minerais ligados a um aminoácido e que possuem maior capacidade de serem absorvidos pelo organismo.

      Podem ser de três tipos:

      1. Mineral Aminoácido Quelato: quando uma molécula de mineral está ligada a um aminoácido específico. É de fácil assimilação pelo organismo.

      2. Mineral Aminoácido Complexo: (específico e inespecífico) quando uma molécula de mineral está ligada a um aminoácido complexo. É menos absorvida que o anterior.

      3. Mineral Proteinato: quando uma molécula mineral está ligada a um complexo polipeptídico.

      É a menos absorvida dos três tipos.

      A diferença entre os três tipos está no peso molecular, na constante de estabilidade das ligações e nos aminoácidos utilizados.

      Os minerais quelatados possuem as vantagens de serem melhor biodisponíveis (até 90% de absorção, contra 10 a 20% dos minerais inorgânicos), sem interferirem na absorção de outros nutrientes, sem possuírem efeitos colaterais, nem causarem dopping.

      O simples fato de um mineral ser quelatado (ou quelado) não significa que ele é superior aos outros. Como exemplo temos o cálcio quelado por oxalato (presente em alguns tipos de capim). Este complexo quelatado não é absorvido pelo organismo. Quando vamos utilizar um mineral quelatado, devemos conhecer sua procedência, para saber se é ou não absorvido pelo organismo.

Autor: André Cintra

Fonte: Cavalo Criolo Website

sábado, 4 de junho de 2011

Sinais Vitais

 

Pulsação

O coração do cavalo bate entre 35 a 40 vezes por minuto. Em exercício, a pulsação pode mesmo chegar aos 180 batimentos por minuto. Mas em repouso, se o cavalo apresentar consecutivamente mais de 60 batimentos por minutos, é sinal de que está demasiado agitado ou em stress. Menos de 30 batimentos por minuto, ou pulsação demasiado tênue, podem indicar que o coração do cavalo não está a bombear sangue suficiente. O sítio de mais fácil acesso para verificar a pulsação é na parte de baixo da cabeça, perto do maxilar.

Temperatura

O mercúrio nos termômetros sobe normalmente até aos 38ºC num cavalo. A subida de uma grau centígrado não deve ser desvalorizada. Um cavalo com 40ºC encontra-se com febre e numa situação preocupante. Contudo, lembre-se que um cavalo após o exercício terá o corpo mais quente. O clima também influencia a temperatura do cavalo e nos dias quentes, o mercúrio pode subir um pouco mais.

Respiração

Em média um cavalo respira entre 8 a 12 vezes por minuto, sendo que depois do exercício pode chegar a inspirar e expirar 16 vezes. Para observar a respiração do cavalo, pode estar a tento ao movimento das narinas ou da barriga. Uma outra forma é auscultando a zona da traqueia. A duração das inspirações deve ser igual das expirações. Em situações comuns, a respiração do cavalo deve ser imperceptível.

Observações regulares

A melhor forma de manter a saúde do cavalo “debaixo de olho” é aproveitar os cuidados diários que tem de ter na manutenção do animal para verificar se existe alguma alteração em relação ao estado normal.

Alimentação

A alimentação dos cavalos não deve apenas ser controlada por questões de peso. A falta de apetite é um sintoma de doença relevante e fácil de reconhecer. O cavalo deve pastar, quando é libertado no terreno verde. Na hora das refeições, o cavalo deve comer a quantidade normal de comida que lhe é dada e no mesmo intervalo de tempo.

Pêlo

O cavalo deve ter o pêlo brilhante e a pele com elasticidade. Ao escovar o cavalo, examine a qualidade do pêlo: certifique-se de que não há peladas, de que os fios crescem por igual e que o pêlo se mantém junto ao corpo.

O cavalo nunca deve estar suado, exceptuando quando acaba o exercício (nestas situações deve ser exercitado levemente; nunca ponha um cavalo suado na box). Transpiração e pêlo molhado sem razão aparente são motivo para uma visita do veterinário.

Fezes e urina

A altura de limpar o estábulo é uma boa oportunidade para analisar as fezes e urina dos cavalos. As fezes devem ser sólidas e húmidas. A quantidade varia com o indivíduo, mas qualquer desvio do normal é facilmente perceptível. A urina deve ter uma cor amarelada. Se apresentar uma tonalidade escura, deve chamar o veterinário. Verifique também a quantidade de água ingerida pelo cavalo. Água em excesso ou em menor quantidade do que a necessária são prejudiciais à saúde do animal.

Postura

O cavalo acusa a maioria dos seus problemas através da sua postura. Deslize regularmente as mãos pelo corpo do cavalo e verifique se os flancos não estão demasiado contraídos.

As ferraduras devem estar desgastadas uniformemente e o cavalo não deve mostrar relutância em apoiar os membros no chão.

Comportamentos

O cavalo não deve ter movimentos descontrolados, mas também não deve permanecer imóvel. Entre alguns comportamentos que indicam doença estão o balancear de um lado para o outro e tentar cabecear o estômago.

Olhos

Os olhos dos cavalos são vivos e sempre alerta. Se o animal tiver os olhos inchados, revirar os olhos ou se apresentar um olhar mortiço, a saúde do animal pode estar comprometida.

Secreções dos olhos ou nariz

Os cavalos costumam ter alguma secreção sobretudo do nariz, geralmente após esforço físico. Conhecendo a quantidade normalmente produzida por cada indivíduo, sempre que reparar em secreções em excesso ou secreções de cor amarela, chame o veterinário.

Agitação

Pulsação e respiração acelerada podem ser sinónimo de stress ou desconforto. Para além de afectar o estado mental dos animais, o stress enfraquece o sistema imonulógico, contribuindo para a baixa de defesas em relação a vírus, por exemplo.

Letargia

O cavalo não é um predador, mas sim presa, e está por isso naturalmente atento a tudo o que se passa em seu redor. Num cavalo, a apatia é um sinal de doença.

Caroços

Pequenos altos sob a pele podem indicar a existência de tumores e devem ser observados por um veterinário o mais rapidamente possível.

Coxear

Se desconfia de que o cavalo está com algum problema nas patas e não nota nada de diferente a passo, dê uma volta ao picadeiro a trote. Qualquer dor será posta à vista nesta altura.

autor: Top2000

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cabeçadas e Embocaduras

 

As cabeçadas são feitas de tiras de couro que são colocadas na cabeça do animal e servem para segurar a embocadura – ferro usado na boca dos cavalos – de onde saem as rédeas. As embocaduras podem ser dos cinco tipos seguintes:

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Bridão (snaffle)

Tem vários tipos de fins, mas são mais usadas nos desportos hípicos. É leve e articulada no centro, pressionando os cantos da boca;

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Bridão de Roller (Snaffle de Roletes), que impede que o animal "tome o freio dos dentes"


Freio(bit)

É utilizado em animais de boca mais dura, pois é mais forte e possui hastes laterais com comprimento variável, fazendo mais pressão quanto maior for as hastes, formando uma alavanca mais forte com a barbela; obriga a montaria a baixar a cabeça pois actua sobre o palatino;

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Freio dito Hunloko ou globo-chook, é usado com rédias simples


Pelham

Reúne as funções do freio e do bridão; é utilizada com quatro rédeas actuando as duas inferiores como freio e as duas superiores como bridão, formando com a barbela uma alavanca;

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Tipo de Pelham que tem um bocado macio, de vulcanite (ebonite), usa-se com quatro rédias e barbela.


Dupla Embocadura

Usa-se simultaneamente com o bridão e com o freio e com quatro rédeas. É utilizado principalmente no adestramento;

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Bridão, (Snaffle) do tipo Magenis, com roletes no bocado para maior controle.


Hack More

Actua fora da boca do animal fazendo pressão no nariz; é de metal e forma uma alavanca ligada a barbela. O controle do animal deve ser equilibrado sem movimentos bruscos, pois é um sistema potencialmente severo. É usado principalmente no Oeste Americano

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Bridão com barras faciais fixam a posição do bocado na boca do animal; as "chaves" o encorajam a salivar.

Fonte: Tudo sobre cavalos

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Muar Marchador

 

Muar marchador - Animal que não perde o chão. Com isso ele não sacode tanto e o muladeiro / tropeiro faz um percurso muito mais agradável.