Bem Vindo ao Blog do Pêga!

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O propósito do Blog do Pêga é desenvolver e promover a raça, encorajando a sociedade entre os criadores e admiradores por meio de circulação de informações úteis.

Existe muita literatura sobre cavalos, mas poucos escrevem sobre jumentos e muares. Este é um espaço para postar artigos, informações e fotos sobre esses fantásticos animais. Estamos sempre a procura de novo material, ajude a transformar este blog na maior enciclopédia de jumentos e muares da história! Caso alguém queira colaborar com histórias, artigos, fotos, informações, etc ... entre em contato conosco: fazendasnoca@uol.com.br

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Tropeiro do Rio do Rastro

 

Entrevista com o tropeiro Altino contando sua história levando gado de São José dos Ausentes aqté o litoral catarinense.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Fábulas -JUMENTO CARREGANDO SAL

 

Conta Esopo que um certo Jumento de carga ia levando dois sacos de sal, quando escorregou à beira do rio e foi parar dentro da água. Depois de algum esforço, conseguiu sair e sentiu que era menor o peso nas costas. O sal havia sido dissolvido pelas águas. Tempos depois, carregando volumosa carga de esponjas, no mesmo rio, lembrou do alívio de carga anterior e fingiu escorregar e se meteu na água... Coitado! As esponjas se embeberam e ele teve que carregar dez vezes mais peso com tanta água dentro das esponjas! Em algumas versões ele se afoga sem conseguir sair. Moral – Muitas vezes as artimanhas dos malandros os levam à desgraça. REVISÃO – Será a mesma coisa o que acontece com os tolos que se viciam em exercer poder e possuir muitas coisas? Burrinhos de primeira viajem parecem ter aliviado as cargas que transferem aos súditos. Quando repetem, se encharcam de tal modo que acabam afogando! Afogados ou apenas sobrecarregados, parecem não conseguir mais sair do rio! E o asneiro parece que vai ajudar a afundarem para sempre! Esperem aí! Algo continuará nas Sombras para entender tais despropósitos, não é mesmo? Ah! Sim! As Sombras estão fora de nossa visão e por isso em geral achamos que os burrinhos e os asneiros são irracionais.A sabedoria das Trevas é fazer você acreditar que elas não existem.

Fonte: Shvoong

sábado, 6 de dezembro de 2014

Cólica ou diarreia? Veja como diferenciar

 

Diarreia e cólica são doenças distintas que podem acometer os equinos, em situações e circunstâncias bem diferentes. Um cavalo pode ter cólica sem diarreia, diarreia sem cólica ou ter cólica e diarreia ao mesmo tempo. A diferença está na causa.

Dor abdominal é o termo que define a cólica, embora não determine a causa nem a localização ou a fonte da dor.

A diarreia, por sua vez, é definida como a passagem de fezes com alto teor de água.

Existem muitos tipos diferentes de cólicas, assim como há várias causas, incluindo úlceras gastrointestinais, disbiose (distúrbio no equilíbrio da flora intestinal), timpanismo (distensão com gás de uma parte do intestino), obstrução/impactação, torção ou deslocação do intestino; hérnias, presença de corpos estranhos, parasitas, toxinas, medicamentos, infecções (por vírus, bacterianas, ou fúngicas), espasmos intestinais, entre outros.

Da mesma forma, há muitas causas possíveis para a diarreia, como úlceras, disbiose, inflamações intestinais, parasitismo, toxinas, infecções (bacterianas, por vírus ou fúngicas), efeitos secundários de alguns medicamentos (como antibióticos e anti-inflamatórios, cancro etc.

Verifica-se, então, que duas síndromes distintas, cólica e diarreia, podem ocorrer ao mesmo tempo, tendo ou não, a mesma causa.

Muitas vezes, tanto a cólica como a diarreia, têm resolução espontânea e não necessitam de tratamento, enquanto outros requerem tratamento médico e/ou cirúrgico para salvar o animal. Outros casos podem tornar-se crônicos e afetar, seriamente, a saúde do cavalo, podendo mesmo resultar na morte.

A prevenção é sempre a melhor atitude. Cuidados com a alimentação, principalmente. É preciso oferecer ao cavalo feno e ração de boa qualidade, assim como não se deve descuidar da qualidade da água e das condições do pasto. A vacinação e controle parasitário são, também, de igual importância. É fundamental que não se descuide dos dentes, mantendo-os em bom estado, com exames frequentes.

O uso indiscriminado de medicamentos pode ser prejudicial à saúde dos equinos, e deve ser restrito ao necessário.

Exercícios de andamento são recomendáveis para estimular os movimentos do intestino, como prevenção e alívio da dor abdominal. Um profissional da veterinária deverá ser consultado, em casos de cólica e diarreia, porque saberá conduzir melhor o tratamento adequado a cada situação.

Fonte: Equisport Online

Adaptação: Escola do Cavalo

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Saiba como diagnosticar a gripe em equinos

 

A gripe equina, conhecida, também, por gripe ou tosse cavalar, é uma doença que tem como agente etiológico diferentes variações do vírus Influenza A, que afetam não apenas os equinos, mas também, outras espécies de equídeos, como os muares e asininos, e é responsável por comprometer todo o seu sistema respiratório.

Os animais com menos de 5 anos de idade e aqueles retirados do campo para a cocheira são os mais suscetíveis. O contágio ocorre mais comumente de forma direta, por aerossóis, entre animais infectados e sadios. Entretanto, pode ocorrer, também, a contaminação de forma indireta, através da água, alimentos contaminados com secreções nasais, urina e fezes dos animais doentes.

As manifestações clínicas mais comuns são: febre; perda de apetite; apatia; corrimento nasal seroso, que pode evoluir para mucopurulento; tosse; lacrimejamento; inflamação da garganta e diarreia fétida. Observa-se, também, edema nas partes baixas. A gripe pode evoluir para estados mais graves, como a pneumonia, caso os animais não sejam devidamente tratados.

Dentro de uma a duas semanas, os cavalos podem recuperar-se, nos casos mais simples. Eles ficam incapacitados para o trabalho, o que gera grandes prejuízos. Todavia, são raros os casos de morte resultantes dessa doença. Acontecem, normalmente, devido às complicações secundárias.

A primeira providência em relação ao restabelecimento do animal deve ser o repouso absoluto. Ele deve permanecer livre das correntes de ar, em local com boa cama, alimentação adequada, nutritiva e de fácil mastigação, além de receber água limpa, em abundância. Se necessário, o médico veterinário pode recomendar a utilização de fármacos à base de sulfanilamida e antibióticos associados.

A vacinação anual é o melhor meio de prevenção da gripe equina. Após sua aplicação, o efeito desejado só acontece num prazo de 30 dias.

Quanto mais rápido se isolar e iniciar o tratamento do animal infectado, mais rápida será sua recuperação. Por isso, é importante que todos os animais recebam acompanhamento periódico, com a supervisão de um profissional veterinário.

O isolamento dos animais doentes é de extrema importância, pois esta enfermidade é altamente contagiosa, e se alastra muito velozmente dentro de um grupo de animais, principalmente se estabulados, em regime intensivo.

Fontes: Vallee

Adaptação: Escola do Cavalo

domingo, 16 de novembro de 2014

Cavaleiros mantêm a cultura do tropeirismo no interior de SP

Uma vez por ano, eles percorrem cerca de 400 km.
O percurso paulista é o mesmo feito há 300 anos

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Grupo de cavaleiros resgata a cultura da tropeada
no interior de São Paulo.(Foto: EPTV)

Um grupo de cavaleiros do interior paulista mantém viva a cultura do tropeirismo, uma atividade econômica que começou no século XVIII. O tropeirismo influenciou o desenvolvimento de várias regiões do país, incluindo o estado de São Paulo.

Regiões de Itapetininga (SP) e Sorocaba (SP) foi criado o projeto ‘Caminho das Tropas’. O objetivo é resgatar a história. De acordo com o vice-presidente da Tropeada, Paulo Campos Leite, em 2012 será realizada  a 7ª edição do evento, que acontece no mês de maio.

O grupo de cavaleiros de várias cidades do interior paulista se reúne na cidade de Itararé (SP), na divisa com o Estado do Paraná, e seguem em cavalos, mulas e burros até a cidade de Sorocaba (SP). “É uma tentativa de resgatar a cultura dos tropeiros, muito importante para o interior de SP. A partir da década de 1730, os tropeiros saiam do estado de São Paulo e seguiam até o sul, onde compravam as mulas, burros e cavalos, e voltavam até Sorocaba para barganhar nas feiras que ali tinham. Não havia estrada, nem pontes. O percurso era muito difícil e eles vinham pelo meio do mato, fazendo picadas (abrindo trilha) e construindo novos caminhos", explica Paulo. O organizador da Tropeada conta que as tropas traziam cerca de 1,5 mil animais para vender em Sorocaba.

Ainda de acordo com o ‘tropeiro’ Paulo Leite, compradores de várias partes do país iam até Sorocaba para adquirir os animais. A maior demanda era para o Estado de Minas Gerais, quando começou o garimpo do ouro, e não tinha como escoar a produção. Mas as tropas também foram responsáveis por transportar muitas riquezas do país, como café, arroz, feijão, algodão, entre outros produtos, durante suas viagens, o que favoreceu o desenvolvimento de muitas cidades e regiões. "Foram as mulas que transportaram as riquezas do país. Na época não existiam caminhões, muito menos estradas. As mulas eram como caminhões, e Sorocaba, como se fosse a concessionária", brinca Paulo.

Ele, que se diz um apaixonado pela cultura tropeira, comenta que muitas cidades foram criadas por causa dos tropeiros. Algumas cidades se formaram pela necessidade dos tropeiros precisarem parar e descansar. Nesses locais, foram se formando alguns vilarejos e, logo depois, viraram cidades. “As cidades que ficam na rota da tropa têm distância entre 30 e 50 km. Trecho que os tropeiros geralmente percorriam por dia", relata. O historiador diz que até a década de 1950 ainda existiam tropeadas.

Paulo afirma que a cultura tropeira ainda é cultivada, mas apenas por famílias que têm raízes nesta parte da história. Para ele, o progresso está abafando a história do país. “Não tem muito incentivo por parte do poder público, o que reflete na população, que acaba não se interessando. Hoje em dia, não dá para andar a cavalo nas ruas. As pessoas xingam, buzinam... Em uma cidade com mais de 80 mil moradores, as pessoas não aceitam os cavaleiros. Foram os tropeiros que abriram as estradas e hoje não podemos passar de cavalo por elas", lamenta.

7ª Tropeada
Os cavaleiros sairão de Itararé, no dia 18 de maio, e passarão por várias cidades, entre elas, Itaberá, Itapeva, Taquarivaí, Buri, Itapetininga, Alambari, Capela do Alto, Tatuí, Boituva, Iperó, Araçoiaba da Serra e finalizando em Sorocaba, com chegada prevista para o dia 26 de maio, com desfile da tropa no dia seguinte.

São cerca de 400 km percorridos. A saída deve acontecer com 150 cavaleiros de cidades da região de Itararé e, durante o percurso, outros grupos irão se juntando a eles, vindos de outras cidades do interior paulista, como Botucatu, Porangaba, Guareí e Cesário Lange, e a chegada, deve estar em torno de 400 cavaleiros.

São aguardadas mais de 3,5 mil pessoas no desfile que acontece no último dia, em Sorocaba, celebrando a semana do Tropeiro.

Tropeiros de hoje
Para muitos que participam da tropeada, o evento já faz parte da agenda pessoal. Tem gente que até programa as próprias férias para poder participar. É o caso de José Vicente Amâncio, 47 anos, que trabalha como motorista na Prefeitura de Tatuí (SP). Ele diz que este será o sexto ano em que participará da tropeada. "Só não fui na primeira edição", enfatiza. José diz que, sempre que tira férias, já deixa 10 dias reservado para poder tirar em maio, mês em que é realizado o percurso. "Não tenho problemas. Eu já deixo avisado no trabalho que quero alguns dias de férias para participar. Meu chefe concorda e até apoia", ressalta.

José é neto de tropeiro, por isso, vê a importância de manter a cultura viva. "Meu avô chegou a ir pro sul buscar animais para vender em SP. Eu fui criado no sítio, meu pai sempre teve charrete e carroça. Adoro essa vida", afirma.

O motorista conta que é um dos responsáveis em manter o grupo bem alimentado. Ele é um dos cozinheiros da tropa. "Durante o percurso, nós dormimos em algumas fazendas. Geralmente, os fazendeiros oferecem o jantar para a tropa. Mas o almoço temos que fazer. Eu cozinho para umas 30, 40 pessoas". O cozinheiro conta que leva um fogão industrial, churrasqueira, disco de arado e panelas. Tudo para manter a força do grupo, mas os utensílios são carregados em carros de apoio.

Os aventureiros passam por muitas situações, como frio, chuva, sol, mas a boa companhia entre amigos faz valer a diversão, como conta o outro cavaleiro de Tatuí, Pedro Paes de Camargo, de 43 anos. Ele também tem uma função no grupo. É ferreiro na cidade e leva o ofício para o trajeto. O ferreiro diz que já está trabalhando mais para adiantar o serviço para conseguir folgar a semana do passeio. Ele garante que é bastante solicitado durante a tropeada. "Como trabalho por conta, consigo deixar o trabalho por alguns dias, mas acabo trabalhando durante o percurso. No entanto, faço com gosto”, declara.

O homem ressalta que está indo para sua quarta participação. "É muito bom. A gente faz novas amizades, vem conversando, fazendo barganha (trocando objetos), contando piadas e histórias".
Também neto de tropeiro, relata que seu avô chegou a fazer negócios com mulas em Sorocaba. Ele conta que em Tatuí, por conta da cultura do interior, tem muitos animais, por isso, tem bastante serviço para ele. Ele comenta que existem seis ferreiros na cidade. Perguntado se gosta dessa vida, ele responde "não gosto, amo. Além de trabalhar de ferreiro, também faço negócios com animais".

Pedro também acha que a cultura está um pouco esquecida. Ele já percebeu que os jovens de hoje estão mais preocupados com seus vídeos games ou internet, do que cavalos. "Dá muito trabalho, tem que cuidar do animal, dar água, banho, cortar capim. Eles não querem isso. Meu filho, de 20 anos, nem liga. Minha filha também não, mas consegui fazer meu netinho, de seis anos, gostar de cavalos. Fico feliz em saber que alguém da nova geração vai gostar dessa cultura", diz.

Segundo os tropeiros entrevistados pelo G1, muitas crianças participam da festa. Até as mulheres estão acompanhando. Segundo os organizadores, as mulheres estão aumentando a representação. De cada 100 cavaleiros, 15 são mulheres. "Isso é bacana. A família está participando. Ficamos até triste quando chegamos em Araçoiaba da Serra, porque sabemos que já está acabando o passeio", comenta o motorista/cozinheiro José Amâncio.

Fonte: Eduardo Ribeiro Jr. Do G1 Itapetininga e Região

terça-feira, 14 de outubro de 2014

sábado, 4 de outubro de 2014

Quadrinha do jumento, no dia de São Francisco de Assis

 

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Ao burro, nossa homenagem

Pelo seu grande valor.

Ajuda o homem no campo,

É forte e trabalhador.

-

(Walter Nieble de Freitas)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sinfonia Tropeira

 

Primeiro movimento - O tropeiro

Se fundamenta no intermezzo orquestral e nas intervenções do grande coro, seguindo-se a narração que introduzirá a história, tornando o elenco e a platéia personagens desse tempo.

Toca, berrante, toca
Óia que a tropa chegou
Toca, berrante, toca
Que o Brasil aqui entrou
O tropeiro meu irmão
Pelas terras do Brasil
Vai, vai, vai, vai
Não tem tempo pra pensar
No amor que ele deixou
Vai, vai, vai, vai
Ai morena d'olhos grandes
Não se esqueça de mim, não
Ai, mineira, gauchita
Pra você volto logo
Trago já meu coração
Segue lá meu companheiro
Seu destino é o sertão
Vai, vai, vai, vai
Anda logo, meu tropeiro
Seu destino é a solidão
Toca, berrante, toca
Óia que a tropa chegou
Toca, berrante, toca
Que o Brasil aqui entrou
O tropeiro meu irmão...
Descansa, tropeiro amigo
Seu amor longe está
Descansa, tropeiro amigo
Que o dia vai raiar
Descansa, tropeiro amigo
Trabalho não vai faltar!

Segundo movimento - A feira

O segundo movimento (Rebentou a Feira!) é um momento de festa e celebração, que marca a chegada das tropas. Modas de viola, danças típicas gaúchas, o Canto Tropeiro e um momento de introspecção e religiosidade com a interpretação de Romaria, de Renato Teixeira, marcam esta parte da apresentação, quando, novamente, a orquestra se apresenta tocando a melodia Rancheira.

Para este movimento, as apresentações ficam por conta de artistas convidados, sendo:

  • Grupo de Violeiros para a execução de modas de viola;
  • Centro de Tradições Gaúchas para a apresentação de canto e danças típicas gaúchas;
  • Cantora de ópera para a apresentação de uma obra clássica.

Terceiro movimento - O silêncio do tropeiro

O terceiro movimento destaca no texto dois momentos importantes da história, que foram a febre amarela e a chegada do trem. A tragicidade da situação é intensificada na forma como são narrados, cantados e musicados esses momentos. Ele marca o fim do tropeirismo e nesse momento, a orquestra e coral se manifestam buscando fazer ressurgir esse tempo. Num final apoteótico, se rendem à lembrança deste passado sofrido e celebra a fibra da gente que fez de suas vidas o berço de uma nação valorosa.

Hoje o berrante está calado
já não toca, não, meu senhor
Veio a marcha do progresso
Deixou o cavalo-vapor.
Volta, velho tropeiro
Solta o berrante no ar
Quero ouvir de novo o tropé
Nos campos voltar a cantar
-Segura a égua madrinha
-Óia a xucra,
-Ô, ô, ô, ô arreada
-Óia a xucra
Araçoiaba, Iperó, Sarapuí
Jurupará, Vossoroca, Itanguá
Volta, velho tropeiro
Solta o berrante no ar
Em Sorocaba vim arreios compras
Selas, rendas, facões
Vim fandango e cavalhada dançar
Berrante, volta a cantar
Volta, velho tropeiro
Leva a tropa pra contar
Volta, velho tropeiro
Solta o berrante no ar

Fonte: “Sinfonia Tropeira” (música de autoria de Pedro Cameron e letra de Carlos C. Costa), desenvolvida em três movimentos: “O Tropeiro”, “A Feira” e “O Silêncio do Tropeiro”. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sinfonia_Tropeira)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Bem-vindos burros e mulas

 

A mineração em Minas Gerais precisava de um meio de transporte resistente e os tropeiros encontraram uma atividade lucrativa no lombo de muares

Entre o Rio Grande do Sul e Minas Gerais passaram cerca de 12 mil muares por ano entre 1730 e 1897. As tropas seguiam, mas nos caminhos que ficaram conhecidos como a Rota dos Tropeiros muita coisa permaneceu. Ali se formaram famílias, uma gastronomia e cultura típicas e estima-se que nada menos do que mil cidades foram fundadas para dar suporte à nova atividade econômica que se desenvolvia no Brasil.


Aos tropeiros, vendia-se galinha em um ponto, milho e mandioca em outro. Consertavam-se ferraduras e, com o passar dos anos, a rota ganhou casas de palha depois transformadas em pequenos vilarejos. Ainda não é possível listar com certeza quais foram os municípios que nasceram do tropeirismo, mas certamente o trabalho que vem sendo feito pelo pesquisador Carlos Solera, autor de dois livros sobre o assunto, vai ajudar, no mínimo, a não deixar esta cultura cair no esquecimento.

O desejo é ousado: Solera quer ver o tropeirismo ser reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade. Para realizar essa façanha, monta um dossiê sobre o assunto desde 1979 e atualmente conta com o apoio tanto da Universidade de Girona, na Espanha, que tem prática na elaboração da documentação exigida, como do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Paraná. O processo ainda não foi protocolado, mas desde que as pesquisas começaram muito já foi descoberto.

Mapa

Quem imagina que o início do caminho dos tropeiros era o Rio Grande do Sul está enganado. Na Biblioteca Nacional existe o que seria o primeiro mapa da Rota dos Tropeiros e esse documento indica que foi entre as cidades catarinenses de Laguna e Araranguá, exatamente no Morro dos Con­ventos, que tudo começou (veja mapa ao lado). O traçado original inicia em Laguna e termina em São Luis do Purunã – o caminho até Sorocaba (SP) já existia, assim como o trajeto até Ouro Preto (MG). Parte do trabalho dos tropeiros foi facilitada ainda porque eles fizeram uso de trilhas indígenas para criar a rota.

As explorações da rota se deram por volta de 1728, e em 1730 partiu de Laguna a primeira tropa com muares rumo a Ouro Preto (MG): foram 3 mil mulas e burros conduzidos por 130 tropeiros sob o comando do patrono atual do tropeirismo Cristovão Pereira de Abreu. Levou cerca de um ano e meio para o trajeto ser concluído. “Era cansativo não só para os tropeiros, como para o gado. Por isso eles paravam para invernar (uns três meses) nos Campos Ge­­rais do Paraná. Era um lugar com boa pastagem e o barro era salitroso. O gado, então, não precisava receber sal na alimentação en­­quan­­to estava invernando no Pa­­raná”, afirma o pesquisador Carlos Solera.

Os primeiros muares conduzidos eram xucros, mas depois eles foram domesticados e passaram a servir de meio de transporte para os tropeiros e também para conduzir alimentos e outros produtos como a madeira.

Novo ramal

Por volta de 1733, o caminho que começava em Laguna teve de ser abandonado, principalmente por­­que na região de Urupema havia índios perigosos e pouco sociáveis, o que colocava as tropas em constante perigo. Foi a partir daí que o Rio Grande do Sul entrou para a Rota dos Tropeiros: um novo ramal foi aberto com início na cidade de Viamão (RS) – os tropeiros abandonaram o caminho litorâneo de Laguna e passaram a seguir do Rio Grande do Sul pelo planalto catarinense. “Por este motivo Laguna sofreu um definhamento econômico no pe­­ríodo”, afirma o historiador Fábio Kuhn, professor da Uni­­versidade Fede­­ral do Rio Gran­­de do Sul.

As primeiras mulas que chegaram ao Brasil foram compradas dos países vizinhos que estavam sobre o domínio espanhol (atualmente Bolívia, Argentina e Uruguai): uma outra grande parte foi roubada ou contrabandeada. “Quando os brasileiros perceberam que era uma atividade lucrativa, construíram fazendas de criação de muares nas proximidades de Viamão. O gado muar chegava a custar dez vezes mais que o equino e o bovino na época”, explica Fábio Kuhn.

A disseminação do gado mu­­ar no Brasil ocorreu graças ao projeto iniciado pelo português Manoel Gonçalves de Aguiar. Ele era sargento e vivia em Santos (SP), onde dirigia um presídio, e respondia ainda pela costa litorânea de Santos até a região de Laguna (SC). Aguiar foi contemplado, pela Lei das Sesmarias, com um pedaço de terra onde hoje é São Luiz do Purunã (PR) – a partir desse mo­­mento ele dividia seu tempo entre as duas cidades. Durante uma inspeção no litoral catarinense, porém, descobriu que existiam muitas mulas soltas no pasto dos países vizinhos e teve a ideia de usar esses animais para o transporte de minérios de Minas Gerais ao Rio de Janeiro, já que muitos escravos estavam morrendo porque não suportavam o trabalho duro.

Nas terras sulamericanas de domínio espanhol havia mulas e burros em grande número e esses animais estavam soltos por causa da exploração de ouro na região, principalmente, do Potosi (atual Bolívia): lá a mineração havia sido desenvolvida pelo menos 100 anos an­­tes que no Brasil. Os espanhóis usaram os animais e, depois que a exploração definhou, eles acabaram abandonando os muares no pasto. O Brasil, precisando desse tipo de gado, passou a comprá-lo, roubá-lo e contrabandeá-lo (até porque o comércio entre Portugal e Espanha era proibido) e só parou quando o Rio Grande do Sul chegou a ser um criador de muares de referência. Depois da grande exploração de muares no Brasil, curiosamente o Império teve de aprovar uma lei que proibisse a criação de mulas, na década de 1760, para evitar uma superprodução de mulas no país e a queda repentina de preço.

Fonte: Gazeta do Povo

Autora: POLLIANNA MILAN

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Filhote de jumenta com zebra 'encara fotógrafo' em propriedade da Itália

 

Ippo é um 'zonkey', união das palavras inglesas zebra e donkey (jumento). Pequeno mamífero nasceu em julho 2013, em uma área rural de Florença.

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A sexta-feira (11) foi de brincadeira para o pequeno Ippo, filhote híbrido de uma jumenta com uma zebra macho, que vive em uma propriedade rural de Florença, na região central da Itália.

O pequeno mamífero, um tipo raro de animal conhecido como “zonkey” (mistura das palavras inglesas “zebra” e “donkey” – jumento) aproveitou a sexta ensolarada para brincar com sua mãe e receber carinho dela (como mostra a foto ao lado).

Ippo ainda recebeu alimentos de seus criadores. O animal nasceu em julho passado.

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Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/10/filhote-de-jumenta-com-zebra-e-clicado-em-propriedade-da-italia.html

domingo, 3 de agosto de 2014

Primeiros socorros em equinos

Primeiros socorros em equinos. O veterinário Leonardo Feitosa fala dos principais cuidados e erros comuns no atendimento

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A História do Tropeirismo

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Nos Séculos XVII e XIX, os tropeiros eram partes da vida da zona rural e das cidades pequenas dentro do Sul do Brasil, inclusive a nossa Itapeva e outras do Estado de São Paulo. Vestidos como gaúchos com chapéus, ponchos, e botas, os tropeiros conduziram rebanhos de muares e gado e levaram bens por onde passaram. De São Paulo, os animais e mercadorias foram para os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.


O Tropeirismo é associado com a procriação e venda de muares e gado, mas realmente começou com a descoberta de ouro em Minas Gerais. Ao término do Século XVII, com o crescimento de ouro que minava perto de Ouro Preto, muitas pessoas vieram àquela área e resolveram ficar. Com o aumento súbito da população uma necessidade veio para mais comida, como também para animais para transporte. Os habitantes de Minas Gerais tiveram que comprar tudo de outros locais, como o gado da Argentina e do Brasil Sulista. Enquanto em alguns estados do Brasil desenvolvia-se as minerações de ouro, indústria se plantações de cana de açúcar, desenvolvendo respectivamente no centro e nordeste, o sul estava criando cavalos, e gado. Também havia uma provisão grande de mulas que foram consideradas excelente para levar cargas por estradas antigas perigosas. Porém, a região sulista era longe das outras áreas do Brasil. Como estes rebanhos poderiam ser trazidos aos compradores previdentes? Os tropeiros eram a solução.

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A palavra tropeiro é derivado da palavra tropa.


Os tropeiros eram tropas de homens gado motriz por florestas densas que não foram povoadas pesadamente naquele momento. Para fazer a viagem deles por estes territórios vastos, eles usaram normalmente rios como guias naturais. Antes de 1730, os tropeiros estavam transportando o gado e muares à Feira de Sorocaba. Por causa dos tropeiros, muitas das áreas pelas quais eles passaram começaram a se desenvolver. Eles também contribuíram ao desenvolvimento de várias indústrias, e Cidades ao longo da rota e além do transporte e venda de gado e muares, faziam também o trabalho de correios como levar e trazer noticias de um lugar para outro. No Século XIX, quando o estrondo do ouro terminou, o tropeiros viraram a transportar produto dos cafezais que floresciam no Estado de São Paulo.

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Com o passar do tempo os caminhos abertos pelos tropeiros foram se constituindo em estradas e os lugares onde ajeitavam seus pousos foram formando vilarejos que se tornaram mais tarde em cidades. Acredita-se que os tropeiros existiram até o começo do Século XX, talvez até 1940.
Foram, portanto os grandes responsáveis pela fixação do homem ao campo e o Ciclo do Tropeirismo, talvez tenha sido um dos mais importantes à história e desenvolvimento do Brasil.

Fonte: Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapeva

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Jumento não é mais irmão

 

O Globo

A seca dos últimos dois anos agravou a situação de abandono dos jumentos no Nordeste. Companheiro do sertanejo no trabalho duro e ícone da resistência no semiárido, o jumento ficou, na expressão dos próprios nordestinos, “sem serventia”. De nada lhe adiantou o costume a longas jornadas, pouca água e comida escassa. Descartado no transporte de cargas, idosos e crianças, centenas deles estão sendo expulsas das fazendas, colocadas do lado de fora das cercas, ao deus-dará. Com fome e sem ter onde ficar, perambulam pelas estradas em busca de comida. Provocam acidentes graves. Morrem e causam mortes.

— A serventia dele agora é pouca. Aqui não tem mais roça, só pasto. E o jumento estraga o pasto, compete com o boi pela comida. O grandes (fazendeiros) não querem mais, e os pequenos não têm nem lugar onde pôr. Antes ele prestava para carregar carga, agora todo mundo tem seu carrinho. A gente fica com pena do bichinho, mas fazer o quê? — lamenta Luiz Gonzaga Borges Pereira, de 59 anos, dono de um armazém à beira da MA-122, no município de Buritirama, no Maranhão.

A situação dos jumentos no Nordeste se arrasta desde que as motocicletas se popularizaram, vendidas a prestações de R$ 60 até em lojas de móveis da região. A imagem da família que ia às compras na cidade e voltava levando as mercadorias e as crianças no lombo do jegue não existe mais. E ninguém faz questão de se lembrar da “Apologia ao jumento”, que conta a saga do maior amigo do sertão na voz de outro Luiz Gonzaga, o famoso: "Arrastou lenha... madeira... pedra, cal, cimento, tijolo... telha. Fez açude, estrada de rodagem, carregou água pra casa do homem... fez a feira e serviu de montaria. O jumento é nosso irmão...”

Hoje em dia, nem mesmo onde ainda se usam animais, o jumento encontra espaço. Na montaria nos pastos, a preferência sempre foi pelo cavalo, mais ágil e imponente. Para puxar a carroça, o tamanho adequado é o do burro. Fruto do cruzamento do jumento com a égua, o burro é tão forte quanto o pai, mas tem o porte da mãe.

— É tanto jumento abandonado que a gente não sabe o que fazer. É no Nordeste inteiro. E é muito difícil conseguir ajuda, porque a maioria das ONGs de animais cuida de cães e gatos — afirma Geuza Leitão, presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) no Ceará.

No Ceará, 800 jumentos apreendidos por mês

Largado à própria sorte, o bichinho de olhar triste e desamparado virou estatística de trânsito. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o Nordeste registrou 1.783 acidentes com atropelamento de animais nas estradas em 2012. O estado com maior número de casos foi a Bahia, com 429 acidentes que resultaram na morte de 18 pessoas no ano passado. A Bahia é também o dono do maior rebanho de asininos do país — 254.277 cabeças, segundo dados do IBGE de 2011. Em Pernambuco, o atropelamento de animais na pista causou 16 mortes em 2012. No Piauí, foram 260 acidentes, com cinco mortes. Na maioria das vezes, o animal em questão é o jumento.

— Com outros animais, acontece menos. Perder uma vaca é perder carne, leite, manteiga. Cavalo é caro, tem custo — diz Pedro Paulo Bahia, assessor de comunicação da PRF em Brasília. O problema é tão grave que a Polícia Rodoviária Federal e os Detrans estaduais passaram a criar estruturas para recolher os jumentos nas rodovias. No Ceará, o Detran apreendeu 11 mil jumentos no ano passado. Este ano, a média tem sido de 800 por mês. Diariamente, 13 caminhões de resgate fazem a ronda nas estradas. Os animais apreendidos são levados para a Fazenda Paula Pessoa, no município de Santa Quitéria. O local já chegou a abrigar dez mil jumentos, mas tem hoje menos da metade. Muitos morreram ou precisaram ser sacrificados por contraírem doenças.

— Os animais sadios, como cavalo e burro, são doados para associações. Bois, vacas e carneiros vão para entidades beneficentes, para alimentação. Mas, o jumento, ninguém quer — lamenta João Carlos Macedo, responsável pelos regionais do Detran-CE. Raimundo Torquato, administrador da Fazenda Paula Pessoa, conta que muitos jumentos chegam machucados, com as pernas quebradas, sem casco ou até mesmo com orelhas e rabo cortados. Recebem tratamento veterinário, mas ali não há pasto abundante. Ao contrário, o lugar é de seca. Para ajudar a alimentá-los, a Uipa do Ceará conseguiu doação da ONG francesa One Voice e compra milho.

O apoio internacional só veio depois da divulgação de um acordo com a China, que queria comprar 300 mil animais por ano do Brasil para comercialização e industrialização da carne e derivados. O anúncio gerou protestos de entidades protetoras dos animais, e o acerto não vingou.

— Seria um extermínio — diz Macedo.

Segundo o IBGE, o Nordeste tem 877.288 jumentos, quase a totalidade (90%) dos representantes da espécie no país. Apenas Maranhão, Ceará e Piauí ainda têm mais de cem mil animais cada um.

Alexandre Cruz, chefe de policiamento e fiscalização da PRF no Piauí, diz que o órgão encaminhou a Brasília pedido para contratação de laçadores e equipes para recolher os animais que perambulam nas estradas por todo o Nordeste.

— Quando a gente recolhe vaca ou cavalo, o dono vai atrás. Quando é jumento, larga lá — conta Cruz.

Só no ano passado foram apreendidos 2.500 animais que vagavam pelas estradas federais que cortam o Piauí. A maioria jumentos. Não é raro que sejam novamente soltos dois ou três dias depois e voltem a vagar pelo asfalto. “O jumento é bom... O jumento é sagrado... o homem é mau”, dizia a música de Gonzagão.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/brasil/jumento-nao-mais-irmao-8432314.html#ixzz2pvJQPN1G

terça-feira, 8 de julho de 2014

Fábulas - JUMENTO TEIMOSO

Este é um conto repetido de muitos modos. O Jumento costuma empacar e não seguir caminho por motivos que o Asneiro geralmente não entende. As mais das vezes, o Jumento estava certo! Nesta fábula o Asno deixa o terreno seguro e plano e se mete pelas ribanceiras. Seu dono tenta segurá-lo pelo rabo, pelo cabresto, pelas peças dos arreios e perde contra a força bruta do Jumento e tem que largá-lo para que despenque no abismo. Diz o Asneiro: “Essa vitória tu a tens, pois não disputarei cair junto contigo”. Dizem isso dos teimosos que não medem as conseqüências de seus atos. REVISÃO – Os portugueses são os reis das anedotas sobre Asnos, Asneiros e asnidades. O modo depreciativo luso de fazer essas piadas, entretanto, gosta de não ofender terceiros. Geralmente falam na primeira pessoa, ou atribuem o feito a outro português, um tramontano, um alentejano, um lisboeta, nascido na Bairrada, ou assumindo que foi o tio, o pai, o avô de quem conta. Uma dessas piadas, querendo insinuar que os Jumentos são mais inteligentes do que nós, conta assim: “O Jumentinho estacou à porta do estábulo, recusando entraire. Meu pai chegou e passou-lhe um braço ao peito e o outro atrás das ancas, ergueu-o do solo e levou-o para dentro, dizendo-lhe: Mais inteligente que eu tu podes seire, mas mais forte tu não és!” Pelo que entendemos de Esopo, a fábula procurava mostrar que onde não temos mais argumentos ou providências contra os erros dos outros, é prudente pelo menos não afundar juntamente com o teimoso. ATUALIDADE – Será que teremos a possibilidade de escapar da queda no abismo que está sendo programada a nível global pelas forças trevosas que se mostram como donos do ouro e das armas mortíferas? Se realmente os beligerantes possuem poder atômico para acabar com 30 vezes a população da Terra, podemos largar o rabo dos asnos dizendo-lhes que não vamos cair no precipício com eles?

Fonte: Shvoog

terça-feira, 1 de julho de 2014

A importância da mula na História

 

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Desde a antiguidade, muitos milhões de muares foram produzidos havendo vários relatos da importância econômica destes animais. Na Mesopotâmia e na Assíria, não ter um jumento para montar era um sinal de pobreza. Somente os mercadores muito ricos e oficiais militares podiam possuir mulas. Na Idade Média, enquanto os cavalos eram usados pelos cavaleiros nas batalhas, as mulas eram montadas pelos senhores feudais e clero.

Na História da exploração do novo mundo, embora os eqüinos tenham sido
fundamentais para a conquista da América Espanhola, chegando a serem considerados pelos nativos como Deuses, foram os muares que transportaram as riquezas para serem enviadas para a Corte da Espanha . Em 1495, Cristóvão Colombo trouxe quatro jumentos e duas jumentas para o novo mundo, tendo sido iniciado o primeiro criatório de muares na América. Dez anos depois da conquista dos Astecas, um carregamento de 20 jumentas e três jumentos chegaram no México provenientes de Cuba para se iniciar a criação de mulas com o intuito de transporte de cargas e de gente. As mulas eram as preferidas para serem montadas, enquanto os machos eram usados para carga. Estes animais eram usados nas minas de prata e cruzavam as trilhas que uniam o império Espanhol.

Ao longo da fronteira, cada posto avançado da coroa tinha que produzir suas
próprias mulas e cada fazenda ou missão tinha que manter ao menos um jumento reprodutor.

Como o Rio da Prata era o principal canal de escoamento destas riquezas, a região dos pampas se tornou um grande produtor de mulas ainda no século XVI. As Estâncias da região dos Pampas Argentinos se firmaram como grandes produtoras de muares para o Império Espanhol e posteriormente, a partir do séc. XVII para as minas de ouro do Brasil. O caminho dos tropeiros saía da Argentina, passava por Viamão RS. , chegando à Sorocaba SP, onde os animais eram comercializados para trabalharem nas minas de ouro e diamantes de Minas Gerais.

No Brasil, os muares foram muito importantes no transporte de mercadorias e riquezas, única opção para as regiões das Minas Gerais, onde faltavam estradas e sobravam locais pedregosos e íngremes.

Fonte: Mula Parida

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Tropeiro

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Tropeiro é a designação dada aos condutores de tropas, assim designadas as comitivas de muares, e cavalos entre as regiões de produção e os centros consumidores, a partir do século XVII no Brasil. Mais ao sul do Brasil, também são conhecidos como carreteiros, pelas carretas com as quais trabalhavam.

Cada comitiva era dividida em lotes de sete animais, cada um aos cuidados de um homem que os controlava através de gritos e assobios. Cada animal carregava cerca de 120 kg.e chegava a percorrer até 3.000km.

Num sentido mais amplo também designa o comerciante que comprava tropas de animais para revendê-las, e mesmo o "tropeiro de bestas" que usava os animais, para além de vendê-los, transportar outros gêneros para o comércio nas várias vilas e cidades pelas quais passava.

Além de seu importante papel na economia, o tropeiro teve importância cultural relevante como veiculador de ideias e notícias entre as aldeias e comunidades distantes entre sí, numa época em que não existiam estradas no Brasil.

Um dos marcos iniciais do tropeirismo foi quando a Coroa Portuguesa instalou em 1695 na Vila de Taubaté, a Casa de Fundição de Taubaté, também chamada de Oficina Real dos Quintos. A partir de então, todo o ouro extraído das Minas Gerais deveria ser levado a esta Vila e de lá seguia para o porto de Parati, de onde era encaminhado para o reino, via cidade do Rio de Janeiro.

Ao longo das rotas pelas quais se deslocavam, ajudaram a fazer brotar várias das atuais cidades do Brasil. As cidades de Taubaté, Sorocaba, Viamão, Santana de Parnaíba, Castro,Cruz Alta e São Vicente são algumas das pioneiras que se destacaram pela atividade de seus tropeiros.

Mesmo em 2011 tropeiros atuam em algumas regiões do Brasil, como os que transportam queijos e doces da região de ´Itamonte-MG para Visconde de Mauá-RJ.

Comércio

Antes das estradas de ferro, e muito antes dos caminhões, o comércio de mercadorias era feito por tropeiros, nas regiões onde não havia alternativas de navegação marítima ou fluvial para sua distribuição. As regiões interioranas, distantes do litoral, dependeram durante muito tempo desse meio de transporte por mulas. Desde fins do século XVII, as lavras mineiras, por exemplo, exigiram a formação de grupos de mercadores no comércio interiorano. Inicialmente chamados de homens do caminho, tratantes ou viandantes, os tropeiros passaram a ser fundamentais no comércio de escravos, alimentos e ferramentas dos mineiros. Longe de serem comerciantes especializados, os tropeiros compravam e vendiam de tudo um pouco: escravos, ferramentas, vestimentas etc. A existência do tropeirismo estava intimamente relacionada ao ir-e-vir pelos caminhos e estradas, com destaque para a Estrada real -- via pela qual o ouro mineiro chegou ao porto do Rio de Janeiro e seguiu para Portugal. O constante movimento, o ir-e-vir das tropas, não só viabilizou o comércio como também se tornou elemento chave na reprodução econômica do tropeirismo.

Os tropeiros transportavam uma grande variedade de mercadorias como açúcar mascavo, aguardente, vinagre, vinho, azeite, bacalhau, peixe seco, queijo, manteiga, biscoito, passas,noz, farinha, gengibre, sabão, fruta seca, chouriço, salame, tecido, alfaias, marmelada, coco, carne seca, algodão, sal, vidro para janela, etc.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.