Bem Vindo ao Blog do Pêga!

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O propósito do Blog do Pêga é desenvolver e promover a raça, encorajando a sociedade entre os criadores e admiradores por meio de circulação de informações úteis.

Existe muita literatura sobre cavalos, mas poucos escrevem sobre jumentos e muares. Este é um espaço para postar artigos, informações e fotos sobre esses fantásticos animais. Estamos sempre a procura de novo material, ajude a transformar este blog na maior enciclopédia de jumentos e muares da história! Caso alguém queira colaborar com histórias, artigos, fotos, informações, etc ... entre em contato conosco: fazendasnoca@uol.com.br

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Raças de Jumentos – Parte 16

Mais algumas raças para vocês conhecerem…
  • Chipre / Cypriot /Gaidouri /Mercedes

Também conhecido como jumento Mercedes tem uma personalidade muito amigável. Devido à sua grande capacidade de trabalho e por ter uma saúde energética este jumento cipriota é altamente considerado e valorizado em diferentes lugares, como na Síria e na Palestina otomana. Eles são capazes de levar o dobro de carga que o jumento da Anatolia. Não está claro quando o jumento cipriota  surgiu como uma raça diferente e separada. É, porém, evidentemente diferente do comum e mais vulgar jumento do Levante.

 

Não existe uma raça indigena em Cyprus, mas existem duas vertentes de jumentos lá. A primeira é de pelagem amarronzada com nariz e barriga beje, e varia muito de tamanho, alguns são bem grandes. Esses devem ter suas origens nos jumentos do oeste ou sudoeste da França, provavelmente chegaram na época das cruzadas.

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A segunda, é um jumento pequeno e acinzentado, quase que certamente de origem africana, mas que já estão em Cyprus a alguns milênios. Essas duas vertentes foram cruzadas e o census de 2002 mostrou que haviam  2175 jumentos na área grega de Cyprus. Não há diferenciamento de raças, mas existe evidências que sugerem que por volta de 80% são do tipo amarronzado e apenas 20% do tipo cinza pequeno. Na parte turca de Cyprus existem cerca de 200 a 500 jumentos selvagens na peninsula  Karpas.


A vertente amarronzada é conciderada a melhor raça de jumentos do oriente médio e está bem difundida por toda a Grécia.  Os machos medem entre 125-132cm, pesando cerca de 300kg e as fêmeas 120-125 pesando cerca de 250kg. Esse jumento é caracterizado por patas fortes e é recomendado para fazer mulas .

 

  • Jumento Mediterrâneo Miniatura

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    O Jumento Siciliano/Sardenha em miniatura é oriundo da Sicília e da Sardenha. Eles medem no máximo 0,91 cm, e parecem jumentos padrão. Estes pequenos animais são afetuosos e bastante fácil de cuidar. Com cuidados de saúde adequados e  manutenção, podem viver por 25 à 30 anos. O jumento siciliano é a mais rara raça de jumento. Eles tiveram origem na Arábia e na África. Sua inteligência e atitude carinhosa permite uma variedade de usos, incluindo carga, cuidar de ovelhas e animais de estimação.

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    Jumentos miniatura são originários da região mediterrânea do norte da áfrica, existem desde os tempos antigos e mais recentemente são encontrados nas ilhas da Sicília e Sardenha. Eles são chamados simplesmente de jumentos mediterrâneos miniatura (na America do Norte são chamados apenas de jumentos miniatura).

    Jumentos de raça pura estão rapidamente desaparecendo, pois os jumentos miniatura estão sendo cruzados com raças maiores.  Por esta razão, os jumentos na América do Norte têm valor genético global. Felizmente, os números nos E.U.A. e Canadá são fortes e estão aumentando desde que os jumentos chegaram pela primeira vez no início de 1900. Aproximadamente 2.179 animais foram registrados em 1995 e a população atual é estimada entre 17.000 e 20.000 nos os E.U.A.


    Miniature Mediterranean Donkey

    Segundo informações esses jumentos estão quase extintos na sua terra da sua origem e sua exportação está proibida. Em geral, quanto menor o jumento maior o seu valor.

    Sicilian Donkey

     

    Os primeiros exemplares a serem importados para os EUA em 1929, vinheram da Sardenha. Foram feitas por Robert Green, que dizia que "Jumentos Miniatura, possuem a natureza afetiva de um cachorro, a submissão de uma vaca, a durabilidade de uma mula, a coragem de um tigre, e uma capacidade mental apenas um pouco menor que a do homem."
    Mini Mediterranean Donkey Association

    Ao contrário de outras raças em miniatura essa é uma raça a parte, não foi selecionado para ser miniatura.

    Mini Mediterranean Donkey Association

  • terça-feira, 20 de julho de 2010

    Raças de Jumentos – Parte 15

    Mais algumas raças para vocês conhecerem…

    • Andaluza / Cordobesa / Lucena

      Andaluz Donkey - Cordovan

    La Gran Raza Asnal Andaluza, Cordobesa,  de Lucena, Andalucia,  Andaluz, Cordobés, Córdoba, Campiziesa, Campinesa, Anda-luza-Córdoba, Andalucian, é como é conhecido esse belo  animal, representante  do antigo jumento egipcio.

    O jumento Andaluz tem sido um amigo inseparável do homem durante séculos. Animal sensível, inteligente, cheio de ternura e carisma. É um animal que às vezes se revela teimoso. Sobre o seu caráter e comportamento se pode dizer que o jumento lê os sentimentos das pessoas e sabe o humor deles. É um animal equilibrado, pacífico, mas determinado.

    Foi Aparicio Sánchez, que deu o nome de La Gran Raza Asnal Andaluza para diferenciá-lo de outros  jumentos inferiores provenientes do Norte de África. Os poucos exemplares existentes estão localizados nas regiões de Andaluzia e Extremadura.


    aniversaria BURRA ANDALUZA

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Habita o sul e o Levante, é originário do Equus asinus Solamensis, foi introduzido na Península Ibérica pelo Norte de África mais de 3000 anos atrás pelos Ibéros e Camitas. No entanto alguns acham  que a sua introdução foi mais tarde, coincidindo com a invasão muçulmana. Nesta època, Rof Codina, citando os motivos de Ruiz Martinez (1918) observa que "os jumentos de Cordoba, por seu tamanho e excepcionais habilidades, gozava de grande reputação como animais de sela no momento do Califado muçulmano ". Facilmente se adaptou ao clima quente da Andaluzia e cresceu principalmente em duas áreas: Córdoba e na região delimitada pelo Guadalquivir e Guajaroz, e nas localidades de Genil, Cordoba, Jaen e Baena. Foi um animal importante para o crescimento rural (especialmente nas culturas de cereais e olivas).

     

    De conformação harmoniosa e robusta, tem um perfil convexo, pescoço musculoso, cernelha alta e magra, o tronco é cilíndrico e a garupa arredondado. Seu temperamento é calmo e tem muita energia e força. El color de su capa es tordo rodado (rucio) , con el pelo A cor de sua pelagem é tordilha cinza com pêlo
    curto e fino.  A cabeça tem uma testa larga e orelhas salientes. Eles são resistentes e altos, tanto os machos como as fêmeas, atingindo até 1,60 cm na cernelha para os machos e 1,50 as fêmeas. Muito aclimatados ao calor e à escassez de água.

    No Livro Genealógico da Raça  pode-se registrar as jumentas com um padrão mínimo de qualidade e com o mínimo possível de cruzamento rastreável com outras raças. No entanto os jumentos passam por um exame duro e só são aceitos aqueles com um elevado grau de pureza. O Livro Genealógico está aberto atualmente.

    Hoy en día se estan llevando a cabo actuaciones para la recuperación de la Gran Raza Asnal Andaluza, en las que colaboran principalmente la Yequada Militar de ÉCIJA , la Universidad de Córdoba , La Asociación para la Defensa del Borrico ( ADEBO ), Jefatura de Cría Caballar  y el Grupo de Investigación CORA de la Junta de Andalucía. Hoje estão se realizando ações para a recuperação da raça Andaluza organizadas pela Yequada Militar de ÉCIJA , pela Universidad de Córdoba , pela Asociación para la Defensa del Borrico ( ADEBO ), pela Jefatura de Cría Caballar  e pelo Grupo de Investigación CORA de la Junta de Andalucía. Poucas fazendas na Andaluzia tem um número significativo de animais. Para citar alguns dos mais importantes:
    La Condesa de Aguilar, Don Lorenzo Silva (Sevilla); Fundación Adebo de Pascual Rovira, en Rute (Córdoba); Ganadería las bellotas de Don  Rafael Fuentes en Monachil( Granada)


    Fora da Andaluzia é importante destacar o trabalho que está sendo feito pela Junta de Extremadura. O CENSYRA, "Centro de Seleção e Reprodução Animal" , ajuda na recuperação de animais ameaçados de extinção, incluindo o jumento Andaluz. Eles têm um grande número de jumentos e jumentas da raça andaluza nos quais aplicam seus programas de recuperação e melhoria do material genético.

     

    Existem atualmente 410 indivíduos inscritos no Livro Genealógico, estando a raça seriamente ameaçada de extinção.

     

    Por um longo período, o jumento, por causa de seu possível uso como um garanhão para obter mulas era considerado quase um inimigo do cavalo, talvez mais evidentemente na Andaluzia, terra adequada para a criação deste último e, portanto local de maior produção de cavalos para o exército. Entre 1462 y 1834, casi cuatro siglos, se mantuvieron leyes y normativas que prohibían la utilización del asno para la obtención de mulas, y casi todas incidían en el área de expansión de nuestra raza, Andalucía. Entre 1462 e 1834, quase quatro séculos, foram mantidas leis e regulamentos que proíbiam o uso do jumento para obter mulas, e  quase todas as leis eram nas regiões de maior expansão da raça Andaluza. Una larga sucesión de disposiciones, providencias y Reales órdenes que persiguen la cría mular y por lo tanto el uso del garañón, pero especialmente desde el Tajo hasta Andalucía. Uma longa sucessão de regras, ordens e decretos perseguiam a criação de muares e, portanto, a utilização do garanhão, especialmente entre o Tejo e a Andaluzia. As Cortes de Cádiz pelo decreto de 18 de marco de 1812 revogaram todas as leis e decretos relativos à produção de cavalos e muares, mas ao mesmo tempo  proibiram o uso do jumento como reprodutor, na Andaluzia, Extremadura e do reino de Múrcia.

     

    Em17 de fevereiro de 1834 foi declarado livre o cruzamente entre éguas e jumentos, terminando mais de três séculos e meio de perseguição à produção de mulas e por ação indireta a do jumento também. Portanto, a história deste burro tem que ser condensadas em dois períodos: o primeiro desde a sua introdução na península até o século XVIII e a segunda a partir dessa data até hoje.

     

    Descobrir dados sobre o primeiro período representa um grande desafio, não se chega a nenhuma conclusão clara por causa da escassez de fontes documentadas. Do século XVIII até aos nossos dias é o período mais importante da história da raça, esse foi o periodo de consolidação da raça de jumentos Andaluz/Córdoba.

     

    O período em que houve maior risco de desaparecer foi entre 1970 e 1995. A manutenção de animais na Coudelaria Militar de Ecija para a obtenção de reprodutores  para a produção de muares permitiu um núcleo de conservação, mesmo que fossem destinados principalmente para a cobertura de éguas, pelo menos serviu também para manter o núcleo criação de jumentos. No entanto, a demanda por mulas também entrou em declínio no final dos anos 80, o que contribuiu para a redução do número de animais, o que fez com que a raça Andaluzfosse designado como ameaçada de extinção.


    • American Spotted Donkey / Pampa Americano

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    Jumentos de todos os tamanhos podem ter pintas ou manchas coloridas. O  American Spotted Ass  não chega a ser exatamente uma raça ainda. São jumentos de outras raças americanas nascidos com pelagem pampa que estão sendo selecionados para criar uma raça pampa. A ACOSA - American Council of Spotted Asses é uma organização sem fins lucrativos criada para promover e preservar esses animais. O termo American Spotted Ass é uma marca registrada que só pode ser utilizada por jumentos registrados nessa associação, que está tentando criar uma base para a raça.  Para aqueles interessados em genética, no momento, não se sabe se o gene pampa pode ser homozigoto como no cavalo tobiano, pois jumentos e jumentas pampa continuam a produzir filhotes de pelagens comuns de cor única, o que significa que ainda são heterozigotos para pampa.

    sexta-feira, 16 de julho de 2010

    Assinatura Revista Horse

    Neste mês a Horse é especial sobre Jumentos e Mulas.

    Interessados em assinar, podem escrever para a revista que eles estão com uma promoção especial:

    apenas R$ 100,00 por 01 ano de Horse no conforto de sua casa: daniel@revistahorse.com.br

    terça-feira, 13 de julho de 2010

    Já nas Bancas - Revista Horse 3a Ed. Especial sobre Jumentos e Muares

     

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    Raças de Jumentos – Parte 14

    Mais algumas raças para vocês conhecerem…
    • Grand Noir Du Berry /Berry Black /Ane du Berry

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      Jumento Francês. Suas origens são misteriosas, dizem que o Berry foi moldado pelo solo onde vivem, pela vegetação local, pelo clima, e pelos interesses dos homens. O Berry se encontra em uma área que abrange 14.000 km ² e inclui as regiões de Indre e Cher. Originalmente, as suas fronteiras naturais eram do rio Loire, Allier, Cher e Creuse Sauldre, as montanhas de Sancerre, os pântanos do Sologne e Brenne e as florestas do leste.  No vale do Germigny, nas montanhas Charolês e no oeste Brenne estão suas zonas húmidas florestadas.  Ao norte, as colinas de Sancerre são cobertos de vinhas, enquanto o sul estão espalhados os pomares de Boischaut.

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      Os Berrichons do século XX são os camponeses, que viviam da terra: vinhas, batatas, mas também de minerais e argila. Eles desenvolveram o “cavalo do pobre": o jumento. O Grand Noir du Berry é mais barato para comprar e manter do que um cavalo.  Ele é robusto, paciente e calmo. Ele carrega frutas e legumes, trabalha no campo, arrasta o barco ao longo do Canal du Berry e mais afrente na direçao de Paris pelo canal Briare, é atrelado ao lado dos cavalos e bois, e puxa o arado para arar nos locais mais difíceis. Hoje também é usado no turismo carregando bagagem de hikers.

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      Em 1892, 400 mil jumentos viviam nas regiões de Cher, Indre, Allier e Nièvre, o que representava 40% do total da população de jumentos! Em 1986, a associação "Thiaulins de Lignières" constatou a escassez do Grand Noir.  Eles organizam um festival anual com os criadores e comerciantes de cavalos na região. Este evento deu origem ao festival anual de jumentos e muares de Lignières. Programado para toda segunda-feira de Pentecostes, reuniu 100 jumentos em 1990, 220 em 1993 e 350 em 1997. Todos os amantes do jumento você encontra lá. A raça Grand Noir du Berry foi oficialmente reconhecida em 1994.

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      L'association Française de l'Ane Grand Noir du Berry (AFAGNB), fundada em 1986, tem 368 membros (dados de 1999). Ela gerencia o livro genealógico junto com a Coudelaria Nacional. A corrida oficial realizada anualmente em Lignières acontece em setembro. No senso de 1993 haviam apenas 80 jumentos (machos e fêmeas) em conformidade com o standard. Em 2000 o número cresceu para quase 600 animais.

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      Caracteristicas do Grand Noir du Berry:
      * O macho mede entre 1,35 m e 1,45 m na cernelha aos 4 anos e as fêmeas com a mesma idade entre 1, 30m e 1,40 m. 
      * Pelagem: A pelagem é lisa, castanho para marrom escuro (preto Pangare), não possui faixa crucial ou listra de burro, também não possui listras nos membros. A cauda é idêntica a pelagem do corpo. O ventre é branco prateado, incluindo a axila, virilha e a parte interna das coxas. O pêlo no verão é curto. 
      * Cabeça: A cabeça é em linha reta, nariz cinza-branco rodeado por vermelho, que pode ir até o focinho. 
      * Orelhas: as orelhas de um tamanho bom (metade do comprimento da face), aberta e sem entalhe, o nariz-cinzento que pode se estender até o focinho, às vezes cercado por vermelho.

      * Corpo: O pescoço é forte, o peito aberto, costas retas, em volta do traseiras. Os membros têm aprumos fortes afirmou. A figura constitui um limite.

        

    • Normando /Ane Normand

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    O Jumento Normando tem sua origem no oeste da França: Normandia, Mayenne e Sarthe. É um jumento de médio porte (1,10-1,25 m na cernelha para os machos e para fêmeas). A pelagem e a cauda é de um marrom baía, com a cruz de Santo André, o ventre é branco acinzentado, o nariz é preto ou cinza escuro sombra. O pescoço é forte e grosso. A juba é vertical ou inclinada.

    Esta raça foi utilizada principalmente para o trabalho. O jumento Normando foi usado para o transporte de latas de leite na Normandia, no trabalho de jardinagem e nas festas da aldeia. Hoje ele é usado para lazer e turismo. A raça foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura, 20 agosto de 1997.

    No senso de 2004 haviam 192 animais; 40 reprodutores e 152 matrizes; registrados haviam apenas 81 animais, e 61 criadores.

    segunda-feira, 28 de junho de 2010

    Raças de Jumentos – Parte 13

      Mais algumas raças para vocês conhecerem…
    • Amiata / Micci Amiatini

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    O jumento Amiata é uma antiga raça Italiana. É aborigene de asininos selvagens africanos e sua presença está documentada no período etrusco por pintura em louça (Grzimek, 1969). Sua prevalência pode ser identificada nas montanhas Amiata, onde no início de 1900 haviam cerca de 2.500 animais. Os menores números foram registrados durante o período de 1970-1980, mas a raça tem sido mantida fora de extinção por causa da diligência do Instituto Ipopico Incremento de Pisa, que manteve um grupo de animais em sua fazenda em Cernaia, perto de Grosseto, poupando diferentes linhagens (Baroncini 1987).

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    Hoje em dia, o jumento Amiata é considerado uma raça em risco de extinção pelo Biodiversity Committee of European Parlament (NL 215/90), FAO (FAO, 2000) e pelo "Monitoring Institute for Rare Breed and Seed in Europe" (2001). Em 1993, a Associação de criadores dos "Micci Amiatini" foi fundada com o objetivo de preservar a raça e promover a sua difusão. Finalmente, em 1997, o parlamento da Toscana incluiu o jumento Amiata no registro regional de recursos genéticos autoctonos (LR 50/97). A concretização destes objetivos é dificultada pela completa ausência de dados científicos sobre a reprodução, nutrição, criação e genética do jumento Amiata.

     

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    A estrutura demogenetica do jumento Amiata,  foi investigada usando informações de pedigrees. Dados genealógico de 602 jumentos criados na Toscana foram gravadas em um banco de dados e analisados pelo programa de computador ENDOG. O tamanho da população aumentou de 89 indivíduos em 1995 para 503 (129 machos e 374 fêmeas) em 2005. Os animais foram distribuídos em 152 rebanhos, sendo que eram originários de apenas 21 rebanhos, sugerindo que um pequeno número de criadores forneceram reprodutores para todos esses criatórios. O número máximo de gerações rastreadas foi de 4, a geração média máxima foi de 1,14, a média de uma geração completa foi de 0,53, e a geração média equivalente foi de 0,78. A média do coeficiente de parentesco (AR) em 503 animais vivos foi de 0,94%, enquanto o F médio foi de 0,29% para o tamanho efetivo populacional foi de 172,41. Entre os 24 animais com uma história de 4 geração, 3 (12,5%) foram de 25% pura. Apesar das informações genealógicas não estarem completas, o que não permite a inferência exata dos valores atuais da população de parâmetros genéticos, o presente trabalho representa um primeiro passo para uma gestão eficiente da raça.

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    Altura de cernelha aos 30 meses:
    - Macho: 130-140 cm
    - Fêmea: 125-135 cm

     

    • Ragusano / Ragusa

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    Raça Italiana muito robusta. É caracterizada pela sua morfologia pesada. Mede entre de 1,35 e 1,40. Apesar de sua aparente tristeza tem um carater muito enérgico.

     

    Originou-se na área de Ragusa, Modica, S. Croce Camerina Scicli na Sicília. É uma nova raça, reconhecida oficialmente em 1953, quando durante os estudos de seleção o Instituto de Crescimento dos Cavalos de Catania (eles mantêm o escritório de registro) foi capaz de corrigir algumas características.

     

    Todos os jumentos que vivem na Sicília tem suas origens rastreadas até a à raça Pantelleria, especialmente na província de Trapani, e também para a raça geralmente chamada de Siciliana, presente em toda a ilha. O cruzamento das duas acima com a raça Martina Franca e do jumento Catalano, depois de várias passagens, produziu alguns bons exemplos.

     

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    Para além destes cruzamentos, alguns exemplos de um bom desenvolvimento e estrutura foram encontrados principalmente na província de Ragusa. Estes exemplos foram cruzados com relação estrita de sangue de modo que as características mais marcantes podem ser corrigidos rapidamente, pois eles ainda são encontrados hoje. É muito adequado para um clima agreste. Temperamento energético. Seus burros foram usados durante as guerras do século passado, nos Alpes, com grande sucesso.

     

    • Bourbonnais

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    O Jumento Bourbonnais, nasceu em Auvergne, Allier, França. Muito popular na sua área e entorno, é chamado, até hoje de "o jumento milagroso!", um apelido que se encaixa bem, porque na verdade é uma característica que faz mover multidões. É representado na famosa feira Braize com os mais belos espécimes. A cada ano, dez mil pessoas se deslocam para admira-los.  O jumento de Bourbonnais pode se orgulhar de estar na vanguarda de conformação. Possui uma pelagem que varia do marrom claro para o chocolate, os membros listrados e uma cruz de Santo André. Além disso, como muitos jumentos, possui o estômago, a virilha, e o entorno dos olhos acinzentados. É muito menor que o primo e vizinho da região de Berry.

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    A associação do jumento de Bourbonnais foi criado em 1994 para lutar até o final de 2002 para formalizar a raça. O jumento Bourbonnais tem sido reconhecido pela Coudelaria Nacional.

     

    Tamanho aos 4 anos: Macho: de 1,25 a 1,35 m, fêmeas: de 1.18m para 1.28m.

    quinta-feira, 17 de junho de 2010

    Raças de Jumentos – Parte 12

    Mais algumas raças para vocês conhecerem…

     

  • Mary / Maryiskaya / Merv

     

     

     

    As regiões de Mary e Ashkhabad do Turcomenistão produzem a raça de jumentos grandes chamada de Mary (Maryiskaya e Merv são outros nomes também utilizados). A altura dos espécimes atingem 130 - 142 centímetros. Sua origem e características econômicas são semelhantes aos jumentos Hamadan iranianos cujos descendentes também podem ser encontradas no Azerbaijão. Nas regiões onde são produzidos os jumentos Mary, os tipicamente grandes (altura na cernelha do sexo masculino 119-120cm,  116-118 centímetros do sexo feminino), coexistem com os menores, que em nada diferem da variedade usbeque.


    Os experimentos de hibridização do Instituto de Pesquisa Nacional da Criação de Cavalos envolve estes animais e éguas de carga pesadas para a criação de muares para carga.  O último tipo (feito com éguas da raça Lokai) foi testado com sucesso no Tajiquistão. Ao longo de um percurso difícil até 90 km, a uma altitude de 3000m a velocidade dos animais foi de 6,3 km por hora. Testes práticos mostraram que o cargueiro não deve ser de grande porte, pois para o movimento nas montanhas equilíbrio e eficiência são de extrema importância. O passo curto reduz o ritmo oscilante da carga e prevê um movimento constante em caminhos ruins. Nas regiões autónomas de Nagorno Karabakh do Azerbaijão, mulas com um peso de cerca de 300 kg podem transportar cargas de 70-125 kg.


    A raça de Mary e um número de variedades locais ocupam uma área bastante limitada, com populações de número cada vez menor. A quantidade está declinando devido à baixa rentabilidade da criação jumentos e a produção de muares. Expedições e resgates nas montanhas requerem apenas um pequeno número de animais.

     

  • Martina Franca / Morello / Pugliese / Martinese / Puli / Apuliano

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    No território de Martina Franca, na Itália,  existe uma raça famosa de jumentos, que os especialistas consideram de grande valor. Esta raça é robusta, grande, alegre e é caracterizada pela sua pelagem muito escura. Altura: 1,35 m aprox. Os Jumentos  Martina Franca derivam do jumento catalão, levados à Puglia (Apúlia) na época da dominação Espanhola. Os jumentos autóctones da região foram cruzados com o catalão. Também é chamado de jumento Morello, porque tem uma pelagem escuro, enquanto a sua boca e dentro das pernas a pelagem é cinza. O jumento Martina é alto e bem construído e tem bons nervos. Esses jumentos eram usados para transportar cargas por tropas alpinas porque eles se adaptaram às dificuldades  do território.


    O fomento da raça de jumento Martina ocorre em Russoli Masseria e é operado pela Guarda Florestal Estadual. Essa fazenda é uma das fazendas mais importantes da Puglia. Aqui você pode encontrar alguns dos melhores padrões de jumento do mundo.

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    Jumentos Martina Franca são tradicionalmente utilizados para o trabalho de roçado e como animais de carga, mas também para a produção de mula com éguas Murge. Mulas Martineseeram famosas na Itália e no exterior. A pelagem é marrom escuro ou preto com manchas avermelhadas ao redor dos olhos e parte da boca, narinas cinza-esbranquiçado e abdômen cinza. A cabeça é grande, mas não muito pesada, com maxilares bem desenvolvidos e longas orelhas em pé. O pescoço é forte e musculoso, sem demarcações dividindo-o da sua continuação nas costas, garupa muito grande e musculosa, pernas musculosas, com articulações secas e grossas e cascos duros. Jumentos Martina Franca puros tem três marcas: uma no rosto, uma no pescoço e uma no crural. No primeiro domingo de Dezembro, um mercado para os jumentos e cavalos Martina Franca Murge acontece no Foro Boario Martinese. Desde 1990, a raça é oficialmente aceita. Em 2005 a contagem total era de 327 animais (sendo que destes 206 eram matrizes e 24 reprodutores).

     

    • Sarde / Sardo / Sardi / Molenti

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    Raça Italiana, nativa da Sardenha. A presença do burro na ilha é muito antiga, mas eles foram certamente o utilizados pela população sardo-púnica para impulsionar seus fins de produção agrícola e de transportes. Este jumento é caracterizado por um temperamento alegre. Raça altamente conceituada tanto em Itália como no estrangeiro. Possui cruz nas costas, a pelagem é pêlo de rato, com borda escura nas orelhas, as vezes nascem com marcas de zebra nos ombros e nos membros.

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    A cabeça tem o perfil reto, pescoço curto, lombo forte e firme, garupa curta, ligeiramente inclinada, cernelha não muito pronunciada, peito suficientemente amplo e tórax estreito e fundo. Marcha curta, pouco elástica, mas segura, perpendicular. Altura da cernelha: 80-115 cm.


    A presença na ilha da Sardenha do jumento, de acordo com alguns autores, vem desde o Neolítico. Para outros estes jumentos vinheram da Fenícia, enquanto para outros a origem é atribuída à Núbia, o berço dos jumentos Africanos. 

  • terça-feira, 15 de junho de 2010

    Raças de Jumentos – Parte 11

    Mais algumas raças para vocês conhecerem…
  • Mammoth / American Jack Stock

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    O American Mammoth Jack Stock teve seu registro estabelecido em 1888 como American Breeders Association of Jacks and Jennets (Associação Americana de Criadores de ?Jumentos e Jumentas). Um segundo livro de registro foi estabelecido mais tarde para jumentos de outra raça americana o Standard (Standard Jack and Jennet Registry of America - SJJR). Em 1923 os dois depois foram unificados passando a se chamar Standard Jack and Jennet Registry of America (SJJR), isso durou até 1988.

     

    No final dos anos 60 foi fundada a American Donkey and Mule Society (Associação Americana de Jumentos e Muares) e logo adotou "standard" como um termo descritivo para jumentos de um determinado tamanho. Nos anos seguintes, houve muita confusão por causa da similaridade entre o jumento standard da American Donkey and Mule Society's e a palavra standard no nome Standard Jack and Jennet Registry of America. O standard em Standard Jack and Jennet Registry of America se refere a caracteristicas especificas para o registro de uma raça, mas muitos se confundiam e achavam que era um registro para jumentos da raça Standard. Para acaber com a confusão o nome foi modificado para American Mammoth Jackstock Registry (AMJR) em 1988.

     

    O desenvolvimento e as qualidades únicas da raça combinadas com sua função vital no desenvolvimento dos EUA está bem documentado na AMJR. O Jumento Americano Mammoth (Mamute) é a maior raça de jumentos do mundo. Foi criada combinando uma variedade de linhagens mais antigas de grande porte importadas da Europa (predominantemente espanholas) e jumentos nativos americanos e mexicanos. O resultado foi um jumento mais alto e largo, mais forte com capacidade para carregar cargas maiores.American Mammoth Jack

     

    A seleção desses animais precede a criação do registro em mais de 100 anos, muito antes da guerra revolucionária, de acordo com registros escritos por um dos fundadores do registro em 1902. O Mamute foi desenvolvido por causa da necessidade por jumentos de qualidade para servirem de reprodutores que produzissem muares grandes, fortes e de vitalidade para uso na agricultura e transporte.

     

    A variedade de tipos de muares necessários para cada industria nas diferentes regiões do país levou a criação de variedades diferentes de jumentos. Para identificar as caracteristicas do Jack Stock é importante entender a diversidade genética que distingue esses animais. Existem tipos diferentes de Jack Stock (jumentos) nos Estados Unidos, alguns puxaram mais aos seus antepassados Majoreros, enquanto outros aos Andalusos, alguns apresentam  caracteristicas de outros antepassados. Essa diversidade não era o objetivo da associação quando foi criado o registro em 1888. O registro foi feito para uniformizar os jumentos e incluir somente animais pretos, com uma altura mínima de 1,52m. O registro foi feito com esses objetivos em mente, mas ao longo dos anos, foram feitas modificações nas regras.  

     

    Os documentos anteriores a guerra revolucionária tem poucos detalhes, mas um documento indica que o primeiro jumento a ser importado pelos EUA vinheram de Cabo Verde, com antecedentes em Portugal. Esses animais aparentemente produziram mulas inferiores que foram exportadas para o Caribe durante a guerra peninsular, quando esses animais não podiam ser importados da espanha. Por causa da pouca qualidade esses animais acabaram desaparecendo, dando lugar a espécimes melhores.

     

    Um presente que George Washington recebeu do rei da espanha em 1785 de duas jumentas e um jumento Andaluz (chamado de Royal Gift) é reconhecido como o marco que revolucionou a criação de jumentos dos EUA. Esses jumentos junto com um jumento Maltês (Knight of Malta) presenteado mais tarde a Washington pelo seu aliado europeu, o Marquês Lafayette, produziram jumentos e mulas com uma qualidade muito superior a dos jumentos nativos e a dos importados de Cabo Verde. Entre 1785e o começo da guerra civil vários jumentos foram importados da Europa. Os registros da época contém um relatório muito bom das raças que foram importadas nesse periodo. Mesmo essa informação não sendo oficial foi documentada por pessoas importantes na criação de jumentos e fundadores da associação e do livro de registro.

     

    Um dos jumentos mais importantes é conhecido como ‘Imported Mammoth’, importado para o norte de Kentucky antes da guerra civil.  As informações dizem que tinha 1,62m, era bem comprido, pesado como um cavalo, com pés e ossos largos, o último bem carnudo. De acordo com relatos ele era bem superior a todos os outros jumentos da época, foi reprodutor por nove anos e dizem que nenhum outro jumento melhorou tanto a raça em termos  de ossatura e tamanho que ele. Limestone Mammoth, um descendente dele é um bom exemplo da linhagem do Imported Mammoth.

     

    Em contraste com o Imported Mammoth, os jumentos importados da Catalônia contribuiram em estilo e nos últimos toques. Como a pelagem do Catalão lustrosa e brilhante  com cores variando entre o preto e o castanho, e mesmo possuindo um tamanho menor possuem cabeças e orelhas mais finas. Os produtos das primeiras importações  exibiam um excesso de estilo, com cabeças e orelhas exuberantes e pelagem sedosas. Os ossos e as patas não tinham o mesmo tamanho da linhagem de  Imported Mammoth, mas os ossos eram retilineos e limpos.  Great Eastern em 1888 era considerado pela associação como o melhor exemplar da raça Catalã. Os produtos posteriores dos jumentos catalões se tornaram maiores que seus pais em tamanho e ossatura, e não perderam o refinamento desejado.  A linhagem Starlight descendia do jumento importado Belknap e eram considerados ótimos exemplos de jumentos de linhagem catalã em meados do século 19. Cruzamento entre os decendentes da linhagem Starlight com descendentes da linhagem  de Imported Mammoth produziram jumentos excelentes em tamanho, ossatura, estilo e ação.

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    Jumentos malteses estavam entre os primeiros jumentos importados para os EUA. Considerado por muitos como pequenos, seu uso no desenvolvimento do  Jack Stock declinou drasticamente com as importações do Catalão, Majorero e Andaluz.  Os Malteses eram mais fogosos que as outras raças europeias e contribuiram para a vitalidade encontrada no Jack Stock.

     

    O Majorero foi a maior das raças Européias a ser utilizada no desenvolvimento do American Jack Stock. A medida média dos jumentos importados foi 1,50m com ossaturas e corpos bem largos. As cabeças eram enormes e grossas, com orelhas maiores que de outras raças, mas não muito eretas.   O temperamento não era tão ativo quanto o de outras raças como a Catalã e a Maltesa. Os tamanhos eram mais uniformes e eram considerados não só os jumentos mais altos em existência mas também a raça mais pura da Espanha. O número de importações desses animais foi bem limitado por causa da disponibilidade. Em 1890 foi relatado que os jumentos haviam praticamente desaparecido da ilha por causa da demanda por animais, que produziam tamanho. King Inca, registrado como tendo cerca de 1,54m é um bom exemplo de Majorero que foi importado pelos EUA. 

     

    O jumento Andaluz foi um dos primeiros a ser importado pelos EUA, e é considerado uma das melhores raças de jumentos em existência. Dizem que essa raça descende de uma raça antiga usada para fazer mulas antes da época de Cristo. O Andaluz é predominantemente acinzentado, mas alguns podem chegar a branco e em casos raros preto e azul. Seu tamanho varia entre 1,37 –1,52, com pernas excelentes, largas e firmes com boa cabeça e orelhas. O Andaluz foi bastante utilizado em cruzamentos nos EUA, mas perdeu o favoritismo por causa da cor da sua pelagem. Preto era a cor preferida dos criadores, e a única cor que era permitida para fins de registro nos primeiros anos do livro de registro. Uma observação interessante feita por criadores nessa época é que o Andaluz tem menos tendência a feridas e calos que as outrras raças.

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    Embora considerados inferiores na época os jumentos italianos também tiveram a sua participação na criação da raça. Um bom número de jumentos italianos foi importada no final do século 19.  Considera-se que essa importação se deu pelo baixo valor desse jumento e a alta demanda por jumentos importados nos EUA na época. Eram em sua maior parte pretos e foram os menores jumentos importados, variando de 1,32-1,42. Eram jumentos vigorosos, e de natureza considerada ruim. Esses jumentos foram rechaçados por criadores sérios, e não se sabe ao certo o quanto eles foram utilizados para cruzamentos com Jack Stock.

     

    O jumento Poitou francês foi por muitos considerado o mais perfeito de todos os jumentos Europeus importados para os EUA por causa do seu grande peso, ossatura e músculos. Variavam em tamanho de 137-152cm.  O Poitou tem uma aparencia bem distinta, já que é a única raça com pelagem bem comprida. Outras caracteristicas são o peito largo, corpo profundo, quadris cheios, patas e juntas grandes. Não houve tanta importação desses animais quanto das raças empanholas, o motivo principal foram os preços muito altos.  LaFleur foi um dos primeiros Poitou entries a ser registrado nos EUA.

     

    Além das raças mencionadas acima, à indicações que algumas fêmeas foram importadas do Mexico para a região sul e oeste dos EUA. Esses animais eram considerados de baixa qualidade, sua introdução é relatada como passo atrás no progresso do desenvolvimento dos jumentos nos EUA. L.W. Knight, em 1902 fez referencia a cor das jumentas "Nossas jumentas possuem a cor da pelagem bem variada. Acincentado, azul e Pêlo de Rato são bem numerosas”. Pêlo de Rato era uma cor comum em jumentas mexicanas. 

     

    As caracteristicas de um Jack Stock de qualidade hoje são as mesmas de 200 anos atrás. Documentos antigos afirmam que criadores dos séculos 18 e 19 procuram produzir o mesmo tipo de animal que os criadores do século 20 e começo do século 21.

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    O Livro de registro de original foi inicialmente chamado de Registro de Jumento Americano Standard, e foi criado em 1888. O Standard significava que os jumentos eram medidos e por um standard de qualidade. Os machos devem ter um nínimo de 1,44m de altura e as jumentas 1,42, o mesmo de quando o registro foi criado em 1888.  Sendo que o jumento ideal 200 anos atrás e hoje não deve ter menos de 1,52m.  Deve ter boa largura, profundidade e comprimento do corpo. O Standard inclui critérios como circunferência dos ossos, altura, boa largura, profundidade, cumprimento, pescoço musculoso (não muito grosso e de comprimento apropriado), patas de bom tamanho e formato,  cabeça de boa formação e de bom tamanho em relação ao corpo, olhos grandes e lombo forte.  Continua até os dias de hoje, mas agora é chamado de Registro Americano de Jumentos Mammoth - 'American Mammoth Jackstock Register' (A.M.J.R).

     

  • Cotentin

    Cotentin Donkey

    Esse jumento vem da Baixa-Normandia e foi muito usado para o transporte de leite de vaca. Devido a modernização da agricultura em meados do século 20 o seu número diminuiu. Graças à valorização moderna para as linhagens e à criação de um registro da raça, em 1997, os números continuam a crescer. Por séculos, o jumento Cotentin esteve presente em todas as pequenas propriedades agrícolas na Baixa Normandia. No início do século, foram contados cerca de 9 000 jumentos só na região da Manche, utilizado principalmente como burros de carga para transportar o leite de vaca. Antes de 1940, mais de 300 jumentos eram vendidos anualmente na Lessay no Manche.

    Eles têm gradualmente desaparecido do campo, como resultado da modernização das técnicas agrícolas. Mas, hoje em dia podemos ver que eles têm seus números aumentaram rapidamente. No departamento da Mancha, os jumentos são cerca de 2 500 (todas as raças). O jumento Cotentin foi oficialmente reconhecido pelo Ministério da Agricultura em agosto de 1997.

    Desde essa data, as fazendas National Stud gerenciam o livro genealógico do jumento Cotentin. Atualmente, se conta com cerca de 1.200 burros Cotentin entre os quais aproximadamente 800 são reconhecidos pelo título inicial e aproximadamente 400 com origem conhecida.

    Desde agosto de 2001, o livro genealógico do jumento Cotentin  está fechado. Um certo número de jumentos Cotentin são aprovados por orgão públicos como as fazendas National Stud.
    Cada proprietário de reprodutor deve fazer a declaração da cobertura e nascimento em cadernos dadas pela Coudelaria Nacional (National Stud Farm). Antes do potro atingir seis meses, é necessário que o potro seja identificados por um veterinário credenciado, recebendo um microchip e um certificado.

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    TAMANHO:
    Aos 4 anos, o macho deve estar entre 1,20 m a 1,35 m
    e as fêmeas em 1,15 m a 1,30 m. O tamanho mínimo indicado pode ser diminuída por 3cm se o tipo e a conformação são excelentes.
    PELAGEM:
    acinzentada, cinza, azul ou cinza pombo com uma cruz definido e alguns jumentos tem listras na perna. As pelagens que são excluídas: baía marrom, preto e branco.
    CAUDA:
    A cor é a mesma que a da pelagem.
    BARRIGA:
    Branca acinzentada, incluindo o peito, a virilha e o interior das coxas.

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    CABEÇA:
    Reta, bem formados para o pescoço. Com ou sem tons avermelhados. A testa é a mesma cor com tons de preto e escuro é cinza / branco.
    PONTA DO NARIZ:
    Tons de preto para cinza escuro.
    ORELHAS:
    Com boas dimensões  (metade do comprimento facial), abrem bem, com a circunferência e a base mais escura.
    OLHOS:
    Brilhante, com óculos branco-acinzentado, às vezes rodeado de um castanho-avermelhado, vermelho, bem marcado arco das sobrancelhas.
    PESCOÇO:
    Forte, com uma juba em linha reta.
    PEITORAL:
    Largo.
    COSTAS:
    Retas
    POSTERIORES:

    Arredondados ou inclinados.
    MEMBROS:
    Sólidos, com uma posição firme.

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  • quarta-feira, 9 de junho de 2010

    Raças de Jumentos – Parte 10

    Mais algumas raças para vocês conhecerem…
    • Branco Austríaco /Austro-Hungaro Albino/ Baroque (Barroco) / Barockesel / Österreichisch-Ungarischer Albinoesel

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    Essa raça foi criada por ricos donos de terras do império Austro-Húngaro no periodo Barroco como uma imitação aos cavalos brancos.

    Eles são mais fracos fisicamente comparados com os jumentos pigmentados, e portanto mais suscetíveis a doenças. Está sendo feito uma análise do genoma desse animal e um livro genealógico internacional está sendo planejado pois existem grupos dessa raça na Austria, na Alemanha, na Hungria e na Suiça.

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        A pelagem é de um amarelo pélido, a pele não é pigmentada e os olhos são azuis. Em 2004 um estudo apontou a existencia de apenas 97 animais o que é critico, mas existem programas para a preservação. 

       

      • Pyrénées (Pirinéus)/ Pyrénéen / Pyre-nean

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      O jumento dos Pirinéus é uma raça francesa antiga, cujo padrão foi definido a partir de postais antigos, gravuras e manuais equinos de séculos passados. Esta norma, formalizada pelo Ministério da Agricultura em 1997, descreve com precisão as características ideais de cada parte do corpo do animal.

       

      A cabeça do jumento dos Pirinéus: o rosto é bastante amplo e seco, o perfil é reto ou melhor, côncavo. As orelhas são longas, para a frente, localizada no topo do crânio. A boca é larga, os lábios firmes, as narinas abertas. O olho é expressivo, animado, grandes e salientes.

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      Originalmente usado para fazer muares para o trabalho. É encontrado em Gascogne e também nos Pirinéus. Yem o temperamento vivo, esquentado e alerta. É um jumento grande com um corpo fino e retilineo, a cabeça é mediana, de perfil reto ou côncavo, orelhas finas e compridas e membros finos.

       

      A pelagem varia do preto ao avermelhado ou amarronzado.  Ao redor dos olhos, na barriga e na parte interna das pernas a pelagem é branca. Pelagem curta. Mede 120-135 cm.

      Em 2004 haviam apenas cerca de 80 animais (20 reprodutores e 59 matrizes) registrados no livro da Association nationale des eleveurs d'Anes et de Mules des pyrénées.

      terça-feira, 1 de junho de 2010

      Raças de Jumentos – Parte 9

      Mais algumas raças para vocês conhecerem…
      • Atabai Sudanês

        Mede 102-112cm, é um jumento de montaria com pelagens variando entre o pêlo de rato, branco, ruã e castanho escuro, muitas vezes não possuem a cruz.

       

      • Kassala Sudanês

        Mede 102-112cm, é um jumento de montaria com pelagem ruã, sempre com a cruz.

       

      • Massawa Sudanês

        Mede 102-112cm, é um jumento de montaria com pelagem quase branca.

       

      • Turco

        Jumento pequeno de pelagem preta ou parda.

       

      • Siriano

        Mede menos de 102cm, não possue faixa crucial, é um jumento selvagem que talvez já se encontre extinto.

       

      • Kwanchung

        Jumento asiático, mede em média 142cm e pesa 300kg

       

      • Mahratta

        Jumento asiático muito pequeno (61-91cm).

       

      • Nativo do Norte da China

        Mede 132cm, pelagem castanha escura e ruã.

       

      • Paquistanês

        Pequeno de pelagem parda.

       

      • Purgosh

        Jumento asiático, mede 122cm, pelagem castanha avermelhada e excessivamente longa.

       

      • Shantung

        Jumento Asiático, mede 132cm, a pelagem é quase preta com manchas mais claras.

       

      • Suimi

        Jumento Asiático mede entre 122-142cm e pesa cerca de 200kg.

       

      • Maltês /Hmar Malti

      O jumento Maltês, mais conhecido como Hmar Malti na ilha de Malta, mede cerca de 150 cm (143cm para as fêmeas) e provavelmente tem origem árabe. Pelagem curta preta ou castanha escura, é esbesto com boa ossadutura, patas grandes e duras. Possuem estilo e conformações bem balanceadas, é um jumento refinado. Tem uma disposição destemida, o que as vezes dificulta o manejo, são ágeis e possue cabeça e orelhas de bom formato.

         

        Historicamente eram usadas para transporte, carroças, carne e para produzir mulas. Jumentos Malteses foram importados para os Estados unidos onde contribuiram para o desenvolvimento da raça Mammoth. Em novembro de 1786, o Marquês de Lafayette da França enviou ao General George Washington (que ainda não era presidente) um carregamento que incluia três jumentos Malteses, pelo mênos um destes era macho, e dizem que se tornou um excelente reprodutor de mulas. Jumentos Maltese também foram exportados para a Austrália em meados de 1800.

         

        Hoje essa raça praticamente desapareceu. Em 2007/2008 um relatório do Monitoring Institute for Rare Breeds and Seeds in Europe dizia que existiam apenas cerca de 50 jumentos dessa raça. Existe um programa para a preservação da raça.